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  • Ripsa reforça importância dos dados para melhorar a saúde no SUS

    Ripsa reforça importância dos dados para melhorar a saúde no SUS

    Durante a 18ª edição da ExpoEpi, no dia 16 de abril, a Rede Interagencial de Informações para a Saúde promoveu um debate sobre como a informação em saúde pode contribuir para qualificar o cuidado à população.

    Com o tema “30 anos da Ripsa”, a atividade reuniu especialistas de diferentes instituições para demonstrar como dados bem organizados ajudam a compreender melhor a realidade da saúde no Brasil e a orientar decisões mais eficazes no SUS.

    É fundamental ter séries históricas de indicadores qualificados, pois elas permitem identificar tendências em temas relevantes, como a prevalência de violências contra mulheres e a violência sexual contra meninas de 13 a 17 anos, dados essenciais para orientar políticas públicas e fortalecer a capacidade de resposta do SUS.

    (Deborah Carvalho Malta (UFMG), coordenadora do CGI de Fatores de Risco e Proteção)

    Dados que apoiam o cuidado

    Logo no início, foi apresentada a trajetória da Ripsa, que há três décadas articula instituições para produzir informações confiáveis em saúde.

    Ao longo da discussão, especialistas destacaram que o acompanhamento de indicadores ao longo do tempo — como casos de violência ou doenças — permite identificar tendências e subsidiar políticas públicas. Essas informações contribuem, por exemplo, para o planejamento de ações mais efetivas e para o fortalecimento da resposta do SUS em diferentes contextos.

    Trabalho conjunto faz a diferença

    Outro ponto ressaltado foi o caráter colaborativo da Ripsa. A construção dos indicadores envolve diversas instituições e especialistas, o que garante mais qualidade e transparência às informações.

    Esse esforço coletivo também favorece a elaboração de indicadores mais robustos, integrando áreas como Atenção Primária e Saúde Digital — o que amplia a compreensão da situação de saúde no país.

    Do dado ao conhecimento

    A representante da BIREME destacou que transformar dados em conhecimento é fundamental para gestores e pesquisadores. Nesse contexto, o portal da Ripsa atua como uma plataforma estratégica para organizar e disponibilizar essas informações de forma acessível.

    O Portal da Ripsa se destaca como uma plataforma estratégica para a organização, integração e disseminação de informações, reforçando a importância da interoperabilidade e do uso de dados para apoiar a tomada de decisão no SUS. Os indicadores e suas séries históricas estão disponíveis nas plataformas de disseminação desenvolvidas pelo Demas/Seidigi, como o Portal de Dados Abertos do SUS, que possibilita o download em diversos formatos (csv, json, xml), e a Sala de Apoio à Gestão Estratégica (SAGE), que oferece painéis interativos com gráficos, tabelas e mapas, ampliando a transparência e a usabilidade das informações.

    (Juliana Lourenço Sousa, Bireme/Opas/OMS)

    Além disso, as informações também podem ser consultadas em ferramentas como o Portal de Dados Abertos do SUS e a Sala de Apoio à Gestão Estratégica (SAGE), que oferecem gráficos, mapas e tabelas interativas, ampliando a transparência e facilitando o uso no cotidiano da gestão.

    Acesso aberto para todos

    Ao final do encontro, foi distribuída aos participantes a nova edição do “Livro Verde”, publicação que reúne indicadores básicos de saúde no Brasil.

    O material está disponível gratuitamente em formato digital e pode ser acessado por qualquer pessoa, fortalecendo o acesso à informação e contribuindo para um SUS mais transparente e eficiente.

    Indicadores básicos para a saúde no Brasil (Livro Verde) | Ripsa

    Fotos: Rafael de Paula

    Carolina Couto (ICICT) – Juliana Lourenço (Bireme/OPAS) – Deborah Malta (UFMG) – Paulo Sellera (DEMAS/MS) – Luci Scheffer (DEMAS/MS) – José Ueleres (Uerj)

    Fotos: Rafael de Paula

  • A Ripsa e o retorno da ciência ao processo decisório na saúde

    A Ripsa e o retorno da ciência ao processo decisório na saúde

    A Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa) é uma iniciativa que ajuda a organizar e qualificar as informações sobre saúde no Brasil. Criada em 1996 pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde, a Rede foi retomada em 2023, após 10 anos sem atividades, e completou 30 anos em 2026.

    Hoje, a Ripsa reúne 45 instituições e cerca de 450 participantes que colaboram de forma voluntária.

    O trabalho da Rede é reunir, analisar e disponibilizar dados e indicadores sobre a saúde da população, ajudando a entender melhor as condições de saúde no país e os fatores que as influenciam.

    Essas informações são fundamentais para apoiar o Sistema Único de Saúde (SUS) na tomada de decisões, contribuindo para melhorar as políticas públicas e o cuidado com a população.

    Com uma estrutura organizada em diferentes unidades de governança e produção técnica, a Ripsa mantém um funcionamento integrado e contínuo. Entre essas unidades estão:

    • Comitês de Gestão de Indicadores (CGI): responsáveis pelo desenvolvimento e aperfeiçoamento técnico de indicadores nas categorias: Cobertura, Demográfico, Fatores de Risco e Proteção, Morbidade, Mortalidade, Recursos e Socioeconômico
    • Comitês Temáticos Interdisciplinares (CTI): grupos temporários criados para discutir temas prioritários e interdisciplinares, aprofundando questões metodológicas e operacionais em temas como: Atenção Primária, Estimativas Municipais, Desigualdades em Saúde, Saúde Digital e Saúde Indígena.
    • Oficinas de Trabalho Interagencial (OTI): seu principal fórum colegiado. Realizadas semestralmente, as OTI são os principais momentos de pactuação consensual e alinhamento estratégico da Ripsa. Nelas, os representantes das instituições membro analisam avanços, revisam prioridades, validam metodologias e definem o Planejamento Operacional de Produtos (POP). É nesse fórum que a Rede reafirma sua integração e sua missão de produzir informação confiável para aprimorar a saúde da população brasileira.

    A amplitude da Ripsa também se reflete na diversidade das instituições que a compõem, abrangendo órgãos públicos, universidades, institutos de pesquisa e entidades especializadas.

    Essa colaboração interinstitucional assegura a continuidade e a qualidade da produção de informações estratégicas, contribuindo diretamente para a construção de políticas públicas mais precisas e orientadas por evidências.

    Em 2026, como parte das comemorações de 30 anos, foi lançada a terceira edição do livro Indicadores Básicos de Saúde: conceitos e aplicações, conhecido como Livro Verde, uma das principais referências para a produção e uso de dados no SUS.

    Nesta terceira edição, além da revisão e atualização da 2º edição de 2008, foi implementada uma nova estratégia de classificação e codificação dos indicadores, consolidando um sistema mais inteligível, expansível e alinhado às necessidades da análise de dados, para o aprimoramento da saúde pública no Brasil.

    A Edição traz 168 indicadores (47 a mais que a versão anterior), que respondem a desafios sanitários contemporâneos do País e se alinham a pactos nacionais e globais.

    Para conhecer mais sobre as ações, produtos e publicações da Rede, acesse o site oficial da Ripsa, www.ripsa.org.br. Também é possível tornar-se membro e integrar esse esforço coletivo (www.ripsa.org.br/seja-membro-da-ripsa) em prol da qualificação da informação em saúde no país.

  • RIPSA completa 30 anos

    O Ministério da Saúde celebrou, nesta segunda-feira (23), os 30 anos da Rede Interagencial de Informações para a Saúde (RIPSA), em cerimônia realizada em Brasília. Durante o evento, foi lançada a terceira edição do livro Indicadores Básicos de Saúde: conceitos e aplicações, conhecido como Livro Verde, uma das principais referências para a produção e uso de dados no Sistema Único de Saúde (SUS).

    Criada em 1996, a RIPSA reúne instituições governamentais e não governamentais em um trabalho colaborativo voltado à produção, análise e disseminação de informações em saúde. Ao longo de três décadas, a Rede se consolidou como espaço estratégico para a qualificação dos indicadores que orientam o planejamento, o monitoramento e a avaliação de políticas públicas no país.

    A nova edição do Livro Verde atualiza e sistematiza um conjunto de indicadores básicos de saúde, organizados em diferentes dimensões, como aspectos demográficos, socioeconômicos, mortalidade, morbidade, fatores de risco e estrutura do sistema de saúde. A publicação também apresenta orientações metodológicas que contribuem para a interpretação adequada dos dados e seu uso na tomada de decisão.

    O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, destacou o papel estratégico da informação para o fortalecimento do SUS. “O Livro Verde simboliza essa trajetória de construção do SUS, baseada em evidências e no compromisso com a população. É um instrumento essencial para qualificar a gestão e fortalecer as políticas públicas de saúde no país”, afirmou.

    Para a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, o lançamento também representa um marco institucional.

    “A terceira edição do Livro Verde marca um momento muito importante para o SUS. Foram quase duas décadas desde a última publicação e, nesse período, a RIPSA chegou a ficar cerca de dez anos desativada. Retomar esse trabalho e entregar uma obra construída de forma coletiva é reafirmar o compromisso do Ministério da Saúde com o uso estratégico da informação para orientar políticas públicas e reduzir desigualdades”, afirmou.

    O lançamento ocorre em um contexto de fortalecimento da agenda de transformação digital do SUS, com iniciativas voltadas à ampliação da transparência, da interoperabilidade dos sistemas e do uso estratégico da informação para qualificar o cuidado em saúde.

    Para o diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Jarbas Barbosa, a informação é central para o funcionamento dos sistemas de saúde. “Decisões sobre políticas públicas, alocação de recursos e intervenções dependem de dados confiáveis e oportunos. Investir em informação não é apenas uma questão técnica, mas uma decisão estratégica para promover qualidade, eficiência e confiança no sistema de saúde”, destacou.

    Jarbas também ressaltou o papel do Brasil na agenda internacional. “A criação da Secretaria de Informação e Saúde Digital no Ministério da Saúde demonstra uma compreensão clara de que a governança de dados e a transformação digital são dimensões estruturantes dos sistemas de saúde. Essa iniciativa posiciona o país como referência na região”, afirmou.

    Representando a comissão organizadora da obra, a professora e pesquisadora Deborah Carvalho Malta, da Universidade Federal de Minas Gerais, destacou o caráter coletivo da construção. “Não há sistema de saúde forte sem informação de qualidade. Em um país com a dimensão e a complexidade do Brasil, produzir essa informação exige diálogo, consenso e inteligência coletiva. E é exatamente isso que a RIPSA constrói ao longo da sua trajetória”, afirmou.

    Segundo ela, o trabalho envolveu mais de 450 especialistas e 45 instituições. “O Livro Verde é um guia prático e técnico, pensado para apoiar gestores, profissionais e pesquisadores no uso dos indicadores no cotidiano da saúde pública. Ele contribui diretamente para a tomada de decisão e para o enfrentamento das desigualdades”, completou.

    Mais do que um marco técnico, a nova edição do Livro Verde reafirma o papel da informação como ferramenta essencial para orientar políticas públicas, reduzir desigualdades e fortalecer o SUS em todo o território nacional.

    Créditos fotos: Crédito: Luiz Targino