A transformação digital da saúde tem ampliado o acesso às informações e fortalecido a assistência farmacêutica no Sistema Único de Saúde (SUS). Durante o Farmápolis Brasil 2026, nos dias 18 a 20 de junho, a Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS) reforçou a aproximação da saúde digital com temas estratégicos que impactam diretamente a vida dos brasileiros.
Durante o evento, a secretaria participou da mesa “Os impactos da Revolução Digital na produção da Saúde – os últimos 10 anos e os próximos 20 anos”. O debate abordou o Programa SUS Digital e as mudanças na assistência farmacêutica, destacando a importância de ampliar o cuidado às pessoas, para além da simples entrega de medicamentos. A proposta é fortalecer um modelo em que farmacêuticos atuem cada vez mais no acompanhamento, na orientação e no cuidado dos pacientes.
A mesa também reuniu representantes do Conselho Nacional de Saúde (CNS), reforçando a importância da participação da sociedade na construção da saúde digital no Brasil. O debate destacou que a transformação digital no SUS deve ser construída de forma colaborativa, com a participação do governo federal, estados, municípios e da população, garantindo transparência, proteção dos dados e controle social. Como ressaltado durante a discussão:
Não há saúde digital sem democracia. Não há soberania sem governança pública dos dados.
[Representantes CNS e Ministério da Saúde]
O debate também abordou temas como a disponibilização do SUS Digital para farmacêuticos, o envio de informações à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e o uso desses dados para ações de vigilância em saúde. As discussões reforçaram a importância da troca de dados para qualificar o cuidado, apoiar a gestão e fortalecer as políticas públicas de saúde.
As iniciativas de prescrição eletrônica, dispensação integrada e rastreamento do uso de medicamentos também estiveram em pauta. Essas soluções contribuem para um cuidado mais seguro e contínuo, ao permitir o acompanhamento dos tratamentos, reduzir retrabalho e duplicidades e ampliar o acesso a informações que apoiam os profissionais de saúde no atendimento aos pacientes.
O Congresso Farmápolis Brasil se consolidou como um dos principais encontros nacionais das áreas farmacêutica e de saúde coletiva. Nesta edição, realizada sob o tema central “A Saúde como Direito em um Mundo em Transformação”, o evento reuniu debates técnicos, científicos e profissionais voltados ao fortalecimento do SUS, da assistência farmacêutica, da vigilância em saúde, do diagnóstico laboratorial e da ciência e tecnologia em saúde.
A agenda reforça a importância da integração das informações e do uso da tecnologia para qualificar os serviços do SUS, apoiar os profissionais de saúde e ampliar o acesso da população ao cuidado.
O Meu SUS Digital ganhou uma nova ferramenta para apoiar o cuidado com a saúde mental dos brasileiros. A partir de agora, usuários do aplicativo poderão acessar o miniapp “Guia para Lidar com o Estresse”, baseado na publicação da Organização Mundial da Saúde (OMS) “Fazer o que Importa em Tempos de Estresse”. O Guia oferece orientações, conteúdos ilustrados e estratégias práticas para ajudar as pessoas a enfrentarem momentos de pressão, ansiedade e dificuldades emocionais.
Nova funcionalidade reúne orientações práticas da OMS e amplia o acesso da população a conteúdos de apoio à saúde mental diretamente pelo aplicativo.
Além de apresentar técnicas de autocuidado e manejo do estresse, o guia oferece recursos de autoavaliação que auxiliam na identificação de sinais de sofrimento psíquico. Conforme a necessidade identificada, o cidadão poderá ser orientado a buscar atendimento especializado ou a encontrar os serviços mais adequados da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).
Disponível de forma gratuita e acessível, a nova funcionalidade foi desenvolvida pela Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI) em conjunto com a Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS), para aproximar informações confiáveis do Ministério da Saúde à rotina da população.
Todo o processo foi estruturado com foco na privacidade e na proteção dos dados pessoais dos usuários, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo segurança e confidencialidade das informações.
Oficina Técnica sobre Comunicação Responsável sobre Suicídio, realizada nos dias 1º e 2 de junho, na sede da OPAS, que marcou o lançamento do Guia para Lidar com o Estresse.
A novidade no Meu SUS Digital representa mais um avanço da transformação digital na saúde pública brasileira, ampliando o acesso da população a informações qualificadas, acolhimento e orientações em um ambiente seguro. A iniciativa reforça o compromisso do Programa SUS Digital de levar os serviços do SUS para mais perto dos cidadãos.
Acesse o Meu SUS Digital pelo aplicativo no seu smartphone (Android ou iOS) ou pela versão web via Meu SUS Digital.
As informações da nova ferramenta auxiliam na identificação de possíveis relações entre condições de adoecimento e fatores presentes no ambiente de trabalho.
De forma simples e acessível, os usuários podem consultar informações organizadas por doença, código CID e agentes causadores.
O novo miniapp sobre Doenças Relacionadas à Saúde do Trabalhador já está disponível no Meu SUS Digital. A ferramenta facilita o acesso da população a informações qualificadas sobre agravos ocupacionais, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre doenças associadas ao trabalho, seus fatores de risco e possíveis impactos na saúde.
A novidade foi lançada no dia 10 de junho pela Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI/MS), por meio do Departamento de Informação e Informática do SUS (DATASUS/SEIDIGI), e pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS), durante o Renasttão, encontro da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (Renastt).
A iniciativa fortalece a transparência e a disseminação do conhecimento em saúde, utilizando a tecnologia para aproximar os cidadãos de conteúdos que apoiam a prevenção, a vigilância e o cuidado.
Representante do DATASUS/SEIDIGI, Marcos Nobre, em evento de lançamento do miniapp sobre Doenças Relacionadas à Saúde do Trabalhador.
Para acessar o miniapp, acesse o Meu SUS Digital disponível gratuitamente nas principais lojas de aplicativos (Android e iOS) ou navegue pela versão web: meususdigital.saude.gov.br.
A Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS) participou, no dia 26 de maio, da conferência magna em comemoração aos 57 anos do Hospital Geral de Fortaleza (HGF).
A presença da Secretaria no evento reforçou a parceria do Ministério da Saúde com estados e municípios para integrar os serviços de saúde e melhorar o atendimento à população. Esse trabalho também contribui para o Programa Agora Tem Especialistas, que busca ampliar o acesso a consultas, exames e outros atendimentos especializados, além de oferecer um cuidado mais ágil e qualificado aos cidadãos.
Referência em atendimento especializado, ensino e pesquisa no Ceará, o HGF possui aproximadamente 600 leitos, dos quais 84 são de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e realiza cerca de 800 cirurgias por mês. Por sua importância na rede pública de saúde, o hospital também tem papel estratégico na implantação de iniciativas de transformação digital.
Durante a programação, a Seidigi apresentou ações de formação e qualificação de profissionais na área de Saúde Digital, desenvolvidas por meio do PET-Saúde Digital. Também foram abordados os avanços da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e das plataformas do Programa SUS Digital.
Essas ferramentas permitem que informações importantes sobre a saúde dos pacientes sejam compartilhadas de forma segura entre diferentes serviços. Com isso, os profissionais podem ter acesso a dados que ajudam no acompanhamento do cidadão e na continuidade do cuidado, mesmo quando ele é atendido em unidades diferentes.
Representando a Seidigi, o assessor técnico do DATASUS, Josélio Emar de Araújo Queiroz, participou das discussões sobre os avanços da transformação digital na saúde e as possibilidades de fortalecer as iniciativas que já estão sendo desenvolvidas no Hospital Geral de Fortaleza.
Os debates também destacaram a importância de aproximar as ações do Plano de Ação em Transformação Digital das atividades e das necessidades do hospital. A proposta é ampliar o uso das soluções digitais e contribuir para uma assistência cada vez mais integrada, eficiente e próxima das necessidades da população cearense.
A utilização estratégica das informações em saúde e seu impacto na vida da população foram temas debatidos durante o VIII Seminário Internacional de Informação para a Saúde (SINFORGEDS), realizado no dia 26 de maio, na Universidade Federal do Ceará. O encontro reuniu pesquisadores, especialistas nacionais e internacionais e representantes da comunidade acadêmica para discutir os avanços da transformação digital na saúde.
Durante a conferência, Josélio Emar de Araújo Queiroz, assessor técnico do DATASUS/SEIDIGI, apresentou o tema “Informação e saúde digital: integralidade e continuidade do cuidado visando o bem-estar da população”, destacando os avanços da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e das plataformas do Programa SUS Digital, reduzindo a fragmentação das informações e apoiando decisões clínicas em saúde.
O seminário também promoveu debates sobre letramento digital, segurança da informação e iniciativas de formação profissional pelo PET Saúde Digital, temas essenciais para ampliar o uso seguro e efetivo das tecnologias na saúde.
As discussões ainda abriram espaço para o aprofundamento sobre a classificação e a qualidade dos dados compartilhados na RNDS, reforçando a importância da colaboração entre os entes federados, as universidades e as instituições nacionais e internacionais, para o avanço da troca de dados em saúde no Brasil.
A partir de agora, além da tradicional versão física, milhões de brasileiras poderão acessar suas informações de pré-natal, orientações de saúde, registros clínicos e conteúdo de cidadania diretamente no celular, por meio do aplicativo Meu SUS Digital.
A Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI/MS) e a Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS/MS) lançaram a primeira versão digital da Caderneta Brasileira da Gestante. A novidade, apresentada pelo ministro Alexandre Padilha na Maternidade-Escola da UFRJ/HU Brasil, no Rio de Janeiro, marca um avanço histórico na forma como o país organiza, acompanha e orienta a saúde das gestantes.
A nova caderneta — tanto física quanto digital — foi reformulada com base em evidências científicas atualizadas e incorpora temas essenciais para a integralidade do cuidado, como saúde mental, luto materno e parental, equidade, direitos das gestantes e enfrentamento das violências, incluindo a obstétrica.
A proposta é que a gestante tenha, literalmente, o pré-natal na palma da mão, com informações confiáveis, atualizadas e acessíveis a qualquer momento.
Tradicionalmente, as nossas cadernetas da gestante eram as cadernetas do pré-natal, mas agora o documento se expande para contemplar toda a jornada da gestação ao pós-parto, com uma abordagem mais humana, completa e conectada.
(Ministro Padilha)
Além disso, a nova caderneta reforça o compromisso do Ministério da Saúde com a Rede Alyne, que orienta ações voltadas à redução da mortalidade materna e à mitigação das desigualdades históricas no atendimento.
A estrutura do documento dedica seções exclusivas ao enfrentamento da violência de gênero, ao combate ao racismo institucional e ao reconhecimento das especificidades de populações do campo, da floresta e das águas. Ao incluir conteúdos adaptados a diferentes realidades culturais e territoriais, o Ministério reafirma a importância de um cuidado sensível, equitativo e centrado nas necessidades reais das mulheres brasileiras.
Onde a caderneta está disponível
A versão física da Caderneta da Gestante continuará sendo distribuída gratuitamente em todo o país, com previsão de entrega de 3,2 milhões de exemplares. Já a versão digital está disponível dentro do aplicativo Meu SUS Digital, que pode ser baixado gratuitamente nas lojas de aplicativos para Android e iOS.
O aplicativo já oferece conteúdos interativos na área “Conteúdos”, permitindo que gestantes, familiares e profissionais acessem informações qualificadas sobre pré-natal, parto, puerpério, amamentação e planejamento familiar. Em etapas posteriores, será lançado o miniaplicativo completo, que digitalizará integralmente a caderneta física, incluindo campos de registro clínico e funcionalidades adicionais.
O que a gestante encontra na nova caderneta
Entre os conteúdos disponíveis, estão:
• Histórico reprodutivo completo, incluindo informações sobre gestações anteriores, abortos, natimortos, filhos vivos e condições clínicas relevantes. Como descreve um dos trechos do documento, a caderneta “fala do teu tipo sanguíneo, dos exames, fala de tudo”.
• Plano de parto, com orientações detalhadas para que a gestante possa expressar suas preferências e direitos durante o trabalho de parto e o nascimento. O ministro Padilha reforçou que a gestante passa a ter um instrumento para levar à maternidade e exigir que o plano seja elaborado e respeitado.
• Identificação do acompanhante, métodos de alívio da dor, presença de doula e procedimentos previstos para o parto.
• Orientações sobre sinais de violência obstétrica, com explicações claras para que a gestante e seu acompanhante possam reconhecer e denunciar situações de abuso ou desrespeito.
• Cuidados no puerpério, incluindo saúde física e emocional, amamentação, planejamento familiar e acompanhamento do recém-nascido.
• Vacinas recomendadas durante a gestação, com espaço para registro das doses aplicadas.
• Informações sobre saúde mental, luto materno e parental, equidade racial e direitos das gestantes.
• Conteúdos adaptados a diferentes contextos socioculturais, reconhecendo a diversidade das experiências de gestar no Brasil.
A versão digital amplia ainda mais esse acesso, permitindo que a gestante consulte conteúdos interativos, vídeos, textos explicativos e orientações práticas. A ferramenta de busca facilita a localização rápida de informações, tornando o processo mais ágil e intuitivo.
Como foi desenvolvido o miniaplicativo da Caderneta Digital
A criação da versão digital da Caderneta da Gestante foi resultado de um processo colaborativo e inovador, envolvendo diferentes áreas do Ministério da Saúde e a participação direta de gestantes, profissionais de saúde e especialistas.
Em setembro de 2024, o grupo organizador promoveu uma oficina de inovação com duração de quatro dias, conduzida pela metodologia Design Sprint. O objetivo foi criar um ambiente de cocriação, com escuta ativa de diferentes atores envolvidos no processo de gestação. Gestantes, enfermeiras, obstetras, doulas, especialistas e representantes de instituições convidadas participaram da construção das soluções que deram origem ao protótipo da caderneta digital.
Durante a oficina, foram realizados testes com usuárias de Unidades Básicas de Saúde de Brasília, permitindo identificar percepções, dificuldades e sugestões de melhoria. Esse processo garantiu que a ferramenta fosse desenvolvida de forma participativa, atendendo às necessidades reais do público e promovendo uma experiência mais intuitiva e acolhedora.
A versão digital também foi pensada para apoiar a intersetorialidade e melhorar a tomada de decisões, ao integrar informações de diferentes pontos da rede assistencial. A digitalização da caderneta física permitirá, futuramente, que profissionais de saúde registrem dados diretamente no aplicativo, facilitando o acompanhamento contínuo e reduzindo falhas de comunicação entre equipes.
O 11º Congresso Norte e Nordeste de Secretarias Municipais de Saúde, que aconteceu de 13 a 15 de maio, reuniu mais de dois mil participantes no Maranhão para debater os desafios e as soluções necessárias para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) nas duas regiões.
A Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS) participou do encontro apresentando iniciativas voltadas à transformação digital do SUS e ao desenvolvimento de políticas públicas que considerem as diferentes realidades dos territórios do Norte e do Nordeste.
Com o tema “Pluralidades, Especificidades e Equidade no Cuidado à Saúde das Regiões Norte e Nordeste”, o Congresso abriu espaço para a troca de experiências e a construção de estratégias capazes de ampliar o acesso e melhorar a qualidade dos serviços de saúde.
Durante a programação, as equipes da SEIDIGI divulgaram as ações do SUS Digital, que buscam ampliar o uso seguro e qualificado dos dados em saúde, garantir a continuidade do cuidado e promover maior integração entre os serviços, respeitando as necessidades e particularidades de cada território.
Integração federativa e articulação para o avanço da saúde digital
Com aproximação e sinergia entre os entes federativos, foram realizadas reuniões estratégicas com secretárias e secretários de saúde dos estados de Sergipe, Rondônia, Maranhão e Amazonas, voltadas à ampliação da integração e do envio de dados à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), à expansão do uso das Plataformas SUS Digital e ao avanço das iniciativas do Programa SUS Digital nos territórios.
Um dos destaques da agenda foi a mesa “Avanços Tecnológicos no SUS: Programa SUS Digital transpondo barreiras, promovendo acesso”, com o assessor técnico Josélio Queiroz, da Coordenação-Geral de Inovação e Interoperabilidade em Saúde (CGIIS/DATASUS/SEIDIGI), juntamente com representantes do CONASEMS e dos Núcleos de Telessaúde.
O debate destacou a importância da integração, da interoperabilidade e da atuação colaborativa para ampliar o acesso, apoiar a gestão e consolidar ações mais equitativas no SUS.
Reforçando a troca de experiências entre os territórios, o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Maranhão (COSEMS/MA) escolheu o evento como espaço para a realização da Mostra “Maranhão Aqui Tem SUS” – Edição 2026. A equipe da Seidigi acompanhou os trabalhos apresentados e identificou oportunidades de atuação conjunta no âmbito da transformação digital.
Outras demandas estratégicas apresentadas pelos gestores também foram levantadas durante o evento, contribuindo para ampliar a integração e a qualificação do cuidado em saúde no SUS.
O SUS Digital é o coração tecnológico do programa Agora Tem Especialistas (ATE) e segue avançando na missão de ampliar a integração e a troca de dados no SUS, promovendo mais acesso à informação e contribuindo para a qualificação da saúde pública.
Dentro dessa estratégia, equipes da Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS) estiveram em Belo Horizonte (MG), nos dias 14 e 15 de maio, realizando um minicurso na sede do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (COSEMS/MG).
A agenda faz parte das ações da Carta Acordo firmada entre Ministério da Saúde, COSEMS/MG e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), voltadas à ampliação da integração dos sistemas de regulação com a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) em Minas Gerais e à adesão ao e-SUS Regulação, solução nacional de apoio aos processos da Atenção Especializada do SUS.
O encontro deu continuidade a um ciclo de reuniões de planejamento acompanhadas pelo Departamento de Informação e Informática do SUS (DATASUS/SEIDIGI), responsável por apoiar os processos de integração à RNDS, alinhados às estratégias do programa SUS Digital e do ATE.
O minicurso reuniu 16 articuladores do projeto e representantes do COSEMS/MG, aprofundando conhecimentos sobre o funcionamento, os fluxos e os requisitos da RNDS, além de apresentar esclarecimentos técnicos e soluções, como as Plataformas SUS Digital, voltadas ao fortalecimento da gestão e da continuidade do cuidado.
As ações seguem avançando e, como próximos passos, a SEIDIGI participará das oficinas macrorregionais do Conselho, prestando apoio às implementações e ampliando as estratégias do SUS Digital em toda a rede de saúde.
A tecnologia está cada vez mais presente na saúde pública e já está ajudando a melhorar o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). Hoje, ela facilita o acesso a medicamentos e contribui para um cuidado mais organizado e seguro para os pacientes em todo o Brasil.
Em março, durante uma reunião em Brasília entre gestores da saúde, o Ministério da Saúde apresentou avanços importantes nessa área. Um dos principais destaques foi o Plano de Transformação Digital da Assistência Farmacêutica, que funciona como um guia para organizar todo o caminho dos medicamentos no SUS.
Na prática, isso significa que será possível acompanhar o trajeto dos remédios desde a chegada ao estoque até a entrega ao paciente. Com esse controle, o sistema fica mais transparente, rápido e seguro — e o risco de faltar medicamento diminui, o que é essencial para quem depende do SUS.
O plano também traz outras melhorias importantes, como:
integração das informações entre os sistemas de saúde;
padronização dos nomes dos medicamentos;
uso de receitas e dispensação eletrônicas.
Essas mudanças ajudam os profissionais de saúde a acessarem informações com mais rapidez e segurança, além de melhorar a comunicação entre hospitais, farmácias e unidades de saúde. Para o paciente, isso significa menos burocracia e um atendimento mais ágil e personalizado.
Outra vantagem é que a tecnologia permite reunir informações de diferentes atendimentos em um só lugar. Ferramentas como o Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) guardam o histórico de saúde do paciente, facilitando o acompanhamento e evitando a perda de informações importantes.
Todas essas ações são resultado do trabalho conjunto de equipes do Ministério da Saúde, que buscam soluções para melhorar o dia a dia dos serviços de saúde. Esse esforço mostra o compromisso em modernizar o SUS e garantir benefícios reais para a população.
A modernização da saúde pública já é uma realidade no Brasil. Com o uso da tecnologia, o SUS se torna mais integrado, eficiente e preparado para cuidar melhor de cada cidadão.
Participação em agendas estaduais fortalece cooperação entre gestores e amplia uso de dados para qualificar o atendimento à população
A saúde pública está cada vez mais conectada para cuidar melhor das pessoas. Em todo o país, a transformação digital do SUS tem aproximado serviços, integrado informações e apoiado gestores na tomada de decisões mais rápidas e eficientes.
Nesse cenário, a Secretaria de Informação e Saúde Digital, por meio do DataSUS, participou ao longo de abril de 2026 de agendas com estados e municípios, incluindo Pará, São Paulo, Piauí e Bahia, fortalecendo a cooperação e o uso qualificado de dados para melhorar o atendimento à população.
Durante quatro congressos de saúde, foram apresentadas iniciativas como a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e as plataformas do SUS Digital: Meu SUS Digital, SUS Digital Profissional e o SUS Digital Gestor, ampliando o acesso e a qualidade das informações em saúde.
No Pará, o XII Congresso de Secretarias Municipais de Saúde (6 a 8 de abril) reuniu representantes dos 144 municípios para discutir desafios como conectividade, infraestrutura e qualificação de profissionais. A programação incluiu palestras e microcurso sobre integração à RNDS e uso das plataformas digitais, alcançando mais de 200 participantes.
A expectativa é ampliar a adesão e o uso qualificado das plataformas digitais, alcançar 100% de integração dos municípios ao SUS Digital Profissional e expandir o envio regular de dados clínicos, de regulação e de prescrição.
Já em São Paulo, o 39º Congresso de Secretários Municipais de Saúde (8 a 10 de abril) destacou avanços do estado na agenda digital, com 81% de integração ao SUS Digital Profissional e envio de dados de imunização em todos os municípios.
Projetos e iniciativas estratégicas do Programa SUS Digital foram apresentados, enriquecendo a programação do congresso, com destaque para a palestra sobre o papel da interoperabilidade na saúde:“IPS – um produto para mais de 200 milhões de brasileiros”, que abordou o Sumário Internacional do Paciente (International Patient Summary – IPS) e sua importância para o intercâmbio seguro de dados em saúde entre países, com destaque para o protagonismo do Brasil na liderança desse projeto global na América Latina.
No Piauí, o 15º Congresso do estado ocorreu de 22 a 24 de abril, reforçando a integração entre gestores e o uso estratégico dos dados para qualificar o atendimento. Atualmente, todos os 224 municípios piauienses já estão integrados ao SUS Digital Profissional, o que representa um avanço importante na consolidação de uma base nacional de dados em saúde mais conectada e interoperável.
No espaço institucional do Ministério da Saúde, foram realizados atendimentos, demonstrações práticas e esclarecimento de dúvidas sobre temas como Meu SUS Digital, SUS Digital Profissional e telessaúde. A agenda também evidenciou desafios relacionados à capacitação, ao suporte técnico e ao uso qualificado das soluções, reforçando a importância da atuação conjunta para avançar na transformação digital do SUS.
Na Bahia, as atividades foram realizadas entre os dias 25 e 28 de abril, no 12º Congresso do COSEMS/BA, com cerca de 1.500 participantes, entre gestores, trabalhadores do SUS e parceiros institucionais, ampliando o alcance das estratégias de Saúde Digital e apoiando a organização do cuidado nos territórios.
A Bahia já apresenta cenário avançado na agenda de saúde digital, com 95% dos municípios integrados ao SUS Digital Profissional e mais de 2,8 milhões de registros enviados à RNDS, incluindo atendimentos clínicos, imunização, regulação assistencial e prescrição de medicamentos.
Essas participações aproximam a saúde digital de quem está na ponta e ajudam a construir soluções junto com estados e municípios. Na prática, isso contribui para um SUS cada vez mais integrado e mais eficiente, melhorando o atendimento e o cuidado com a população.