Manaus recebeu, nesta sexta-feira (3), a etapa que marca a conclusão da iniciativa que percorreu todas as capitais brasileiras e o Distrito Federal levando serviços públicos gratuitos à população. No SESI Clube do Trabalhador, o Ministério da Saúde ofertou vacinação, testes rápidos, atendimento odontológico, exames e serviços especializados com apoio da telessaúde.
Na ação, foram realizados 76 exames de retinografia, 32 atendimentos de glicemia, 2 teleinterconsultas em pediatria, 23 interconsultas em dermatologia e 7 em ginecologia. As ações de telessaúde, coordenadas pela Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI) do Ministério da Saúde, reuniram 34 profissionais do Núcleo Acadêmico Técnico Científico de Telessaúde da Amazônia – NTSA (UFAM), do Telessaúde UEA e do Núcleo de Saúde Digital da Pessoa Idosa – FUnATI.
Para quem buscou atendimento, a presença dos serviços fez diferença. Edineide Oliveira destacou a organização da ação e resumiu sua experiência em uma palavra: “gratidão”.
É um excelente trabalho, com diversos profissionais. Organização nota dez.
(Edineide Oliveira)
Já Elt v en Cristiano, que realizou exame de retinografia, avaliou o atendimento como “excelente” e contou que sempre participa dessas ações quando elas chegam à cidade.
Trouxe uma tia para fazer também. Está de parabéns.
(Elt v en Cristiano)
A etapa de Manaus também reforçou a integração entre o atendimento presencial e os serviços digitais de saúde. Por meio da telessaúde, usuários puderam passar por avaliação especializada e, quando necessário, receber encaminhamento para unidades de referência, ampliando o acesso ao cuidado no Sistema Único de Saúde (SUS).
A secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, acompanhou, no dia 30 de junho, em Barretos (SP), um momento histórico para o Sistema Único de Saúde (SUS), que superou as barreiras geográficas da medicina de alta complexidade. Um paciente com câncer de reto atendido na região amazônica foi submetido à primeira telecirurgia robótica oncológica de longa distância realizada na saúde pública brasileira.
O procedimento conectou, em tempo real e com latência mínima, as equipes do Hospital de Amor Amazônia, em Porto Velho (RO), e especialistas da unidade de Barretos (SP), que acompanharam e participaram da cirurgia a cerca de 2,7 mil quilômetros de distância.
Segundo a secretária, o processo representou muito mais do que uma demonstração tecnológica.
Foi resultado de muito trabalho técnico, cooperação institucional e compromisso com a ampliação do acesso à saúde.
Ana Estela Haddad ressaltou que o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), vem estudando os requisitos de conectividade necessários para viabilizar cirurgias dessa complexidade.
São equipamentos que exigem uma conexão de altíssima performance, com baixa latência, redundância, estabilidade e segurança, para garantir a transmissão dos comandos e das informações em tempo real.
Ela também destacou que a iniciativa representa uma importante prova de conceito para o avanço da saúde digital no país.
Ao demonstrar que essa conexão é possível, segura e capaz de aproximar equipes localizadas em regiões tão distantes, criamos as bases para ampliar esse modelo e levar o cuidado especializado a outros territórios.
Para o presidente do Hospital de Amor Henrique Prata, o momento simboliza a continuidade da missão que deu origem à instituição.
Quando o Hospital de Amor nasceu, o nosso sonho era cuidar de quem mais precisava. Hoje, ver um paciente em Porto Velho sendo operado com o apoio de uma equipe em Barretos mostra que esse sonho continua crescendo. A tecnologia, quando está a serviço da vida, encurta distâncias, melhora a recuperação do paciente e leva esperança para lugares onde antes era muito mais difícil chegar.
(Henrique Prata)
Para a secretária, a inovação só alcança seu verdadeiro propósito quando gera benefícios concretos para a população.
Faz sentido quando reduz desigualdades, amplia o acesso e melhora a vida das pessoas. É essa transformação digital que estamos construindo no SUS, com tecnologia a serviço do cuidado e de quem mais precisa.
Ao final, Ana Estela Haddad parabenizou o Hospital de Amor e suas equipes médicas, assistenciais e técnicas pela excelência dedicada ao Sistema Único de Saúde. Também agradeceu ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, e a todos os profissionais envolvidos na realização da iniciativa.
A transformação digital da saúde tem ampliado o acesso às informações e fortalecido a assistência farmacêutica no Sistema Único de Saúde (SUS). Durante o Farmápolis Brasil 2026, nos dias 18 a 20 de junho, a Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS) reforçou a aproximação da saúde digital com temas estratégicos que impactam diretamente a vida dos brasileiros.
Durante o evento, a secretaria participou da mesa “Os impactos da Revolução Digital na produção da Saúde – os últimos 10 anos e os próximos 20 anos”. O debate abordou o Programa SUS Digital e as mudanças na assistência farmacêutica, destacando a importância de ampliar o cuidado às pessoas, para além da simples entrega de medicamentos. A proposta é fortalecer um modelo em que farmacêuticos atuem cada vez mais no acompanhamento, na orientação e no cuidado dos pacientes.
A mesa também reuniu representantes do Conselho Nacional de Saúde (CNS), reforçando a importância da participação da sociedade na construção da saúde digital no Brasil. O debate destacou que a transformação digital no SUS deve ser construída de forma colaborativa, com a participação do governo federal, estados, municípios e da população, garantindo transparência, proteção dos dados e controle social. Como ressaltado durante a discussão:
Não há saúde digital sem democracia. Não há soberania sem governança pública dos dados.
[Representantes CNS e Ministério da Saúde]
O debate também abordou temas como a disponibilização do SUS Digital para farmacêuticos, o envio de informações à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e o uso desses dados para ações de vigilância em saúde. As discussões reforçaram a importância da troca de dados para qualificar o cuidado, apoiar a gestão e fortalecer as políticas públicas de saúde.
As iniciativas de prescrição eletrônica, dispensação integrada e rastreamento do uso de medicamentos também estiveram em pauta. Essas soluções contribuem para um cuidado mais seguro e contínuo, ao permitir o acompanhamento dos tratamentos, reduzir retrabalho e duplicidades e ampliar o acesso a informações que apoiam os profissionais de saúde no atendimento aos pacientes.
O Congresso Farmápolis Brasil se consolidou como um dos principais encontros nacionais das áreas farmacêutica e de saúde coletiva. Nesta edição, realizada sob o tema central “A Saúde como Direito em um Mundo em Transformação”, o evento reuniu debates técnicos, científicos e profissionais voltados ao fortalecimento do SUS, da assistência farmacêutica, da vigilância em saúde, do diagnóstico laboratorial e da ciência e tecnologia em saúde.
A agenda reforça a importância da integração das informações e do uso da tecnologia para qualificar os serviços do SUS, apoiar os profissionais de saúde e ampliar o acesso da população ao cuidado.
O SUS Digital está transformando a forma como milhões de brasileiros acessam informações e serviços de saúde.
Nesta semana, a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, participou do programa Sem Censura, da TV Brasil, para conversar sobre os avanços da transformação digital no SUS e os benefícios que já chegam à vida da população.
Durante o bate-papo, foram apresentados recursos que tornam o cuidado em saúde mais integrado, acessível e eficiente, como o Meu SUS Digital, a ampliação da telessaúde, a integração de dados por meio da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e outras iniciativas que aproximam o cidadão dos serviços do SUS.
Além de compartilhar informações sobre a saúde digital no Brasil, Ana Estela destacou a alegria de participar de um programa que acompanha há muitos anos, em uma conversa inspiradora com Cissa Guimarães, Katy Navarro, a atriz Clarice Niskier e o rabino e escritor Nilton Bonder.
Uma conversa leve, acolhedora e repleta de reflexões sobre comunicação, cultura, espiritualidade e inovação no cuidado em saúde.
▶️ Assista e conheça como o SUS Digital está ajudando a construir um sistema de saúde cada vez mais conectado às necessidades dos cidadãos.
O Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (18), no Rio de Janeiro, o Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa (Padi Brasil). A iniciativa prevê investimento de R$ 500 milhões para ampliar o cuidado domiciliar de idosos com limitações funcionais e dificuldades de deslocamento, por meio da atuação de equipes multiprofissionais integradas à Atenção Primária à Saúde.
Até o momento, 2.733 municípios solicitaram adesão ao programa, totalizando 3.677 equipes. Os repasses federais poderão ser ampliados em até R$ 10 mil por equipe, fortalecendo a capacidade dos municípios de oferecer atendimento mais próximo, humanizado e adequado às necessidades da população idosa.
As equipes poderão contar com médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e outros profissionais, atuando de forma integrada às equipes de Saúde da Família.
O lançamento do Padi Brasil também reforça a importância da Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa, ferramenta estratégica para o acompanhamento das condições de saúde dessa população. Disponível em formato físico e digital, por meio do aplicativo Meu SUS Digital, a Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa é uma das entregas do Programa SUS Digital, iniciativa estratégica do Ministério da Saúde para promover a transformação digital do SUS. A ferramenta representa um importante avanço na ampliação do acesso às informações de saúde, contribuindo para a qualificação do cuidado, o fortalecimento da autonomia da pessoa idosa e a continuidade da atenção ao longo da vida.
A secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, destacou que a versão digital foi desenvolvida com foco na acessibilidade e na inclusão digital da população idosa.
A Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa foi desenvolvida para ser acessível tanto na versão web quanto no celular, com recursos que facilitam a navegação e a busca por informações. Entre as funcionalidades, estão o modo de alto contraste, voltado especialmente a pessoas com baixa acuidade visual, e a possibilidade de navegação por teclado, importante para quem tem pouca familiaridade ou dificuldade no uso do mouse.
(Secretária Ana Estela Haddad)
Segundo a secretária, a ferramenta também é compatível com leitores de tela e conta com textos alternativos para as imagens, permitindo que o conteúdo seja lido em áudio. Além disso, os textos se ajustam ao zoom da tela, possibilitando ao usuário ampliar o tamanho das letras para uma leitura mais confortável.
Esses recursos foram incorporados a partir da escuta e da identificação das necessidades mais importantes para a população idosa. Convidamos todos a baixar o Meu SUS Digital, onde a Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa já está disponível.
(Secretária Ana Estela Haddad)
A plataforma reúne informações essenciais para o monitoramento da saúde da pessoa idosa, fortalecendo a prevenção, a promoção da saúde e o envelhecimento saudável. A versão digital também facilita o acesso de familiares, cuidadores e profissionais de saúde aos registros necessários para um cuidado mais integrado e contínuo.
Dados do Ministério da Saúde apontam que a expectativa de vida ao nascer no Brasil atingiu 76,6 anos em 2024. Atualmente, cerca de 80% da população idosa depende exclusivamente do SUS para atendimento em saúde, enquanto aproximadamente 3 milhões de idosos acamados são acompanhados pela Atenção Primária.
Além da Caderneta da Pessoa Idosa disponível no Meu SUS Digital, o Ministério da Saúde também disponibiliza materiais educativos voltados a cuidadores, familiares e profissionais de saúde, abordando temas como prevenção de quedas e comunicação relacionada à demência.
Durante a cerimônia de lançamento, o Ministério da Saúde homenageou a médica e advogada Guilhermina Maria Galvão Siqueira Gomes, cuja atuação inspirou a criação do programa nacional. Na década de 1990, ela liderou uma experiência pioneira de atenção domiciliar no Hospital Municipal Paulino Werneck, no Rio de Janeiro, levando assistência multiprofissional diretamente às residências de pessoas idosas.
A cuidadora de idosos Raiza Yong Montalvo, de 56 anos, procurou atendimento durante a ação realizada nesta quinta-feira (18), em Florianópolis (SC) e recebeu orientações e encaminhamento após passar por avaliação de telestomatologia. Ela é natural de Cuba e morando no Brasil há cerca de dois anos e meio saiu do atendimento com a expectativa de finalmente dar continuidade ao acompanhamento de um problema de saúde bucal que a acompanha há anos.
Cheguei até esta ação por meio de uma divulgação. Aqui, tive acesso a diversos atendimentos. Um deles foi na área da saúde, com dermatologia e também estomatologia.
Fui muito bem atendida e orientada. Foram feitas fotografias e agora serei encaminhada para receber uma atenção melhor para o meu problema de saúde bucal. Tenho esse problema há muitos anos. Agora já vou ser encaminhada e estou muito contente com o atendimento e com as recomendações que recebi aqui.
(Raiza Yong)
A ação integrou uma iniciativa que levou à população exames especializados de teledermatologia e telestomatologia por meio de uma parceria entre a Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS) e o Núcleo de Saúde Digital da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Realizada na Arena Floripa, a iniciativa reuniu serviços de diversos órgãos federais e aproximou a população de políticas públicas e atendimentos essenciais.
Outra pessoa que aproveitou a oportunidade para realizar uma avaliação especializada foi o advogado Sandro Roberto Maciel. Ele descobriu o serviço enquanto visitava os estandes do evento.
Na verdade, eu fui surpreendido. Estava visitando os estandes e não vim com a intenção de fazer nenhuma consulta. Apenas estava passando pelo local, fui conhecer o espaço e descobri a possibilidade de realizar o exame.
Foi muito rápido e muito prático. Segundo as profissionais, possivelmente ainda hoje terei acesso ao laudo do exame. Achei uma experiência muito positiva e muito bacana. Tenho uma lesão há muitos anos, mas nunca foi algo que me incomodasse. Aproveitei a oportunidade para fazer o exame e verificar se existe algum problema.
(Sandro Roberto)
Saúde digital fortalece a Atenção Primária
As atividades foram realizadas pelo Núcleo de Saúde Digital da UFSC, que apresentou duas soluções de telediagnóstico financiadas pelo Ministério da Saúde.
Segundo a coordenadora do Núcleo de Telessaúde da UFSC, Josimari Telino, os exames realizados durante a ação contribuem para ampliar o acesso da população a avaliações especializadas.
Estamos realizando exames de dermatologia e estomatologia. Os laudos serão emitidos e disponibilizados aos pacientes. Aqueles que precisarem também serão encaminhados para os seus serviços de referência.
(Josimari Telino)
As soluções apresentadas durante o evento fazem parte das estratégias de saúde digital apoiadas pelo Ministério da Saúde para fortalecer a Atenção Primária à Saúde (APS) e qualificar os encaminhamentos para a atenção especializada.
Teledermatologia
Na teledermatologia, informações clínicas e imagens das lesões são registradas em uma plataforma digital segura e avaliadas por dermatologistas.
Os especialistas emitem laudos, orientam a conduta clínica e classificam os casos de acordo com o nível de risco, indicando se o paciente pode ser acompanhado na APS ou se necessita de atendimento especializado.
A estratégia contribui para reduzir filas de espera, evitar deslocamentos desnecessários e garantir que os casos mais graves tenham prioridade no acesso aos serviços especializados.
Telestomatologia
A telestomatologia permite a avaliação remota de lesões na cavidade bucal. Por meio do envio de fotografias e informações clínicas, especialistas analisam os casos, elaboram hipóteses diagnósticas, orientam o manejo clínico e classificam o risco das lesões, apoiando a tomada de decisão das equipes de saúde.
A cirurgiã-dentista Gabriela Bampi, integrante da equipe operacional de telediagnóstico do Núcleo de Saúde Digital da UFSC, explicou como funciona o atendimento.
Quando uma pessoa chega com alguma queixa relacionada a uma lesão ou mancha na cavidade bucal, nós podemos acolhê-la, conversar, fazer uma anamnese e avaliar a situação. A partir disso, verificamos se é necessário buscar a opinião de um estomatologista.
Fazemos fotografias da cavidade bucal e da lesão e inserimos essas imagens em nosso sistema. O especialista consegue, de onde estiver, analisar o caso e emitir um laudo.
O paciente recebe um protocolo para acompanhar o resultado do exame. Depois, pode acessar o resultado de casa ou de qualquer outro lugar e consultar o laudo referente à lesão identificada na cavidade bucal.
( Gabriela Bampi)
Saúde, cidadania e acesso a direitos
A estudante Luciana Cristina da Silva aproveitou a ação para receber a vacina contra a influenza e acessar outros serviços disponibilizados durante o evento.
Eu achei essa ação muito importante para a cidade de Florianópolis. Estava querendo tomar a vacina da gripe, mas não sabia como fazer, porque no posto próximo de onde eu morava, em São José, não tinha. Hoje consegui vir aqui e tomar a minha vacina da gripe.
(Luciana da Silva)
Além dos serviços de saúde, Luciana destacou a importância da iniciativa para ampliar o acesso da população à informação e aos direitos sociais.
Essa ação é importante para conscientizar os cidadãos que têm pouco acesso à informação e que, muitas vezes, não conhecem os seus direitos ou não sabem como fazer documentos, como registro, certidão de nascimento, CPF e título de eleitor. Acho muito importante que as pessoas consigam emitir suas certidões e acessar seus direitos.
(Luciana da Silva)
A iniciativa busca facilitar o acesso da população a serviços públicos essenciais e promover a integração entre diferentes políticas governamentais, levando atendimento, informação e cidadania diretamente aos cidadãos.
A possibilidade de realizar um exame cardiológico e receber o laudo especializado no mesmo dia chamou a atenção de quem passou pelo Governo do Brasil na Rua, realizado na sexta-feira (12), em Belém (PA). A ação do Ministério da Saúde ofertou tele-eletrocardiogramas (Tele-ECG), ampliando o acesso da população a diagnósticos cardiológicos por meio da telessaúde.
O serviço foi realizado numa parceria entre a Secretaria de Informação e Saúde Digital (Seidigi) da pasta e o Núcleo de Telessaúde do Complexo Hospitalar Universitário da Universidade Federal do Pará (UFPA). Os exames foram feitos no local e enviados para análise de cardiologistas, permitindo a emissão do laudo ainda durante a ação.
A diretora de uma escola local Tatiane Vilar não planejava buscar atendimento de saúde durante a visita ao evento, mas decidiu realizar o exame ao conhecer o serviço disponível.
Eu realmente não vim para nenhum atendimento, mas cheguei aqui, achei interessante e acabei fazendo o atendimento. Foi muito bom, rápido e de qualidade
(Tatiane Vilar)
O empresário Carlos Kubota também aproveitou a oportunidade para cuidar da saúde.
Eu já estava pensando em fazer esse tipo de exame para ver como o meu coração está. O atendimento foi muito rápido e muito bom.
(Carlos Kubota)
De acordo com a professora Socorro Castelo Branco, do Núcleo de Telessaúde da UFPA, os exames são realizados no local e avaliados por cardiologistas, permitindo que os pacientes recebam o resultado ainda no mesmo dia.
A pessoa vem aqui, realiza o eletro e recebe o laudo no mesmo dia. Além disso, contamos com médicos para orientar os pacientes após a realização do exame.
(professora Socorro Castelo Branco))
Telessaúde amplia acesso a exames especializados
O tele-eletrocardiograma permite a realização do exame em diferentes pontos de atendimento, com envio digital para análise por especialistas. A estratégia contribui para ampliar o acesso da população a diagnósticos cardiológicos, especialmente em locais onde a oferta presencial de especialistas é mais limitada.
Os números registrados durante a ação demonstram a procura pelos serviços ofertados.
Ao todo, foram realizados 90 atendimentos de vacinação, com aplicação de 176 doses, além de 85 exames de tele-eletrocardiograma, que possibilitaram a emissão de laudos especializados no mesmo dia.
A oferta de exames por telessaúde é uma das ações do programa Governo do Brasil na Rua, executada pelo Ministério da Saúde, e visa ainda o fortalecimento da saúde digital no Sistema Único de Saúde (SUS).
O Meu SUS Digital ganhou uma nova ferramenta para apoiar o cuidado com a saúde mental dos brasileiros. A partir de agora, usuários do aplicativo poderão acessar o miniapp “Guia para Lidar com o Estresse”, baseado na publicação da Organização Mundial da Saúde (OMS) “Fazer o que Importa em Tempos de Estresse”. O Guia oferece orientações, conteúdos ilustrados e estratégias práticas para ajudar as pessoas a enfrentarem momentos de pressão, ansiedade e dificuldades emocionais.
Nova funcionalidade reúne orientações práticas da OMS e amplia o acesso da população a conteúdos de apoio à saúde mental diretamente pelo aplicativo.
Além de apresentar técnicas de autocuidado e manejo do estresse, o guia oferece recursos de autoavaliação que auxiliam na identificação de sinais de sofrimento psíquico. Conforme a necessidade identificada, o cidadão poderá ser orientado a buscar atendimento especializado ou a encontrar os serviços mais adequados da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).
Disponível de forma gratuita e acessível, a nova funcionalidade foi desenvolvida pela Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI) em conjunto com a Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS), para aproximar informações confiáveis do Ministério da Saúde à rotina da população.
Todo o processo foi estruturado com foco na privacidade e na proteção dos dados pessoais dos usuários, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo segurança e confidencialidade das informações.
Oficina Técnica sobre Comunicação Responsável sobre Suicídio, realizada nos dias 1º e 2 de junho, na sede da OPAS, que marcou o lançamento do Guia para Lidar com o Estresse.
A novidade no Meu SUS Digital representa mais um avanço da transformação digital na saúde pública brasileira, ampliando o acesso da população a informações qualificadas, acolhimento e orientações em um ambiente seguro. A iniciativa reforça o compromisso do Programa SUS Digital de levar os serviços do SUS para mais perto dos cidadãos.
Acesse o Meu SUS Digital pelo aplicativo no seu smartphone (Android ou iOS) ou pela versão web via Meu SUS Digital.
Duas irmãs diabéticas da comunidade Vila Esperança, na zona rural de São Luís, corriam o risco de perder a visão. Durante uma ação de telerretinografia realizada pelo Núcleo de Telessaúde da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), lesões na retina foram identificadas precocemente. Em menos de 30 dias, ambas realizaram o tratamento necessário e evitaram a cegueira.
A história é uma das muitas que ilustram o impacto da telessaúde no Maranhão, onde a tecnologia vem aproximando o acesso à saúde especializada de populações que vivem longe dos grandes centros urbanos.
São pessoas que talvez não tivessem a mesma oportunidade que tantas outras têm. Conseguimos chegar a esses locais e mudar o desfecho dessas histórias. No caso das irmãs da Vila Esperança, as duas poderiam ter ficado cegas se a gente não tivesse chegado a tempo.
(coordenadora administrativa do Núcleo de Telessaúde da UFMA, Amanda Araújo)
Criado em 2007 no Hospital Universitário da UFMA, inicialmente vinculado à Rede Universitária de Telemedicina (RUTE), o núcleo integra o Programa Telessaúde Brasil Redes desde 2014. Ao longo dos anos, expandiu sua atuação e se tornou uma referência nacional em teleassistência, teleeducação e desenvolvimento de soluções tecnológicas para a saúde.
Nasceu bem pequenininho e foi crescendo. Hoje nos consideramos um núcleo importante não apenas regionalmente, mas também nacionalmente, especialmente na área de teleeducação.
(coordenador do Núcleo de Telessaúde da UFMA, professor Humberto Costa)
Atualmente, o serviço está presente em 58 municípios maranhenses e já se prepara para ampliar sua atuação para mais dez cidades, alcançando 68 municípios.
Diagnóstico especializado mais perto da população
Por meio da oferta nacional de telediagnóstico, realizada em parceria com universidades federais, o núcleo disponibiliza teleeletrocardiograma e telerretinografia, além de teleconsultorias, teleinterconsultas e ações de teleeducação.
Segundo Breno Lucas, coordenador de Telediagnóstico do núcleo, a rede conta atualmente com 201 pontos ativos de telediagnóstico distribuídos em hospitais, unidades básicas de saúde e outros serviços da rede pública.
São locais que possuem equipamentos de eletrocardiograma ou de retinografia e participam ativamente da oferta dos serviços. Hoje temos 58 municípios ativos e estamos ampliando para mais dez.
(Breno Lucas)
Desde abril de 2024, quando foi iniciado o atual projeto de telediagnóstico, já foram realizados 24.797 exames laudados. Desse total, 23.816 são eletrocardiogramas e 981 retinografias.
O alcance dos exames é ampliado pelo uso de equipamentos portáteis. No caso da retinografia, os aparelhos podem ser deslocados entre diferentes localidades, permitindo que o atendimento chegue a regiões remotas.
Com um equipamento portátil e profissionais capacitados, conseguimos alcançar áreas de difícil acesso em todo o estado.
(Breno Lucas)
Tecnologia para reduzir filas e salvar vidas
Além da realização de exames, o Núcleo de Telessaúde da UFMA também atua na qualificação das filas de espera por consultas especializadas.
Em parceria com a Prefeitura de São Luís, o trabalho de revisão e organização dos encaminhamentos já permitiu reduzir em mais de 5 mil pacientes a fila da cardiologia, que anteriormente contava com cerca de 14 mil pessoas aguardando atendimento.
Outro caso emblemático ocorreu no município de Itapecuru-Mirim. Durante a realização de um eletrocardiograma, a equipe identificou sinais compatíveis com um infarto agudo do miocárdio em um paciente.
Conseguimos identificar que ele estava tendo um infarto. O diagnóstico permitiu o encaminhamento imediato e ajudou a salvar sua vida
(coordenadora Amanda Araújo)
Hanseníase e educação permanente
A hanseníase é uma das prioridades do núcleo. Desde 2016, o projeto Hanseníase em Foco oferece suporte especializado às equipes de saúde por meio de teleinterconsultas.
A hanseníase ainda é muito forte no Maranhão. Temos uma atuação intensa nessa área e conseguimos avanços importantes nos últimos anos.
(professor Humberto Costa)
Além da assistência, o núcleo investe fortemente na educação permanente dos profissionais de saúde. Podcasts, webpalestras, cursos e transmissões ao vivo abordam temas como saúde mental, epidemiologia, hanseníase e prevenção de doenças.
Nosso objetivo é sempre a educação. As transmissões ultrapassam as fronteiras do Maranhão e chegam a outros estados e até outros países.
(coordenador de Comunicação do núcleo, Luís Felipe Dias)
Todas as atividades oferecem certificação e podem ser utilizadas na capacitação dos profissionais de saúde.
Sofia: tecnologia desenvolvida no Maranhão
Grande parte das ações do núcleo é viabilizada pela Sofia, plataforma desenvolvida pela própria equipe da instituição. Criada em 2018, a ferramenta surgiu da necessidade de reunir informações estratégicas sobre os serviços prestados e apoiar a tomada de decisões.
Sofia significa Sistema Online de Fortalecimento Iterativo para a Atenção Primária. Ela nasceu porque precisávamos ter acesso aos nossos próprios dados e indicadores.
(professor Humberto Costa)
A plataforma integra teleconsultorias, teleinterconsultas e outras modalidades de atendimento remoto. Com o tempo, ganhou versões web e aplicativo para ampliar o acesso dos usuários.
Segundo Pedro Rocha, coordenador de Tecnologia da Informação do núcleo, os sistemas desenvolvidos pela equipe sustentam praticamente todas as modalidades de atendimento ofertadas.
Estamos nos bastidores desenvolvendo códigos e sistemas, mas sabemos que do outro lado existem pessoas e vidas sendo salvas por causa desse trabalho.
(coordenador de Tecnologia da Informação do núcleo, Pedro Rocha)
Uma missão que vai além da tecnologia
Para o professor Humberto Costa, a telessaúde representa mais do que uma atividade profissional. É um compromisso de vida.
Minha mulher diz que tem ciúmes da Sofia porque eu vivo mais para ela do que para qualquer outra coisa, brinca.
(professor Humberto Costa)
Cirurgião de formação, ele conta que decidiu dedicar sua carreira à telessaúde ao perceber o potencial transformador da tecnologia.
Quando eu era cirurgião, operava quatro ou cinco pacientes por semana. Com a telessaúde, consigo alcançar mil pessoas em uma única webpalestra. É isso que me motiva todos os dias.
(professor Humberto Costa)
Ao conectar profissionais, serviços e pacientes em diferentes territórios, o Núcleo de Telessaúde da UFMA vem mostrando como a inovação pode fortalecer o Sistema Único de Saúde, reduzir desigualdades e levar cuidado especializado a quem mais precisa.
Marinelma Loiola, de 46 anos, saiu da 21ª edição do Governo do Brasil na Rua com uma novidade no celular. Moradora do bairro Maiobão, ela procurou o estande do Ministério da Saúde para saber como acessar a versão digital do Cartão Nacional de Saúde e acabou descobrindo outras funcionalidades do aplicativo Meu SUS Digital.
Eu vim fazer o Cartão do SUS, que agora é digital. Me explicaram que vou ter acesso às vacinas, consultas e resultados de exames pelo aplicativo. Eu ainda não tinha e achei a explicação ótima.
(Marinelma Loiola)
A ação foi realizada na última quinta-feira (11), em São Luís (MA), e reuniu órgãos federais, estaduais e parceiros locais para ampliar o acesso da população a serviços públicos essenciais. Entre as iniciativas ofertadas pelo Ministério da Saúde estavam orientações sobre o aplicativo Meu SUS Digital, exames de retinografia e atividades de promoção da saúde bucal.
Representada pela Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), a participação do Ministério da Saúde integrou as ações do componente SUS Digital do programa Agora Tem Especialistas. A iniciativa aproxima o Sistema Único de Saúde (SUS) da população, fortalece a comunicação com os pacientes e contribui para a qualificação da regulação em saúde. Por meio de recursos digitais, o programa amplia o acesso à atenção especializada, apoia o diagnóstico precoce de doenças e fortalece a integração entre os diferentes pontos de atendimento da rede pública de saúde.
Animada com a descoberta, Marinelma disse que pretende compartilhar a novidade com familiares e amigos.
Agora é tudo digital. Você baixa o aplicativo e tem tudo no celular. Facilita muito a vida das pessoas.
(Marinelma Loiola)
Segundo Laís Bandeira, consultora técnica da SEIDIGI, muitas pessoas ainda desconhecem as funcionalidades disponíveis na plataforma.
A Marinelma chegou perguntando como fazer o Cartão Nacional de Saúde. Explicamos que ela já possui o cartão e que pode acessá-lo pelo aplicativo Meu SUS Digital. Mostramos como baixar o aplicativo, fazer o acesso e utilizar as funcionalidades disponíveis.
(Laís Bandeira)
Além da versão digital do Cartão Nacional de Saúde, o aplicativo Meu SUS Digital permite acessar o histórico de vacinação, resultados de exames, consultas realizadas e outras informações importantes para o acompanhamento da saúde de forma prática e segura.
Retinografia auxilia na prevenção da cegueira evitável
Além das orientações sobre o Meu SUS Digital, a população também teve acesso a exames de retinografia realizados em parceria com o Núcleo de Telessaúde da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).
Entre as participantes estava Ana Maria Alves Silva, de 67 anos, que convive com glaucoma, diabetes e hipertensão. Ao saber que o exame estava sendo oferecido durante o evento, decidiu aproveitar a oportunidade para acompanhar a saúde dos olhos.
Eu soube da ação e vi que teria esse exame. Como tenho glaucoma, diabetes e pressão alta, achei importante fazer. Às vezes minha visão fica embaçada e preciso procurar atendimento médico.
Para ela, o acesso gratuito ao exame fez toda a diferença.
A ação é muito boa. A gente tem que aproveitar essas oportunidades. Se fosse fazer particular, seria muito caro. Hoje consegui fazer o exame e estou muito feliz.
(Ana Maria)
A experiência de Ana Maria reforça a importância do diagnóstico precoce para a prevenção de doenças que podem comprometer a visão.
Segundo Humberto Serra, coordenador do Núcleo de Telessaúde da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), a ação teve como foco o rastreamento de causas de cegueira evitável em pacientes hipertensos e diabéticos acima de 40 anos. Ele explicou que, após o exame, os participantes são orientados a procurar a Unidade Básica de Saúde de referência para acompanhamento pela Atenção Primária e, quando necessário, encaminhamento para consulta com oftalmologista.
Saúde bucal e prevenção
Além da retinografia e das orientações sobre saúde digital, a população também recebeu informações e atendimentos voltados à saúde bucal. Em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão, o Ministério da Saúde promoveu ações de educação e prevenção, com orientações sobre câncer de boca e higiene bucal na primeira infância.
Segundo San Diego Souza, assessor técnico da Coordenação-Geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, a iniciativa buscou conscientizar a população sobre a importância dos cuidados preventivos.
Trouxemos ações de educação e promoção da saúde, principalmente sobre câncer de boca e higiene bucal para a primeira infância.
(San Diego Souza)
Durante o evento, também foram realizados atendimentos odontológicos na unidade móvel disponibilizada pelo Governo do Estado, com procedimentos básicos e encaminhamento de casos mais complexos para serviços especializados.
Governo do Brasil na Rua
Para Roberta Nogueira, presidente do Clube de Mães Residencial Maria Firmina I e II, de Paço do Lumiar, iniciativas como essa facilitam o acesso da população aos serviços públicos.
Esse projeto é muito bom. Nós só temos gratidão ao Governo Federal, ao SUS, ao INSS e a todos que estão aqui para ajudar a população.
(Roberta Nogueira)
Coordenado pela Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR), o Governo do Brasil na Rua busca aproximar os serviços públicos da população, promovendo cidadania, inclusão social e acesso a direitos. Entre os serviços ofertados nesta edição estiveram negociação de dívidas pelo Desenrola Brasil, atendimento da Caixa Econômica Federal, serviços dos Correios, apoio ao empreendedorismo por meio do Sebrae, atendimentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e suporte para criação e recuperação da conta Gov.br.