Tag: Interoperabilidade

  • Congresso debate transformação digital e futuro da assistência farmacêutica

    Congresso debate transformação digital e futuro da assistência farmacêutica

    A transformação digital da saúde tem ampliado o acesso às informações e fortalecido a assistência farmacêutica no Sistema Único de Saúde (SUS). Durante o Farmápolis Brasil 2026, nos dias 18 a 20 de junho, a Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS) reforçou a aproximação da saúde digital com temas estratégicos que impactam diretamente a vida dos brasileiros.

    Durante o evento, a secretaria participou da mesa “Os impactos da Revolução Digital na produção da Saúde – os últimos 10 anos e os próximos 20 anos”. O debate abordou o Programa SUS Digital e as mudanças na assistência farmacêutica, destacando a importância de ampliar o cuidado às pessoas, para além da simples entrega de medicamentos. A proposta é fortalecer um modelo em que farmacêuticos atuem cada vez mais no acompanhamento, na orientação e no cuidado dos pacientes.

    A mesa também reuniu representantes do Conselho Nacional de Saúde (CNS), reforçando a importância da participação da sociedade na construção da saúde digital no Brasil. O debate destacou que a transformação digital no SUS deve ser construída de forma colaborativa, com a participação do governo federal, estados, municípios e da população, garantindo transparência, proteção dos dados e controle social. Como ressaltado durante a discussão:

    Não há saúde digital sem democracia. Não há soberania sem governança pública dos dados.

    [Representantes CNS e Ministério da Saúde]

    O debate também abordou temas como a disponibilização do SUS Digital para farmacêuticos, o envio de informações à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e o uso desses dados para ações de vigilância em saúde. As discussões reforçaram a importância da troca de dados para qualificar o cuidado, apoiar a gestão e fortalecer as políticas públicas de saúde.

    As iniciativas de prescrição eletrônica, dispensação integrada e rastreamento do uso de medicamentos também estiveram em pauta. Essas soluções contribuem para um cuidado mais seguro e contínuo, ao permitir o acompanhamento dos tratamentos, reduzir retrabalho e duplicidades e ampliar o acesso a informações que apoiam os profissionais de saúde no atendimento aos pacientes.

    [Josélio Queiroz – Assessor Técnico DATASUS/SEIDIGI]

    Farmápolis Brasil

    O Congresso Farmápolis Brasil se consolidou como um dos principais encontros nacionais das áreas farmacêutica e de saúde coletiva. Nesta edição, realizada sob o tema central “A Saúde como Direito em um Mundo em Transformação”, o evento reuniu debates técnicos, científicos e profissionais voltados ao fortalecimento do SUS, da assistência farmacêutica, da vigilância em saúde, do diagnóstico laboratorial e da ciência e tecnologia em saúde.

    A agenda reforça a importância da integração das informações e do uso da tecnologia para qualificar os serviços do SUS, apoiar os profissionais de saúde e ampliar o acesso da população ao cuidado.

    Por: Gabriela Cunha (DATASUS/SEIDIGI)

  • SEIDIGI participa de Conferência pelos 57 anos do Hospital Geral de Fortaleza

    SEIDIGI participa de Conferência pelos 57 anos do Hospital Geral de Fortaleza

    A Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS) participou, no dia 26 de maio, da conferência magna em comemoração aos 57 anos do Hospital Geral de Fortaleza (HGF).

    A presença da Secretaria no evento reforçou a parceria do Ministério da Saúde com estados e municípios para integrar os serviços de saúde e melhorar o atendimento à população. Esse trabalho também contribui para o Programa Agora Tem Especialistas, que busca ampliar o acesso a consultas, exames e outros atendimentos especializados, além de oferecer um cuidado mais ágil e qualificado aos cidadãos.

    Referência em atendimento especializado, ensino e pesquisa no Ceará, o HGF possui aproximadamente 600 leitos, dos quais 84 são de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e realiza cerca de 800 cirurgias por mês. Por sua importância na rede pública de saúde, o hospital também tem papel estratégico na implantação de iniciativas de transformação digital.

    Durante a programação, a Seidigi apresentou ações de formação e qualificação de profissionais na área de Saúde Digital, desenvolvidas por meio do PET-Saúde Digital. Também foram abordados os avanços da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e das plataformas do Programa SUS Digital.

    Essas ferramentas permitem que informações importantes sobre a saúde dos pacientes sejam compartilhadas de forma segura entre diferentes serviços. Com isso, os profissionais podem ter acesso a dados que ajudam no acompanhamento do cidadão e na continuidade do cuidado, mesmo quando ele é atendido em unidades diferentes.

    Representando a Seidigi, o assessor técnico do DATASUS, Josélio Emar de Araújo Queiroz, participou das discussões sobre os avanços da transformação digital na saúde e as possibilidades de fortalecer as iniciativas que já estão sendo desenvolvidas no Hospital Geral de Fortaleza.

    Os debates também destacaram a importância de aproximar as ações do Plano de Ação em Transformação Digital das atividades e das necessidades do hospital. A proposta é ampliar o uso das soluções digitais e contribuir para uma assistência cada vez mais integrada, eficiente e próxima das necessidades da população cearense.

    Por Gabriela Cunha (DATASUS/SEIDIGI)

  • Evento internacional debate o papel da informação em saúde

    Evento internacional debate o papel da informação em saúde

    A utilização estratégica das informações em saúde e seu impacto na vida da população foram temas debatidos durante o VIII Seminário Internacional de Informação para a Saúde (SINFORGEDS), realizado no dia 26 de maio, na Universidade Federal do Ceará. O encontro reuniu pesquisadores, especialistas nacionais e internacionais e representantes da comunidade acadêmica para discutir os avanços da transformação digital na saúde.

    Durante a conferência, Josélio Emar de Araújo Queiroz, assessor técnico do DATASUS/SEIDIGI, apresentou o tema “Informação e saúde digital: integralidade e continuidade do cuidado visando o bem-estar da população”, destacando os avanços da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e das plataformas do Programa SUS Digital, reduzindo a fragmentação das informações e apoiando decisões clínicas em saúde.

    O seminário também promoveu debates sobre letramento digital, segurança da informação e iniciativas de formação profissional pelo PET Saúde Digital, temas essenciais para ampliar o uso seguro e efetivo das tecnologias na saúde.

    As discussões ainda abriram espaço para o aprofundamento sobre a classificação e a qualidade dos dados compartilhados na RNDS, reforçando a importância da colaboração entre os entes federados, as universidades e as instituições nacionais e internacionais, para o avanço da troca de dados em saúde no Brasil.

    Por: Gabriela Cunha (DATASUS/SEIDIGI)

  • Congresso reforça integração e transformação digital no SUS

    Congresso reforça integração e transformação digital no SUS

    O 11º Congresso Norte e Nordeste de Secretarias Municipais de Saúde, que aconteceu de 13 a 15 de maio, reuniu mais de dois mil participantes no Maranhão para debater os desafios e as soluções necessárias para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) nas duas regiões.

    A Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS) participou do encontro apresentando iniciativas voltadas à transformação digital do SUS e ao desenvolvimento de políticas públicas que considerem as diferentes realidades dos territórios do Norte e do Nordeste.

    Com o tema “Pluralidades, Especificidades e Equidade no Cuidado à Saúde das Regiões Norte e Nordeste”, o Congresso abriu espaço para a troca de experiências e a construção de estratégias capazes de ampliar o acesso e melhorar a qualidade dos serviços de saúde.

    Durante a programação, as equipes da SEIDIGI divulgaram as ações do SUS Digital, que buscam ampliar o uso seguro e qualificado dos dados em saúde, garantir a continuidade do cuidado e promover maior integração entre os serviços, respeitando as necessidades e particularidades de cada território.

    Integração federativa e articulação para o avanço da saúde digital

    Com aproximação e sinergia entre os entes federativos, foram realizadas reuniões estratégicas com secretárias e secretários de saúde dos estados de Sergipe, Rondônia, Maranhão e Amazonas, voltadas à ampliação da integração e do envio de dados à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), à expansão do uso das Plataformas SUS Digital e ao avanço das iniciativas do Programa SUS Digital nos territórios.

    Um dos destaques da agenda foi a mesa “Avanços Tecnológicos no SUS: Programa SUS Digital transpondo barreiras, promovendo acesso”, com o assessor técnico Josélio Queiroz, da Coordenação-Geral de Inovação e Interoperabilidade em Saúde (CGIIS/DATASUS/SEIDIGI), juntamente com representantes do CONASEMS e dos Núcleos de Telessaúde.

    O debate destacou a importância da integração, da interoperabilidade e da atuação colaborativa para ampliar o acesso, apoiar a gestão e consolidar ações mais equitativas no SUS.

    Reforçando a troca de experiências entre os territórios, o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Maranhão (COSEMS/MA) escolheu o evento como espaço para a realização da Mostra “Maranhão Aqui Tem SUS” – Edição 2026. A equipe da Seidigi acompanhou os trabalhos apresentados e identificou oportunidades de atuação conjunta no âmbito da transformação digital.

    Outras demandas estratégicas apresentadas pelos gestores também foram levantadas durante o evento, contribuindo para ampliar a integração e a qualificação do cuidado em saúde no SUS.

    Por: Gabriela Cunha (DATASUS/SEIDIGI)

  • Mais dados de Regulação na RNDS

    Mais dados de Regulação na RNDS

    O SUS Digital é o coração tecnológico do programa Agora Tem Especialistas (ATE) e segue avançando na missão de ampliar a integração e a troca de dados no SUS, promovendo mais acesso à informação e contribuindo para a qualificação da saúde pública.

    Dentro dessa estratégia, equipes da Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS) estiveram em Belo Horizonte (MG), nos dias 14 e 15 de maio, realizando um minicurso na sede do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (COSEMS/MG).

    A agenda faz parte das ações da Carta Acordo firmada entre Ministério da Saúde, COSEMS/MG e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), voltadas à ampliação da integração dos sistemas de regulação com a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) em Minas Gerais e à adesão ao e-SUS Regulação, solução nacional de apoio aos processos da Atenção Especializada do SUS.

    O encontro deu continuidade a um ciclo de reuniões de planejamento acompanhadas pelo Departamento de Informação e Informática do SUS (DATASUS/SEIDIGI), responsável por apoiar os processos de integração à RNDS, alinhados às estratégias do programa SUS Digital e do ATE.

    O minicurso reuniu 16 articuladores do projeto e representantes do COSEMS/MG, aprofundando conhecimentos sobre o funcionamento, os fluxos e os requisitos da RNDS, além de apresentar esclarecimentos técnicos e soluções, como as Plataformas SUS Digital, voltadas ao fortalecimento da gestão e da continuidade do cuidado.

    As ações seguem avançando e, como próximos passos, a SEIDIGI participará das oficinas macrorregionais do Conselho, prestando apoio às implementações e ampliando as estratégias do SUS Digital em toda a rede de saúde.

    Por: Gabriela Cunha (DATASUS/SEIDIGI)

  • Seminário debate uso de dados reais e avanços da saúde digital 

    Seminário debate uso de dados reais e avanços da saúde digital 

    A transformação digital da saúde pública brasileira esteve entre os destaques do Seminário Sindusfarma 2026: Adoção das Evidências de Mundo Real (Real World Evidence – RWE), evento realizado nos dias 30 e 31 de março de 2026, em Brasília/DF, que reuniu especialistas para discutir como o uso inteligente de dados pode apoiar decisões mais rápidas, eficientes e centradas no cidadão.

    Durante o encontro, a Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS) apresentou iniciativas que vêm fortalecendo a integração das informações em saúde, ampliando o acesso aos serviços e qualificando o cuidado no SUS.  

    Na apresentação, foram destacados avanços estruturantes da saúde digital brasileira, como a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), plataforma responsável pela interoperabilidade entre sistemas de saúde em todo o país.

    Também foram apresentadas soluções como o Meu SUS Digital, que já ultrapassa 75 milhões de downloads, o SUS Digital Profissional e a futura plataforma SUS Digital Gestor, voltadas ao apoio clínico e à gestão estratégica do SUS.

    A exposição do tema, Interoperabilidade e governança, conduzida por Josélio Emar de Araújo Queiroz, assessor técnico do DataSUS/SEIDIGI, abordou ainda como a transformação digital vem permitindo que informações antes fragmentadas sejam utilizadas de forma integrada para apoiar profissionais, gestores e cidadãos. 

    A transformação digital na saúde só faz sentido quando melhora a vida das pessoas. Cada dado integrado representa mais continuidade no cuidado, mais agilidade no atendimento e decisões mais próximas da realidade do cidadão.

    (Josélio Queiroz)

    A apresentação reforçou o papel das evidências de mundo real na melhoria da qualidade do cuidado e na construção de um sistema de saúde mais conectado, eficiente e orientado por dados. 

    O seminário contou ainda com discussões sobre os desafios no uso estratégico de dados em saúde, o impacto de novas tecnologias, como a inteligência artificial, os avanços regulatórios e as aplicações das Evidências de Mundo Real (RWE) no setor farmacêutico. 

    O encontro reforçou como a saúde digital tem se consolidado como uma ferramenta estratégica para ampliar o acesso e fortalecer a saúde brasileira. 

    Desde sua primeira edição, em 2019, o seminário consolidou-se como um importante fórum de discussão qualificada sobre Evidências de Mundo Real (Real World Evidence – RWE), acompanhando a evolução científica e regulatória do tema no Brasil e no cenário internacional. 

    Por: Gabriela Cunha (DATASUS/SEIDIGI/MS)

  • Belém (PA) sediará oficina sobre federalização da Rede Nacional de Dados em Saúde

    Belém (PA) sediará oficina sobre federalização da Rede Nacional de Dados em Saúde

    Reunindo gestores, especialistas e representantes de instituições parceiras para discutir o uso estratégico de dados no Sistema Único de Saúde (SUS), a atividade integra o processo de expansão da Federalização da RNDS, iniciativa do Ministério da Saúde que amplia o acesso dos estados aos dados da rede nacional.

    A proposta permite que as Unidades Federativas recebam as informações em formato bruto, por meio de repositórios seguros, possibilitando armazenar, tratar e gerar análises próprias para apoiar a gestão em saúde.

    A RNDS é uma infraestrutura nacional que conecta sistemas e informações de saúde em todo o país e já pode ser acessada por plataformas como Meu SUS Digital, SUS Digital Profissional e SUS Digital Gestor, além de integrações por APIs. A federalização não cria uma nova base de dados, mas amplia o acesso dos estados às informações já existentes, fortalecendo a capacidade analítica e estratégica das gestões estaduais.

    A iniciativa integra uma política de longo prazo voltada à transformação digital do SUS. Após uma etapa piloto realizada entre 2024 e 2025, o projeto entrou na etapa estadual (julho de 2025 a julho de 2026), com a integração progressiva das demais unidades federativas.

    Durante a abertura da oficina, prevista para o dia 3 de março, a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, participará de forma on-line e deverá destacar que a federalização representa um marco de maturidade da saúde digital no país, reforçando o compromisso federativo do SUS e a importância do uso responsável e estratégico dos dados em saúde.

    O encontro contará com a participação de representantes do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (SESPA), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), além de conselhos e gestores estaduais e municipais.

    Entre os participantes previstos na mesa de abertura estão Paula Xavier, diretora do DATASUS; Felipe Ferré, representante do Conass; Lucas de Melo Dutra, do HAOC; Ualame Machado, secretário de Saúde do Pará; além de representantes do Conselho Estadual de Saúde e do COSEMS do Pará.

    Programação

    A oficina será realizada em três dias de atividades, com apresentações técnicas, debates e troca de experiências entre os estados.

    No primeiro dia (3/3), na sede da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (SESPA), os participantes irão discutir desafios e oportunidades para transformar dados em informação útil para a gestão, tanto na atenção primária quanto na média e alta complexidade. Também está prevista uma demonstração sobre credenciais e fluxo de acesso ao bucket da Federalização da RNDS, além da apresentação de experiências de estados que já avançaram no processo.

    No segundo dia (4/3), no Hotel Sagres, a programação abordará o cenário atual dos dados da RNDS, os desafios para expansão da rede e o funcionamento das plataformas do SUS Digital, além da discussão sobre planos de trabalho estaduais para ampliar o uso das informações.

    Já no terceiro dia (5/3), ocorrerá a cerimônia de entrega das credenciais de acesso ao bucket da RNDS, marco simbólico da ampliação do acesso dos estados aos dados da rede nacional. As atividades também incluirão trabalhos em grupo para discutir cenários de uso dos dados e estratégias de comunicação para consolidar a federalização da RNDS.

    A oficina integra os domínios estruturantes da iniciativa — institucional, governança, informação e informática e comunicação — e busca fortalecer o uso estratégico dos dados em saúde, ampliando benefícios para cidadãos, profissionais e gestores do SUS.

  • Brasil reforça liderança global em saúde digital

    Brasil reforça liderança global em saúde digital

    O Brasil vive um momento decisivo na consolidação de sua presença internacional na agenda de saúde digital. A realização do 15º Global Digital Health Partnership (GDHP) Summit, em Salvador, de 1º a 3 de julho de 2025, marcou não apenas a primeira edição do evento na América Latina, mas também a afirmação do país como um ator estratégico dentro do principal fórum global de transformação digital em saúde.

    O Brasil demonstrou liderança exemplar e progressos impressionantes na transformação digital em saúde.

    (Destaque OPAS em nota oficial)

    Foram três dias de debates intensos, reunindo 45 participantes presenciais, 40 participantes online, representantes de mais de 20 países e convidados de organizações internacionais de destaque, como a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Rede de saúde digital da América Latina e do Caribe (RACSEL). O encontro também contou com uma visita técnica à Secretaria de Saúde da Bahia, ampliando o intercâmbio com gestores estaduais e aproximando os países membros da realidade do SUS.

    Brasil no GDHP: participação ativa, influência global

    A SEIDIGI representa o Brasil no GDHP com participação em todos os Grupos de Trabalho da parceria. Isso garante que o país esteja alinhado às tendências internacionais nos principais temas da transformação digital em saúde: governança, interoperabilidade, segurança e privacidade, engajamento e experiência do cidadão, evidências e avaliação.

    Essa atuação constante posiciona o Brasil como voz influente no debate global, levando a perspectiva latino-americana e do Sul Global. O diferencial brasileiro, um sistema universal, continental e em rápida digitalização, fortalece discussões sobre equidade digital, inclusão, alfabetização digital em saúde e modelos de escalabilidade.

    Ao mesmo tempo, a participação no GDHP permite ao país antecipar tendências, monitorar horizontes tecnológicos e aprender com as soluções dos demais países membros.

    O 15th GDHP Summit: integração, cooperação e reconhecimento internacional

    O Summit sediado pelo Brasil reforçou essa posição global. Além de apresentar os avanços do Brasil, a GDHP ofereceu um espaço de diálogo sobre temas centrais, como prontuários eletrônicos interoperáveis, uso de dados para gestão baseada em evidências, inteligência artificial e maturidade digital.

    O evento contou com palestras do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (CIDACS), da RACSEL e OPAS, além das apresentações dos Grupos de Trabalho e Grupos de Interesse da organização, que aproximaram experiências de Holanda, Estados Unidos, Portugal, Angola e outros países.

    Foi um verdadeiro prazer passar esses três dias juntos, fortalecendo nossa colaboração e testemunhando o impressionante progresso da saúde digital na América Latina. Sou particularmente grata à equipe brasileira pela hospitalidade e profissionalismo. Vocês estabeleceram um padrão excepcional para os próximos Summits.

    (Presidente da GDHP, Bianca Rouwenhorst)

    IPS no centro do debate: o Brasil como referência global

    Um dos destaques da cúpula foi o painel “Cuidado global, impacto local: a jornada do IPS no Brasil”, conduzido pela SEIDIGI.

    O Brasil apresentou sua trajetória no desenvolvimento do Sumário Internacional do Paciente (International Patient Summary, IPS) — um dos instrumentos mais estratégicos para a portabilidade transfronteiriça de informações de saúde.

    O país tem sido reconhecido internacionalmente pelo avanço do IPS, especialmente por meio da integração ao Meu SUS Digital, que oferecerá ao cidadão uma ferramenta moderna, centrada no usuário e alinhada aos padrões internacionais.

    A participação brasileira em Conectathons internacionais, sua atuação no G20 e no próprio GDHP reforçam essa liderança e evidenciam que a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e os esforços nacionais de telessaúde já são vistos como modelos de referência global.

    Impacto estratégico para o Brasil e para o Sul Global

    Ser parte ativa do GDHP traz ganhos diretos para o Brasil:

    • acesso às tendências mais recentes de políticas digitais;
    • contato com arquiteturas globais de dados e interoperabilidade;
    • aprendizado acelerado para aprimorar o IPS;
    • fortalecimento da posição internacional da SEIDIGI;
    • desenvolvimento de políticas públicas alinhadas às melhores práticas do mundo.

    Ao mesmo tempo, o Brasil contribui com perspectivas únicas, demonstrando que é possível digitalizar um sistema universal e continental, levando inovação a populações diversas, com foco em equidade. Essa posição influencia positivamente outros países latino-americanos e de baixa e média renda, reforçando o papel do país como articulador regional.

    Um marco para o Brasil

    O 15º GDHP Summit, realizado em Salvador, consolidou a liderança brasileira na agenda global de saúde digital e reforçou a importância estratégica de participar de uma coalizão que reúne os principais sistemas de saúde do planeta.

    A participação ativa no GDHP permitirá que essa trajetória continue, guiada pelo diálogo, cooperação e compromisso com uma saúde digital que coloque o cidadão no centro, dentro e além das fronteiras.