Moradora de Piçarra, município localizado a cerca de 745 quilômetros de Belém, a coordenadora pedagógica Bruna Alves, de 32 anos, encontrou na telessaúde uma forma de garantir o acompanhamento especializado do filho sem precisar enfrentar longas viagens até a capital. Heitor, de 8 anos, faz acompanhamento com neuropediatra por meio do Núcleo de Telessaúde da Universidade do Estado do Pará (UEPA).
É maravilhoso, é gratificante, porque a questão da flexibilidade, a questão da economia e o atendimento humanizado. Na verdade, é o meu filho que faz acompanhamento com o neuropediatra pela telemedicina. Eu só tenho mesmo a agradecer pela qualidade dos profissionais, pela economia e pela flexibilidade. É maravilhoso o atendimento.
(Bruna Alves)
Histórias como a de Bruna têm se tornado cada vez mais frequentes desde a implantação do Núcleo de Telessaúde da UEPA, em setembro de 2024. Atualmente, a iniciativa atende 27 municípios paraenses por meio de teleconsultas e teleinterconsultas nas especialidades de neurologia, cardiologia, ortopedia, dermatologia, urologia e reumatologia.
O objetivo é ampliar o acesso da população a especialistas sem a necessidade de longos deslocamentos até a capital, realidade comum em um estado marcado por grandes distâncias geográficas e desafios logísticos.
Segundo o coordenador do núcleo, Emanoel de Jesus Souza, a procura pelo serviço já supera a capacidade inicialmente prevista pelo projeto.
Hoje realizamos cerca de 900 consultas por mês. A demanda é muito maior do que a prevista inicialmente e recebemos constantemente solicitações de novos municípios interessados em aderir ao serviço.
(coordenador do núcleo, Emanoel de Jesus Souza)
Além das consultas, o núcleo também realiza teleinterconsultas, modalidade em que profissionais da Atenção Primária podem discutir casos clínicos com especialistas, fortalecendo a resolutividade do cuidado nos territórios.
Atendimento para quem mais precisa
A atuação do núcleo vai além dos municípios participantes e alcança populações que historicamente enfrentam maiores barreiras de acesso à saúde.
Entre os beneficiados estão comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas e pessoas privadas de liberdade. Em uma comunidade quilombola da região de Oriximiná, por exemplo, os atendimentos são realizados por teleconsulta com apoio de agentes comunitários de saúde. A localidade fica a cerca de oito horas de barco da sede do município e não conta com médico permanente.
O serviço também atende pessoas privadas de liberdade em unidades prisionais da região de Marituba. Com a telemedicina, pacientes conseguem receber acompanhamento especializado sem a necessidade de deslocamentos que demandariam viaturas, escolta e mobilização de equipes de segurança.
Outra frente de atuação ocorre em parceria com a Marinha do Brasil, que realiza ações de assistência à saúde em comunidades ribeirinhas de difícil acesso. Aproveitando a estrutura de conectividade disponível nas embarcações, especialistas do núcleo participam das missões levando atendimento remoto a regiões onde o acesso aos serviços de saúde ainda é um desafio.
Casos resolvidos sem necessidade de deslocamento
Os impactos da iniciativa já podem ser percebidos na vida dos pacientes. Um dos casos destacados pela equipe foi o de uma criança que aguardava havia dois anos por uma consulta em neuropediatria. O atendimento foi realizado por meio da telessaúde, permitindo avaliação especializada sem a necessidade de deslocamento até a capital.
Outro exemplo é o de um paciente vítima de acidente de motocicleta que recebeu acompanhamento ortopédico remoto após passar por cirurgia. Durante a teleconsulta, os profissionais identificaram sinais iniciais de infecção na região operada e providenciaram rapidamente seu encaminhamento para atendimento presencial. A intervenção precoce evitou o agravamento do quadro e contribuiu para a recuperação do paciente.
Para o médico ortopedista Edmilson Brabo, a telessaúde tem papel fundamental em um estado das dimensões do Pará.
A gente consegue levar atendimento especializado para pessoas que muitas vezes teriam dificuldade para chegar a um especialista. Além disso, quando há necessidade de avaliação presencial, o paciente já chega com exames e acompanhamento iniciados, o que agiliza a continuidade do cuidado.
(Dr. Edmilson Brabo)
Atualmente, a ortopedia é a especialidade mais procurada pelos usuários do serviço, seguida pela dermatologia. Entre as principais demandas estão dores na coluna, ombros e joelhos, além de doenças dermatológicas que exigem acompanhamento especializado.
Formação profissional e teleeducação
Além da assistência, o núcleo também atua na formação de profissionais e estudantes da área da saúde. Acadêmicos de medicina e enfermagem acompanham os atendimentos e participam de estudos sobre o perfil epidemiológico dos pacientes e a qualidade dos serviços prestados.
A teleeducação é outro eixo importante da iniciativa. Professores da universidade realizam webconferências e cursos voltados para profissionais da rede pública, abordando temas definidos pelos próprios municípios de acordo com suas necessidades locais.
As aulas são transmitidas ao vivo e, posteriormente, disponibilizadas em ambiente virtual, ampliando o acesso ao conhecimento e fortalecendo a educação permanente em saúde.
Para William, estudante de medicina e estagiário do núcleo, a experiência contribui tanto para a formação acadêmica quanto para a compreensão da realidade do SUS.
O Pará é um estado muito grande e muitos pacientes vivem a horas de distância da capital. A telessaúde ajuda a resolver demandas sem que essas pessoas precisem viajar longas distâncias para conseguir atendimento especializado.
(estagiário do núcleo, William)
Perspectivas de expansão
Com a crescente demanda pelos serviços, o Núcleo de Telessaúde da UEPA planeja ampliar sua atuação nos próximos anos. Entre as propostas estão a oferta de novas especialidades, como psiquiatria e infectologia, além da expansão das ações de telediagnóstico.
A equipe também trabalha para fortalecer a emissão de laudos à distância em áreas como radiologia, eletrocardiograma e eletroencefalograma, além de ampliar as atividades de teleeducação para profissionais da rede de saúde.
Em um território marcado por grandes distâncias geográficas e desafios de acesso, a experiência da UEPA demonstra como a saúde digital pode aproximar especialistas de quem mais precisa. Para famílias como a de Bruna e Heitor, a tecnologia representa não apenas comodidade, mas a possibilidade de receber acompanhamento especializado com qualidade, continuidade e cuidado mais perto de casa.
O SUS É um patrimônio do povo brasileiro. É o maior sistema público de acesso universal do mundo. Nenhum país com mais de 100 milhões de habitantes tem um sistema como um SUS e, somos 203 mil de habitantes. Quase 75% da população brasileira depende do SUS para a sua saúde. Os outros 25%, de alguma maneira, utilizam.
(Secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad)
As informações da nova ferramenta auxiliam na identificação de possíveis relações entre condições de adoecimento e fatores presentes no ambiente de trabalho.
De forma simples e acessível, os usuários podem consultar informações organizadas por doença, código CID e agentes causadores.
O novo miniapp sobre Doenças Relacionadas à Saúde do Trabalhador já está disponível no Meu SUS Digital. A ferramenta facilita o acesso da população a informações qualificadas sobre agravos ocupacionais, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre doenças associadas ao trabalho, seus fatores de risco e possíveis impactos na saúde.
A novidade foi lançada no dia 10 de junho pela Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI/MS), por meio do Departamento de Informação e Informática do SUS (DATASUS/SEIDIGI), e pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS), durante o Renasttão, encontro da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (Renastt).
A iniciativa fortalece a transparência e a disseminação do conhecimento em saúde, utilizando a tecnologia para aproximar os cidadãos de conteúdos que apoiam a prevenção, a vigilância e o cuidado.
Representante do DATASUS/SEIDIGI, Marcos Nobre, em evento de lançamento do miniapp sobre Doenças Relacionadas à Saúde do Trabalhador.
Para acessar o miniapp, acesse o Meu SUS Digital disponível gratuitamente nas principais lojas de aplicativos (Android e iOS) ou navegue pela versão web: meususdigital.saude.gov.br.
Antes de realizar um procedimento em um paciente com câncer, médicos do Hospital Universitário Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro, puderam treinar a passagem de um broncoscópio em uma réplica exata da traqueia do paciente. O modelo anatômico foi produzido em impressora 3D pelo Núcleo de Telessaúde da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), permitindo que a equipe simulasse o procedimento antes da intervenção real e aumentasse a segurança da tomada de decisão clínica.
O caso é um dos exemplos de como a saúde digital vem sendo utilizada para apoiar profissionais e qualificar o atendimento aos pacientes. Referência nacional na área, o Núcleo de Telessaúde da UERJ reúne assistência remota, teleeducação, pesquisa, inovação e formação profissional em uma trajetória que acompanha a própria evolução da telessaúde no Brasil.
O nosso núcleo tem uma trajetória pioneira, junto com as atividades promovidas, incentivadas e induzidas pelo Ministério da Saúde.
(professora e coordenadora do núcleo, Alexandra Monteiro)
A história da iniciativa começou ainda nos primeiros anos dos anos 2000, quando a universidade estabeleceu uma parceria internacional com a Universidade Johns Hopkins. Em 2005, a instituição passou a integrar o Projeto Piloto Nacional de Telessaúde e, desde então, participa de ações voltadas à assistência remota e à qualificação dos profissionais de saúde.
Quase duas décadas depois dos primeiros projetos de telessaúde, a iniciativa segue alinhada à estratégia de transformação digital do SUS conduzida pelo Ministério da Saúde por meio da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI). A atual secretária da pasta, Ana Estela Haddad, foi citada por Alexandra como uma das lideranças envolvidas nos movimentos que impulsionaram a telessaúde no ambiente universitário e no SUS.
Começamos a partir do movimento liderado pelo professor Francisco Campos e pela professora doutora Ana Estela Haddad, que hoje é a Secretária de Informação e Saúde Digital.
Ao longo dos anos, o núcleo desenvolveu tecnologias próprias e aperfeiçoou continuamente seus sistemas de atendimento remoto.
Nós sempre desenvolvemos e aperfeiçoamos os nossos sistemas de teleatendimento. Isso fez com que o nosso núcleo, ao longo dessa jornada de 23 anos, permanecesse na oferta da telessaúde, agora incluindo o Centro de Teleconsulta do Hospital Universitário Pedro Ernesto.
Alexandra Monteiro
Formação para a saúde digital
Além da assistência, a capacitação de profissionais é uma das principais frentes de atuação do núcleo. Há cerca de duas décadas, a equipe oferece cursos de educação a distância voltados para trabalhadores da saúde, contribuindo para a disseminação do conhecimento e o fortalecimento das práticas de saúde digital em todo o país.
Mais recentemente, as ações passaram a contemplar também profissionais da área de tecnologia da informação, especialmente por meio do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde Digital (PET Saúde Digital).
Outro diferencial é o Programa de Pós-Graduação em Telessaúde e Saúde Digital da UERJ, considerado o único curso stricto sensu do país dedicado exclusivamente à área.
Outro braço, que é um diferencial do núcleo até o momento, é o nosso programa de pós-graduação stricto sensu em Telessaúde e Saúde Digital, que é o único no país.
(Alexandra Monteiro)
O curso utiliza metodologia a distância e já formou mestres em todas as regiões brasileiras, contribuindo para a produção de conhecimento e o desenvolvimento de soluções voltadas à transformação digital do SUS.
Impressão 3D a serviço do cuidado
Um dos projetos mais inovadores desenvolvidos pelo núcleo é o Laboratório Saúde 3D, criado com apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e voltado ao desenvolvimento de soluções para o Hospital Universitário Pedro Ernesto.
No local, estudantes, pesquisadores e profissionais produzem instrumentos, guias cirúrgicos, próteses, órteses e modelos anatômicos complexos a partir de exames de imagem dos pacientes.
Por meio da impressão 3D nós somos capazes de produzir instrumentos, guias cirúrgicos e principalmente modelos anatômicos complexos, que hoje são o carro-chefe do nosso laboratório para auxílio na conduta clínico-cirúrgica.
(estudante de medicina Iasmin Lourenço, integrante da equipe)
Entre os modelos já produzidos estão aneurismas de aorta e traqueias estenosadas utilizadas para planejamento cirúrgico e treinamento de equipes médicas.
Nós tivemos um caso muito interessante de uma traqueia estenosada em um paciente com câncer. Produzimos o modelo 3D para que os cirurgiões conseguissem treinar a passagem de um broncoscópio antes mesmo do procedimento.
(Iasmin Lourenço
Além das impressoras, o laboratório conta com scanners de alta resolução capazes de reproduzir partes do corpo humano com grande precisão, auxiliando na produção de próteses e outros dispositivos personalizados.
Para Alexandra, a utilização da impressão 3D representa um exemplo de como a inovação pode apoiar a prática clínica e ampliar a qualidade do cuidado prestado aos pacientes.
A saúde 3D é uma pesquisa aplicada na prática. Ter na mão uma peça impressa em 3D ajuda o cirurgião na tomada de decisão e na simulação de procedimentos. Esse é um diferencial que tem trazido um retorno muito positivo.
Formação de novos talentos
O ambiente de inovação também tem servido como espaço de formação para estudantes que desejam atuar na área da saúde digital.
Foi o caso de Iasmin Lourenço, que conheceu o laboratório ainda no início da graduação em medicina e participou de sua implantação.
Quando eu cheguei aqui, o laboratório estava sendo montado. Eu consegui vislumbrar todas as possibilidades que a impressão 3D conseguia fornecer para a saúde. Comecei a frequentar, ajudei a montar o laboratório e me apaixonei.
Hoje, a estudante vê no projeto uma oportunidade de unir tecnologia, pesquisa e cuidado em saúde.
O Núcleo de Telemedicina e Telessaúde de Goiás, vinculado à Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG), tem se consolidado como uma das principais experiências de saúde digital do país.
Criado em 2007, o serviço nasceu como parte de uma estratégia nacional de apoio à Atenção Primária à Saúde e, desde então, vem ampliando o acesso da população a ações de teleassistência, telediagnóstico, teleducação e apoio técnico às equipes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Atualmente, o Núcleo atua em 241 dos 246 municípios goianos e também apoia municípios de outros estados por meio da oferta nacional de serviços, especialmente na área de teleoftalmologia.
A estrutura conta com equipe multiprofissional, colaboradores, teleconsultores e especialistas que auxiliam profissionais da rede pública na discussão de casos, emissão de laudos e qualificação do cuidado.
Na prática, o Núcleo funciona como uma ponte entre os profissionais que estão nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e especialistas que podem apoiar o diagnóstico, a conduta clínica e a continuidade do cuidado. A proposta não substitui o atendimento presencial. Ao contrário, fortalece a rede local, complementa o trabalho das equipes e contribui para ampliar o acesso da população a serviços especializados, principalmente em municípios com maior dificuldade de deslocamento, carência na oferta de exames e disponibilidade de especialistas.
A atuação do Núcleo está alinhada à Rede Brasileira de Telessaúde, iniciativa do Ministério da Saúde voltada à expansão dos serviços de telessaúde no SUS. A rede apoia profissionais, gestores e serviços de saúde com modalidades como teleconsulta, teleconsultoria, teleinterconsulta, telediagnóstico, telemonitoramento e teleorientação.
A estratégia integra o Programa SUS Digital e é conduzida no âmbito das ações da Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS).
Como funciona o acesso aos serviços
O acesso aos serviços do Núcleo começa, em geral, pelo município. Secretarias Municipais de Saúde, coordenadores locais ou gestores da Atenção Primária formalizam o interesse e realizam o credenciamento junto ao Telessaúde Goiás. No caso dos municípios goianos, o contato pode ser feito diretamente com o Núcleo. Já para municípios de outros estados, especialmente quando se trata da oferta nacional, o fluxo passa pelo Ministério da Saúde, por meio da SEIDIGI, que recebe a manifestação de interesse e encaminha a solicitação à UFG para análise e organização do serviço.
Após o cadastro, as equipes das UBS passam a interagir diretamente com o Núcleo. Médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde cadastrados podem acessar a plataforma, enviar dúvidas, discutir casos clínicos, solicitar teleconsultorias ou encaminhar exames para emissão de laudos, conforme a modalidade disponível.
De acordo com Rogerio Gomes Arantes, gerente administrativo do Núcleo de Telemedicina e Telessaúde de Goiás, o processo começa com a manifestação formal do município e, depois da liberação, os profissionais da rede local passam a ter acesso às atividades.
O município deve, por meio do secretário ou coordenador, entrar em contato conosco, via ofício, para fazermos o cadastro no projeto telessaúde. A partir do momento em que o município é liberado, o profissional autorizado pela unidade já consegue acessar os serviços.
(Rogério Arantes)
Para o funcionamento básico, o município precisa dispor de internet, computador e conexão adequada para uso da plataforma. No caso de exames específicos, como a retinografia, também é necessário contar com equipamentos próprios ou receber a campanha itinerante organizada pelo Núcleo, quando disponível.
Resumo
1️⃣ Manifestação de Interesse
???? Município solicita adesão ao programa
Secretário Municipal de Saúde
Coordenador local
Gestor da Atenção Primária
➡️ Envia ofício e solicita credenciamento
2️⃣ Credenciamento
Municípios de Goiás
????️ Contato direto com o Núcleo de Telessaúde Goiás
Municípios de outros estados
???? Solicitação enviada ao Ministério da Saúde (SEIDIGI)
➡️ Ministério encaminha à UFG para análise
3️⃣ Cadastro e Liberação
✅ Município aprovado
➡️ Profissionais autorizados da rede municipal recebem acesso à plataforma
Médicos
Enfermeiros
Demais profissionais de saúde
4️⃣ Acesso aos Serviços
???? Plataforma Telessaúde Goiás
Os profissionais podem:
???? Solicitar teleconsultorias
???? Discutir casos clínicos
❓ Tirar dúvidas com especialistas
???? Encaminhar exames para laudos
???? Participar de ações de educação permanente
5️⃣ Estrutura Necessária
???? Unidade Básica de Saúde
É preciso ter:
???? Internet
???? Computador
???? Conexão adequada para a plataforma
6️⃣ Serviços Especializados
????️ Exames como retinografia
Necessário:
???? Equipamento próprio
ou
???? Atendimento por campanhas itinerantes do Núcleo
Resultado
❤️ Mais acesso a especialistas
⚡ Diagnóstico mais rápido
???? Capacitação permanente das equipes
???? Fortalecimento do SUS Digital nos municípios
Sugestão visual do fluxo
???? Solicitação do Município ⬇️ ✅ Credenciamento ⬇️ ????⚕️ Cadastro dos Profissionais ⬇️ ???? Acesso à Plataforma ⬇️ ???? Teleconsultorias | ???? Laudos | ???? Capacitação ⬇️ ❤️ Mais cuidado para a população pelo SUS Digital
Serviços disponibilizados
O Telessaúde Goiás oferece um conjunto de serviços voltados ao apoio da rede pública, com foco na Atenção Primária. Entre as principais frentes estão a teleassistência, a teleducação, o telediagnóstico, as teleconsultorias e as ações de suporte técnico e de gestão.
Na teleassistência, profissionais das UBS podem discutir casos clínicos com especialistas e receber orientações para qualificar a conduta. A modalidade funciona como uma segunda opinião formativa, contribuindo para aumentar a resolutividade da Atenção Primária e reduzir encaminhamentos desnecessários.
Na teleducação, o Núcleo disponibiliza aulas, cursos, seminários, webconferências, conteúdos gravados e discussões voltadas aos profissionais de saúde. A estratégia fortalece a educação permanente, permite atualização das equipes e ajuda a levar conhecimento técnico a municípios distantes dos grandes centros.
No telediagnóstico, uma das principais frentes do Núcleo, são realizados laudos à distância em telecardiologia e teleoftalmologia. Na cardiologia, o serviço inclui laudos de eletrocardiograma. Na oftalmologia, o destaque é a retinografia, exame de imagem que permite avaliar o fundo do olho e identificar precocemente doenças que podem comprometer a visão.
Entre 2015 e 2026, o Telessaúde Goiás realizou 22.654 exames de telerretinografia e 80.850 atendimentos em telecardiologia. No campo da educação em saúde, foram registrados 430.617 acessos a teleaulas gravadas e 384.944 participações em teleaulas ao vivo.
Campanha de detecção das principais causas de cegueira
Uma das ações mais reconhecidas do Núcleo é a campanha de detecção das principais causas de cegueira, realizada com uso de retinógrafo. A ação é voltada especialmente à identificação de doenças como catarata, glaucoma, retinopatia diabética, degeneração macular relacionada à idade, pterígio e outras alterações relacionadas à retina.
Segundo Grazielle Almeida Madriny Paim, auxiliar de enfermagem do Telessaúde Goiás e responsável pela organização da campanha de detecção das principais causas de cegueira no estado, o serviço é gratuito para os municípios credenciados e pode ser solicitado pelo gestor municipal, secretário de saúde ou coordenador local. A equipe do Núcleo também realiza contato ativo com os municípios para apresentar a campanha e organizar a operação.
Essa não é uma campanha refrativa. Ela não tem como foco a prescrição de óculos. O objetivo é detectar doenças que podem comprometer a visão e que, muitas vezes, precisam de acompanhamento, tratamento, cirurgia ou medicação.
(Grazielle)
A campanha pode realizar até 140 exames por dia. O público prioritário inclui pessoas com diabetes a partir dos 12 anos e pessoas acima de 40 anos, faixa etária em que aumenta a atenção para doenças como o glaucoma, que pode evoluir de forma silenciosa. Pacientes com diabetes e hipertensão também são priorizados, a partir do levantamento feito pelos municípios.
Após a realização do exame, os laudos são devolvidos ao gestor municipal, em média, em até 30 dias. A partir do resultado, cabe à rede local organizar a continuidade do cuidado, seja com novos exames, acompanhamento, tratamento medicamentoso ou encaminhamento para cirurgia, quando necessário.
A campanha também tem revelado situações de pessoas que nunca haviam tido acesso ao exame. Grazielle relata o caso de uma moradora de Araguapaz que interrompeu a rotina de trabalho para realizar a retinografia pela primeira vez.
Ela disse que nunca tinha tido essa oportunidade. Para nós, é uma grande satisfação atender esse público e levar uma tecnologia que muitas pessoas talvez não acessassem de outra forma.
(Grazielle)
Em outra situação, durante uma ação em Pires do Rio, a equipe identificou, por meio da imagem ocular, um corpo estranho no olho de um trabalhador que havia sofrido acidente com fagulha de solda. O caso foi encaminhado pela gestão municipal para atendimento especializado.
A gente se depara com acidentes de trabalho, acidentes domésticos e também com muita falta de informação. Por isso, esse trabalho precisa fazer parte da prevenção.
(Grazielle)
Referência nacional em teleoftalmologia
A experiência acumulada em Goiás fez com que o Núcleo se tornasse referência nacional na oferta de laudos em teleoftalmologia. Além da atuação nos municípios goianos, o serviço recebe exames de 18 estados da Federação para análise por especialistas vinculados ao Núcleo.
O médico e doutor Alexandre Taleb, coordenador do projeto, explica que a teleoftalmologia foi uma das áreas de especialização do serviço desde o início. A proposta é usar imagens do fundo de olho para identificar precocemente doenças que podem levar à perda da visão.
O programa busca, por meio da retinografia, identificar as principais causas de cegueira: catarata, glaucoma, degeneração macular relacionada à idade e retinopatia diabética. Ao prevenir a cegueira, reduzimos o custo do tratamento e, principalmente, o impacto social para o paciente, para a família e para o sistema de saúde.
(Coordenador do Projeto, Dr. Alexandre Taleb)
Segundo Taleb, a devolução do laudo para a equipe da Unidade Básica de Saúde permite que o cuidado permaneça próximo do cidadão. A tecnologia, nesse sentido, não afasta o paciente da rede local; ao contrário, fortalece o vínculo com os profissionais que já acompanham sua trajetória no SUS.
A teleoftalmologia também dialoga com estratégias nacionais de ampliação do acesso à atenção especializada, como o Agora Tem Especialistas, ao contribuir para o diagnóstico oportuno e para a organização dos fluxos de cuidado.
Apoio direto à Atenção Primária
O foco principal do Telessaúde Goiás é a Atenção Primária. É nas UBS que surgem boa parte das demandas, seja para discussão de caso, solicitação de laudos, participação em teleaulas ou organização de campanhas. O Núcleo, no entanto, não substitui os fluxos municipais de regulação. Quando um paciente precisa seguir para atendimento especializado, a continuidade do cuidado é organizada pela própria rede municipal ou estadual.
Essa articulação preserva o papel da Atenção Primária como ordenadora do cuidado e fortalece a capacidade das equipes locais. Em vez de simplesmente encaminhar o usuário para outro ponto da rede, o profissional da UBS pode contar com apoio técnico para avaliar a melhor conduta, qualificar o diagnóstico e definir quando o encaminhamento é realmente necessário.
Para Rogerio Gomes Arantes, esse acompanhamento permanente dos municípios é uma das marcas do Núcleo. A equipe administrativa não apenas recebe documentos e libera cadastros; também monitora a utilização dos serviços, acompanha a adesão dos municípios, organiza grupos de comunicação, identifica quedas de participação e estimula o uso das ferramentas.
A gente tenta entender o que aconteceu quando há baixa adesão e busca auxiliar o município. Criamos grupos, acompanhamos indicadores, estimulamos a participação e procuramos oferecer temas importantes para a rotina dos profissionais. Todos saem ganhando com esse trabalho.
(Rogerio Gomes Arantes)
Educação permanente e troca de conhecimento
Além da assistência e dos laudos, a teleducação é um eixo estruturante do Núcleo. As aulas, cursos e seminários permitem que profissionais de diferentes municípios tenham acesso a conteúdos atualizados sem necessidade de deslocamento.
Essa dimensão educacional tem impacto direto na qualidade do cuidado, pois aproxima equipes da Atenção Primária de especialistas, protocolos e discussões clínicas. Também permite que temas estratégicos definidos pelo Ministério da Saúde e pela SEIDIGI sejam disseminados com mais capilaridade para os territórios.
Para o Núcleo, a formação continuada é indissociável da assistência. Ao discutir um caso, orientar um profissional ou oferecer uma aula, o serviço contribui para que o conhecimento permaneça no território e qualifique atendimentos futuros.
Integração com a Rede Brasileira de Telessaúde e com a SEIDIGI
A experiência goiana integra um movimento mais amplo de expansão da saúde digital no SUS. A Rede Brasileira de Telessaúde é apoiada pelo Ministério da Saúde e reúne Núcleos de Telessaúde que atuam como centros especializados em teleatendimento, com equipes clínicas e oferta de diferentes modalidades em todo o país.
No âmbito federal, a SEIDIGI é responsável por induzir, coordenar e apoiar políticas de informação e saúde digital no SUS. Entre essas políticas estão a expansão da telessaúde, o fortalecimento do Programa SUS Digital, a interoperabilidade, o apoio à tomada de decisão por gestores e a qualificação do cuidado ofertado à população.
Para o médico e doutor Alexandre Taleb, a criação de uma secretaria específica para cuidar da informação e da saúde digital representou um avanço estratégico para o país. Segundo ele, a articulação conduzida pela SEIDIGI entre seus departamentos e áreas técnicas, como o DATASUS, o DEMAS e o DESD, e plataformas estruturantes, como a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), permite avançar não apenas na teleassistência e na teleducação, mas também na integração segura de informações e na incorporação da saúde digital ao cuidado diário dos pacientes acompanhados pelas Unidades Básicas de Saúde.
A RNDS é a plataforma nacional de interoperabilidade do SUS. Ela permite a troca segura e padronizada de informações de saúde, conectando diferentes sistemas e serviços para apoiar a continuidade do cuidado, o acesso dos profissionais a dados qualificados e o planejamento da gestão pública em saúde.
A criação de uma secretaria específica para cuidar da saúde digital e da informação foi um ganho inestimável. Ela permite pensar novas ações, colocar a Estratégia de Saúde Digital de pé e integrar a telessaúde ao cuidado cotidiano dos pacientes acompanhados pelas Unidades Básicas de Saúde.
(Dr. Alexandre Taleb)
Tecnologia para reduzir distâncias
Ao longo de sua trajetória, o Núcleo enfrentou desafios como conectividade limitada, resistência inicial de profissionais ao atendimento remoto e necessidade de adaptação dos municípios ao uso das ferramentas digitais. A pandemia de covid-19, segundo os profissionais entrevistados, acelerou a compreensão sobre a importância da telessaúde e mostrou que o cuidado mediado por tecnologia pode ser realizado com segurança, responsabilidade e vínculo.
A pandemia mostrou a necessidade de outra forma de cuidar. As pessoas viram que era possível ter empatia, cuidado e atenção mesmo de forma não presencial”.
(Dr. Alexandre Taleb)
Para Grazielle Almeida Madriny Paim, o impacto do trabalho está justamente em levar saúde e tecnologia a pessoas que dificilmente teriam acesso a determinados exames.
Não é só gostar. É comprometimento e se colocar no lugar do outro. A gente leva saúde e tecnologia de ponta a pessoas que poderiam não ter esse acesso de forma tão fácil.
Rogerio Gomes Arantes também destaca o sentido humano da atuação administrativa.
Mesmo não sendo profissional de saúde, eu me sinto levando saúde, porque sei que meu trabalho ajuda o profissional que está na outra ponta.
Com quase duas décadas de atuação, o Núcleo de Telemedicina e Telessaúde de Goiás demonstra como a tecnologia pode fortalecer o SUS quando está integrada à rede pública, à universidade, aos municípios e às políticas nacionais. Mais do que aproximar especialistas de pacientes, a telessaúde aproxima conhecimento, cuidado e oportunidade de quem mais precisa.
Nesta terça-feira (2), a Tuxaua Maristela Silva Pereira e Silva, de 55 anos, percorreu 53 quilômetros da comunidade indígena Campo Alegre até Boa Vista (RR) para participar das ações do Governo do Brasil na Rua. Pela primeira vez, realizou o exame de retinografia, ofertado pelo Ministério da Saúde por meio do Programa Agora Tem Especialistas, que permite identificar precocemente alterações oculares relacionadas a doenças como hipertensão e diabetes.
Foi muito bom. Tivemos pronto atendimento. Quando surge uma oportunidade dessas, a gente não pode perder. Para nós, que vivemos nas comunidades, é mais difícil ter acesso a esse tipo de serviço.
(liderança indígena, Maristela Silva Pereira e Silva)
Maristela soube da ação por meio das equipes de saúde que atuam na região e mobilizou moradores da comunidade para participar da iniciativa. Ao todo, 40 indígenas viajaram até a capital para acessar diferentes serviços públicos.
A experiência dos indígenas reflete o objetivo da ação: ampliar o acesso da população aos serviços de saúde e aproximar o cuidado de quem mais precisa.
Entre os serviços ofertados estiveram exames de retinografia e eletrocardiograma, testes rápidos para HIV, sífilis, hepatites B e C, distribuição de preservativos, orientações em saúde e esclarecimentos sobre o aplicativo Meu SUS Digital, plataforma que permite acessar informações como histórico de vacinação, resultados de exames, medicamentos e outros serviços digitais do Sistema Único de Saúde (SUS). A população também teve acesso a todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação. A programação contou ainda com a presença do Zé Gotinha.
Os exames de retinografia e eletrocardiograma ofertados durante a ação fazem parte das iniciativas de telessaúde do componente SUS Digital do programa Agora Tem Especialistas. A estratégia busca ampliar o acesso da população à atenção especializada por meio da saúde digital, fortalecendo a integração entre os serviços, apoiando o diagnóstico e qualificando o cuidado ofertado pelo SUS.
Reduzir distâncias é um dos grandes desafios do SUS em um país com as dimensões do Brasil. Por meio da saúde digital, estamos ampliando o acesso à atenção especializada, aproximando os serviços das pessoas e fortalecendo o cuidado nos territórios. Esse é o propósito do componente SUS Digital do programa Agora Tem Especialistas.
(Secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad)
Ao longo do dia, as equipes realizaram 51 exames de retinografia e 43 eletrocardiogramas. Os atendimentos contribuem para ampliar o acesso da população a exames especializados, especialmente em regiões com maior dificuldade de acesso aos serviços de saúde.
Retinografia e eletrocardiograma fortalecem o cuidado preventivo
A retinografia é um exame que registra imagens da retina e do nervo óptico, auxiliando na identificação precoce de alterações que podem comprometer a visão.
Por meio da retinografia, conseguimos avaliar o fundo do olho, a retina e o nervo óptico, identificando condições que podem causar danos a essas estruturas. É um exame importante para o acompanhamento de pessoas com hipertensão, diabetes e outras doenças crônicas.
(Coordenador do Núcleo de Telessaúde da Universidade Federal de Roraima, Julio Cesar Fraulob Aquino)
Entre os atendidos durante a ação estava Jonathas das Corrêas da Rocha, de 32 anos, confeiteiro autônomo. Ele aproveitou a oportunidade para realizar um eletrocardiograma, exame que fazia pela segunda vez na vida.
Foi uma experiência ótima. Eu recomendo a todos que possam participar. Esses exames de rotina são importantes para acompanhar a nossa saúde e identificar qualquer problema.
(Jonathas das Corrêas da Rocha)
Jonathas contou que decidiu fazer o exame para se preparar para um desafio pessoal. No próximo mês, pretende participar de uma subida de montanha e quis verificar se estava tudo bem com sua saúde cardiovascular.
Assim como os exames de retinografia realizados durante a ação, os resultados dos eletrocardiogramas serão encaminhados às Unidades Básicas de Saúde (UBS) de referência dos participantes em até uma semana. A estratégia fortalece a continuidade do cuidado na Atenção Primária à Saúde, permitindo que os usuários sejam acompanhados pelas equipes de saúde mais próximas de suas residências.
Comunidades indígenas participam da ação
Para viabilizar a participação da população indígena, o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Leste de Roraima organizou uma comitiva e garantiu o deslocamento dos participantes até o local da ação. Estiveram presentes moradores das comunidades indígenas Sabiá, Santa Rosa, Sorocaima, Malacacheta, Tabalascada, Nova Esperança, Pium e Barata.
A coordenadora do DSEI Leste de Roraima, Lindinalva Marques, informou que, no total, oito comunidades dos arredores de Boa Vista foram convidadas a participar da iniciativa e acessar os diversos serviços disponibilizados durante o evento, beneficiando cerca de 40 indígenas.
A nossa população agradece, pois está usufruindo desses serviços do Governo do Brasil na Rua. Por meio dessa iniciativa, o Governo do Brasil reduz barreiras de acesso aos serviços públicos e promove a cidadania de forma mais efetiva.
(Lindinalva Marques).
Segundo a coordenadora, a participação das comunidades contribui para ampliar o acesso a serviços de saúde, cidadania e assistência social, especialmente para moradores de localidades mais distantes da capital.
Saúde mais perto da população
Realizado na Casa Amarela, no bairro Senador Hélio Campos, o Governo do Brasil na Rua reuniu mais de 120 serviços públicos gratuitos, sem necessidade de agendamento. A iniciativa busca facilitar o acesso da população a políticas públicas e serviços essenciais, fortalecendo a presença do Estado nos territórios.
Entre os serviços ofertados estiveram perícias e orientações do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), vacinação para todas as faixas etárias, atendimentos de saúde, emissão e renovação de documentos, cadastro em programas sociais, microchipagem e vacinação de cães e gatos, além de orientações sobre habitação, crédito e renegociação de dívidas.
Ao participar da abertura do evento, Izadora Brito, da Secretaria Nacional de Participação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República, ressaltou a importância de aproximar os serviços públicos da população.
O Governo do Brasil na Rua nasce de uma convicção muito simples: o governo precisa estar onde a vida real acontece. Governar é, acima de tudo, ouvir, dialogar e transformar a realidade das pessoas com ações concretas.
(Izadora Brito)
Esta foi a 20ª edição do Governo do Brasil na Rua, ação interministerial que leva serviços públicos diretamente às comunidades, promovendo cidadania, inclusão e acesso a direitos.
Próximas edições do Governo do Brasil na Rua
Após a passagem por Boa Vista, o Governo do Brasil na Rua seguirá levando serviços públicos gratuitos para outras cidades brasileiras. As próximas edições confirmadas são:
São Luís (MA) – 11 de junho
Belém (PA) – 12 de junho
Florianópolis (SC) – 18 de junho
Porto Alegre (RS) – 19 de junho
A iniciativa também tem edições previstas para os seguintes municípios, com datas ainda a serem definidas:
O Ministério da Saúde aprovou, nesta quinta-feira (28), durante a 5ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), a minuta da portaria que cria o Modelo de Informação do Conjunto Mínimo de Dados (CMD).
A iniciativa vai ajudar a integrar os prontuários dos pacientes e organizar melhor a jornada de atendimento no SUS, além de ampliar a qualidade das informações utilizadas no cuidado à população, na gestão da saúde e na criação de políticas públicas.
O modelo estabelece uma estrutura padronizada para registrar os atendimentos realizados no SUS, tanto em unidades públicas quanto privadas.
O sistema reúne informações essenciais sobre o paciente, atendimentos realizados, diagnósticos avaliados, procedimentos feitos e registros relacionados ao diagnóstico oncológico. A proposta foi apresentada pelo Coordenador-Geral de Inovação e Interoperabilidade em Saúde do DATASUS/SEIDIGI, Robson Matos.
Com a pactuação, o Ministério da Saúde avança na modernização e integração das informações em saúde, fortalece a organização dos dados assistenciais e amplia a interoperabilidade da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), contribuindo para um SUS mais conectado, eficiente e preparado para atender melhor a população.
A Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS) participou, no dia 26 de maio, da conferência magna em comemoração aos 57 anos do Hospital Geral de Fortaleza (HGF).
A presença da Secretaria no evento reforçou a parceria do Ministério da Saúde com estados e municípios para integrar os serviços de saúde e melhorar o atendimento à população. Esse trabalho também contribui para o Programa Agora Tem Especialistas, que busca ampliar o acesso a consultas, exames e outros atendimentos especializados, além de oferecer um cuidado mais ágil e qualificado aos cidadãos.
Referência em atendimento especializado, ensino e pesquisa no Ceará, o HGF possui aproximadamente 600 leitos, dos quais 84 são de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e realiza cerca de 800 cirurgias por mês. Por sua importância na rede pública de saúde, o hospital também tem papel estratégico na implantação de iniciativas de transformação digital.
Durante a programação, a Seidigi apresentou ações de formação e qualificação de profissionais na área de Saúde Digital, desenvolvidas por meio do PET-Saúde Digital. Também foram abordados os avanços da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e das plataformas do Programa SUS Digital.
Essas ferramentas permitem que informações importantes sobre a saúde dos pacientes sejam compartilhadas de forma segura entre diferentes serviços. Com isso, os profissionais podem ter acesso a dados que ajudam no acompanhamento do cidadão e na continuidade do cuidado, mesmo quando ele é atendido em unidades diferentes.
Representando a Seidigi, o assessor técnico do DATASUS, Josélio Emar de Araújo Queiroz, participou das discussões sobre os avanços da transformação digital na saúde e as possibilidades de fortalecer as iniciativas que já estão sendo desenvolvidas no Hospital Geral de Fortaleza.
Os debates também destacaram a importância de aproximar as ações do Plano de Ação em Transformação Digital das atividades e das necessidades do hospital. A proposta é ampliar o uso das soluções digitais e contribuir para uma assistência cada vez mais integrada, eficiente e próxima das necessidades da população cearense.
A utilização estratégica das informações em saúde e seu impacto na vida da população foram temas debatidos durante o VIII Seminário Internacional de Informação para a Saúde (SINFORGEDS), realizado no dia 26 de maio, na Universidade Federal do Ceará. O encontro reuniu pesquisadores, especialistas nacionais e internacionais e representantes da comunidade acadêmica para discutir os avanços da transformação digital na saúde.
Durante a conferência, Josélio Emar de Araújo Queiroz, assessor técnico do DATASUS/SEIDIGI, apresentou o tema “Informação e saúde digital: integralidade e continuidade do cuidado visando o bem-estar da população”, destacando os avanços da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e das plataformas do Programa SUS Digital, reduzindo a fragmentação das informações e apoiando decisões clínicas em saúde.
O seminário também promoveu debates sobre letramento digital, segurança da informação e iniciativas de formação profissional pelo PET Saúde Digital, temas essenciais para ampliar o uso seguro e efetivo das tecnologias na saúde.
As discussões ainda abriram espaço para o aprofundamento sobre a classificação e a qualidade dos dados compartilhados na RNDS, reforçando a importância da colaboração entre os entes federados, as universidades e as instituições nacionais e internacionais, para o avanço da troca de dados em saúde no Brasil.
A transformação digital da saúde esteve em destaque durante a Feira Hospitalar 2026, em São Paulo, com a participação do Ministério da Saúde em agendas voltadas à ampliação do acesso, à inovação e à integração dos serviços no SUS.
O caminho é claro: ampliar o acesso, fortalecer a interoperabilidade e impulsionar a inovação para construir um SUS cada vez mais digital, integrado e próximo das pessoas.
(Secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad)
O lançamento do Manual de Acreditação de Saúde Digital: Telemedicina e Telessaúde, desenvolvido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), cria uma referência inédita no país para orientar e qualificar os serviços digitais de saúde, com foco na segurança do paciente, qualidade do atendimento, integração entre sistemas e melhor organização dos serviços.
Por meio da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), o Ministério da Saúde contribuiu tecnicamente para a construção da publicação, reforçando o compromisso com políticas públicas que ampliem o acesso da população à saúde com mais qualidade e segurança.
O lançamento acontece em um momento de expansão da Telessaúde no Brasil.
Entre 2025 e 2026, já foram realizados 6,3 milhões de teleatendimentos, alcançando 79% dos municípios brasileiros.
Durante o evento, também foram debatidos temas importantes para o futuro da saúde pública, como interoperabilidade entre sistemas, inteligência artificial, conectividade, integração de dados, UTIs inteligentes, telecirurgia robótica e o fortalecimento do Meu SUS Digital como ferramenta de acesso da população às suas informações de saúde.
A SEIDIGI demonstrou como a integração segura das informações de saúde ajuda a melhorar a continuidade do cuidado e apoia decisões clínicas com mais qualidade e segurança.
O Coordenador-Geral de Inovação e Interoperabilidade em Saúde do DATASUS, Robson de Matos, representou a secretaria em agenda dedicada ao SUS Digital Profissional e à interoperabilidade com prontuários eletrônicos hospitalares.
Foi destacado como a transformação digital do SUS tem avançado para integrar informações e apoiar profissionais de saúde na tomada de decisão, com dados qualificados, seguros e disponíveis no momento certo.
Além da palestra, o coordenador participou de entrevista para o canal da ABIMED, reforçando a importância do tema para o setor da saúde e para a construção de uma saúde digital mais segura, conectada e centrada no cidadão.
A interoperabilidade não é apenas a integração entre sistemas. É, sobretudo, uma forma de evitar que o paciente se perca em sua jornada de cuidado. É permitir que a informação acompanhe o cidadão, esteja ele na atenção primária, na atenção especializada, em um hospital, em um serviço de telessaúde ou em qualquer outro ponto da rede.
(Ana Estela Haddad)
Com a RNDS e o SUS Digital Profissional, o SUS segue ampliando o acesso dos profissionais de saúde ao histórico integrado do paciente, no contexto de atendimento clínico, com segurança, responsabilidade e foco na qualificação do cuidado.
O Laboratório InovaSUS Digital foi apresentado como iniciativa aproxima governo, instituições de pesquisa e parceiros estratégicos para desenvolver soluções inovadoras e acessíveis para o SUS.
Foram mais de mil projetos submetidos, com 398 propostas habilitadas, todas com potencial de escala e alinhadas às necessidades do SUS.
Esse avanço dialoga com uma agenda mais ampla de transformação digital, que inclui a federalização da RNDS e a ampliação do acesso a dados em saúde. Hoje, a Sala de Apoio à Gestão Estratégica (SAGE) conta com 42 painéis, 104 conjuntos de dados abertos e uma nova versão do TabNet, com capacidade de ser até 10 vezes mais rápida.
O foco é garantir que dados e inovação se traduzam em melhorias concretas no cuidado e no acesso à saúde. Inovação só faz sentido quando amplia o acesso.
(Coordenadora-Geral de Monitoramento e Avaliação em Saúde da SEIDIGI, Alessandra Dahmer)
Nesse contexto, o Meu SUS Digital se consolida como instrumento de acesso do cidadão às suas informações de saúde, contribuindo para um cuidado mais coordenado e menos fragmentado.
Outro ponto central foi o programa Agora Tem Especialistas, que tem na saúde digital uma aliada para reduzir distâncias, qualificar o cuidado e aproximar os serviços de quem mais precisa.
As discussões reuniram gestores, profissionais de saúde, pesquisadores, representantes da indústria e especialistas para pensar caminhos que tornem o SUS cada vez mais conectado, eficiente e centrado no cuidado das pessoas.
A mensagem central é clara: saúde digital não é apenas tecnologia. É informação qualificada, interoperabilidade, continuidade do cuidado e fortalecimento da gestão pública. O Brasil tem um patrimônio informacional em saúde que precisa estar a serviço das pessoas, dos profissionais, dos gestores e da formulação de políticas públicas mais efetivas.
(Ana Estela Haddad)
Com iniciativas como a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), o SUS Digital Profissional e o Meu SUS Digital, o Ministério da Saúde segue avançando na construção de um SUS mais digital, integrado e popular.
A 31ª edição da Hospitalar ocorreu entre os dias 18 e 21 de maio de 2026. Com 33 anos de história, o evento se consolidou como a principal plataforma de negócios, inovação e networking para profissionais e empresas do setor.