Autor: Julio Takayama

  • Transformação digital do SUS e sustentabilidade são temas de painel da SEIDIGI na COP30

    Transformação digital do SUS e sustentabilidade são temas de painel da SEIDIGI na COP30

    A Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI/MS) coordenou o painel “Transformação digital sustentável e inclusiva no Sistema Único de Saúde (SUS): telessaúde, informação e tecnologia na interface entre saúde e meio ambiente”, nesta quarta-feira, dia 12 de novembro, no estande do IEC, localizado na Zona Verde da COP30, que está sendo realizada em Belém. A equipe do Telessaúde UFPA/Ebserh, coordenada por Socorro Castelo Branco, esteve presente no evento.

    Durante o painel, a secretária Ana Estela Haddad, da Secretaria de Informação e Saúde Digital (Seidigi) destacou como a transformação digital vem fortalecendo o Sistema Único de Saúde (SUS), com destaque especial para a Infraestrutura de Dados Espaciais do Ministério da Saúde (IDE-MS) — uma iniciativa pioneira que integra dados de saúde e meio ambiente para apoiar o planejamento territorial e a tomada de decisão baseados em evidências.

    Além disso, a secretária também ressaltou os avanços em telessaúde e outras plataformas digitais que ampliam o acesso equitativo ao cuidado, especialmente em áreas remotas da Amazônia, ao mesmo tempo em que contribuem para a sustentabilidade ambiental.

    O evento teve a apresentação de projetos conjuntos com o Instituto Evandro Chagas (IEC) e os esforços do Brasil em promover uma saúde pública equitativa, sustentável e digitalmente integrada, fortalecendo a colaboração intersetorial e evidenciando a interseção entre saúde, tecnologia e sustentabilidade ambiental.

  • Seminário de Inteligência Artificial na Saúde debate regulação, ética e segurança no setor 

    Seminário de Inteligência Artificial na Saúde debate regulação, ética e segurança no setor 

    Por: Patrícia Rodrigues, Max de Oliveira e Larissa Mangabeira – Ministério da Saúde

    O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), promoveu nesta terça-feira (2), no auditório Emílio Ribas, em Brasília, o Seminário de Inteligência Artificial na Saúde. O encontro reuniu representantes do governo federal, do Congresso Nacional, especialistas, pesquisadores e sociedade civil para debater os impactos do Projeto de Lei nº 2.338/2023 — conhecido como Marco Regulatório da Inteligência Artificial — e os desafios de ética, segurança e responsabilidade algorítmica no setor da saúde.

    Aprovado no Senado Federal em dezembro de 2024 e atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados, o PL define princípios, categorias de risco, mecanismos de governança e salvaguardas para proteger direitos fundamentais, como a supervisão humana e a auditabilidade.

    Painel 1 – PL 2338/23: do texto ao debate na Câmara e seus impactos para o setor saúde

    O primeiro painel contou com a presença do senador Eduardo Gomes (TO), relator do texto aprovado pelo Senado Federal, que destacou o objetivo de fomentar inovação, garantir segurança jurídica e estabelecer fiscalização efetiva, especialmente em áreas sensíveis como a saúde.

    O deputado Aguinaldo Ribeiro (PB), relator da proposta na Câmara dos Deputados, explicou que o projeto já foi aprovado pela comissão especial e deve ter relatório apresentado até outubro, com previsão de votação ainda este ano.

    A mesa de abertura reuniu ainda a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad; a advogada e professora Laura Schertel, integrante da Comissão de Juristas que subsidiou o texto do projeto; a chefe de gabinete da SECOM, Samara Castro; e a coordenadora do Comitê Gestor da Internet, Renata Mielli.

    Entre as falas, destacou-se a da Dra. Laura Schertel, que ressaltou a centralidade da pessoa humana e a proteção dos direitos fundamentais como eixos estruturantes da proposta. Sua contribuição foi considerada uma das mais relevantes do encontro, ao reforçar:

    A regulamentação da IA precisa garantir responsabilidade ética, transparência e segurança, sem inibir a inovação tecnológica.

    A secretária Ana Estela Haddad destacou o processo democrático de construção do PL e a importância do tema para o setor saúde:

    A versão do PL 2338 aprovada no Senado foi fruto de um debate democrático exemplar, chegando a um texto maduro. Este modelo virtuoso tem sido adotado também na Câmara dos Deputados, com uma série de audiências públicas que certamente levarão a uma versão ainda mais aperfeiçoada. Para o Ministério da Saúde este tema tem uma grande importância.

    Painel 2 – Ética, segurança e responsabilidade algorítmica em saúde

    Na sequência, o seminário trouxe o painel “Ética, segurança e responsabilidade algorítmica em saúde: dados sensíveis e gestão de riscos na regulação da inteligência artificial”, mediado por Adriana Macedo Marques, Encarregada de Dados Pessoais do Ministério da Saúde.

    Participaram do debate: Arthur Pereira Sabbat, diretor da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD); Artur Yúri Alves de Souza, representante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); Thiago Bahia, coordenador-geral de Disseminação e Integração de Dados e Informações em Saúde da SEIDIGI/MS; e Dr. Daniel Dourado, médico, advogado e pesquisador do Centro de Pesquisa em Direito Sanitário da USP.

    Entre os principais pontos discutidos, Sabbat (ANPD) apresentou cinco riscos associados ao uso da IA: confiabilidade, segurança, ética, dependência tecnológica e responsabilização. Artur Yúri (Anvisa) defendeu a importância de uma regulação “à prova de futuro”, capaz de garantir segurança sem inibir a inovação. Thiago Bahia (SEIDIGI/MS) destacou o papel do Ministério da Saúde na governança da informação, com foco na interoperabilidade e no uso ético dos dados. Já Dr. Dourado (USP) reforçou a necessidade de transparência e explicabilidade dos algoritmos, além da definição clara de responsabilidades em casos de falhas.

    Consenso pelo avanço responsável

    O seminário reforçou que a confiança da sociedade na inteligência artificial aplicada à saúde depende diretamente de ética, transparência e segurança. Houve consenso de que a regulamentação deve equilibrar inovação e proteção de direitos fundamentais, assegurando que o SUS avance de forma responsável no uso da tecnologia.

  • Formação profissional fortalece avanço do SUS Digital no país

    Formação profissional fortalece avanço do SUS Digital no país

    A preparação de profissionais para atuar no SUS Digital foi um dos temas debatidos durante a 237ª reunião ordinária do Conselho Técnico-Científico da Educação Superior (CTC-ES), realizada nos dias 4 e 5 de junho de 2025.

    Participaram da discussão a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, e o epidemiologista e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Naomar de Almeida Filho.

    O SUS Digital busca modernizar e integrar as informações de saúde dos cidadãos em todo o país. A proposta é conectar unidades públicas e privadas de saúde, além dos sistemas utilizados por municípios, estados e Governo Federal, facilitando o acesso às informações e melhorando o cuidado com a população.

    Para que essa transformação aconteça, a qualificação dos profissionais de saúde é considerada uma das prioridades da política do SUS Digital.

    Durante o encontro, o Ministério da Saúde e o CTC-ES destacaram a importância de uma formação mais integrada e voltada aos grandes desafios da saúde pública, preparando profissionais para lidar com as mudanças trazidas pela transformação digital no SUS.

    Entre as estratégias debatidas estão os Projetos de Cooperação entre Instituições para Qualificação de Profissionais de Nível Superior (PCI). A iniciativa permite que universidades, instituições de pesquisa, órgãos públicos e empresas realizem parcerias para oferecer cursos temporários de mestrado e doutorado em diferentes regiões do país.

    A proposta ajuda a ampliar o acesso à formação avançada fora dos grandes centros urbanos, contribuindo para reduzir desigualdades regionais e fortalecer a qualificação de profissionais em todo o Brasil.