Author: marcelarocha

  • Novo PAC Saúde amplia acesso e fortalece cuidado no SUS

    Novo PAC Saúde amplia acesso e fortalece cuidado no SUS

    Entre obras que saem do papel e cuidado que chega mais perto das pessoas, o SUS segue avançando pelo país. É nesse movimento que investimento, inovação e presença nos territórios se encontram para ampliar o acesso e reduzir desigualdades.

    Na última sexta-feira, 24 de abril, o Ministério da Saúde liberou R$ 1,2 bilhão para obras em todo o Brasil — o maior volume já transferido em uma única ação do Novo PAC Saúde. A iniciativa deve beneficiar cerca de 11 milhões de brasileiros, com a expansão da assistência e o fortalecimento da rede pública. Com articulação entre União, estados e municípios, o Governo do Brasil reafirma o compromisso com a equidade e com um SUS mais presente, resolutivo e integrado.

    Esse avanço se conecta diretamente ao Programa Agora Tem Especialistas, uma das principais estratégias do Ministério da Saúde para ampliar o acesso ao cuidado especializado. A iniciativa atua para reduzir filas e tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, especialmente em regiões com vazios assistenciais, levando atendimento por meio de unidades móveis, mutirões e fortalecimento da rede local.

    Ao todo, foram emitidas 541 ordens de serviço em 505 municípios, contemplando Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Centros Especializados em Reabilitação (CER). O investimento representa um avanço concreto na ampliação do acesso aos serviços do SUS, especialmente em regiões que mais precisam.

    É o SUS sendo ampliado com rapidez, presença do Governo do Brasil e justiça social. Onde antes faltava estrutura, o governo do Presidente Lula está fazendo chegar Unidades Básicas de Saúde, centros de atendimento em saúde mental e voltados a pessoas com deficiência. É investimento que vira obra, obra que vira atendimento e atendimento que melhora a vida do povo brasileiro.

    (Ministro Alexandre Padilha).

    Com esse novo marco, o Novo PAC Saúde alcança cerca de 85% das obras em execução ou concluídas — mais de 2,8 mil empreendimentos em todo o país. São novas policlínicas, maternidades, UBS indígenas, entre outras estruturas. De Fundão (ES), impactado pelo desastre de Mariana, a Alto Alegre (RR), a ampliação da rede leva mais cuidado, presença e dignidade à população.

    A saúde digital do SUS é uma aliada fundamental nesse processo. Com o uso da telessaúde, do telediagnóstico e da integração de dados, é possível conectar profissionais, apoiar decisões clínicas e ampliar o acesso a especialistas mesmo em áreas remotas. Na prática, isso significa mais agilidade, continuidade do cuidado e um SUS cada vez mais moderno e eficiente.

    Além de fortalecer o atendimento em saúde, o investimento também impulsiona a economia local, com geração de emprego e renda, contribuindo para o desenvolvimento social dos territórios. Os recursos foram transferidos de forma integral, por meio do modelo fundo a fundo, conforme a Portaria GM/MS nº 6/2017, vinculados à emissão das ordens de serviço — o que garante mais rapidez na execução das obras e na entrega dos resultados para a população.

    Foto: Paola Acioly/MS

  • Ensino à distância amplia acesso à saúde digital no SUS

    Ensino à distância amplia acesso à saúde digital no SUS

    Cuidar da saúde também significa antecipar riscos, compartilhar conhecimento e preparar profissionais para responder com agilidade aos desafios do presente. No Sistema Único de Saúde (SUS), a transformação digital amplia essas possibilidades, ao conectar saberes, encurtar distâncias e fortalecer a vigilância em saúde em todo o país.

    Nesse contexto, entre os dias 22 e 24 de abril, representantes do Núcleo de Tecnologias e Educação a Distância em Saúde da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (Nuteds/Famed/UFC) e do Ministério da Saúde se reuniram em Fortaleza para avaliar resultados e planejar os próximos passos de uma importante iniciativa de capacitação sobre vírus respiratórios.

    O encontro teve como objetivo analisar a edição anterior do curso, discutir melhorias para a próxima oferta e avançar na formalização da parceria entre as instituições envolvidas. A iniciativa contou com a atuação da Coordenadoria-Geral da Covid-19, Influenza e Outros Vírus Respiratórios, vinculada ao Departamento de Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde.

    A programação teve início com a apresentação dos participantes do projeto e, ao longo do primeiro dia, foram compartilhados os principais processos e fluxos da vigilância de vírus respiratórios no Brasil. Também foram apresentados os resultados da capacitação, que contribuíram para ampliar o conhecimento dos profissionais de saúde e qualificar o atendimento à população.

    O encontro ganhou ainda mais relevância com a participação de instituições internacionais. Além do apoio dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos e da Rede de Programas de Treinamento em Epidemiologia e Intervenções de Saúde Pública, a iniciativa passou a contar também com o apoio técnico da Universidade da Califórnia, em São Francisco.

    Durante as discussões, a representante da nova parceira internacional, Solange Madriz Silva, coordenadora de curso no Centro de Preparação e Resposta a Epidemias da universidade, acompanhou as apresentações e contribuiu com o intercâmbio de experiências.

    Ao final do encontro, foram definidas as diretrizes para a nova edição do curso, que deverá, como nos anos anteriores, ser ofertada na plataforma da Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), ampliando o acesso à formação qualificada para profissionais de todo o país.

  • Parceria com universidade fortalece inovação em IA na saúde

    Parceria com universidade fortalece inovação em IA na saúde

    A aproximação entre inteligência artificial, universidade pública e os desafios da saúde abre caminhos muito promissores para o SUS.

    (Secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad).

    A secretária esteve em Goiânia, no dia 23 de abril, em agenda voltada ao fortalecimento da inovação em saúde digital no país. Na ocasião, visitou o Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás (CEIA-UFG), referência nacional na área.

    O encontro reuniu a reitora Sandramara Matias Chaves, a vice-reitora Camila Cardoso Caixeta, o ex-reitor Edward Madureira, o professor Alexandre Taleb e equipes da universidade e do centro.

    O CEIA-UFG desenvolve mais de 70 projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, com investimentos superiores a R$ 500 milhões e mais de mil bolsistas, consolidando Goiás como um polo estratégico em inteligência artificial.

    A agenda também destacou iniciativas voltadas à saúde, com participação da Faculdade de Medicina e do Núcleo de Telessaúde da UFG, em articulação com o CEIA. A integração entre tecnologia e necessidades do sistema de saúde amplia o potencial de soluções inovadoras para o atendimento à população.

    À frente da Secretaria de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad tem fortalecido parcerias com instituições de ensino e pesquisa, aproximando a inovação tecnológica das políticas públicas e contribuindo para o avanço da Saúde Digital no SUS.

  • Saúde digital do SUS é tema de aula em pós-graduação

    Saúde digital do SUS é tema de aula em pós-graduação

    A Secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, ministrou uma aula sobre a Política Nacional de Informação e Saúde Digital do SUS no Programa de Pós-Graduação em Cidades Inteligentes e Sustentáveis da Universidade Nove de Julho, a convite do professor Luiz Fernando Massonetto.

    Foi uma oportunidade muito rica para compartilhar reflexões sobre os caminhos que o Brasil vem construindo para a transformação digital do SUS, a partir de uma trajetória que reúne história, inovação e compromisso com o direito à saúde.

    (Ana Estela Haddad)

    Durante a aula, foi apresentado o papel estratégico do DATASUS, que completa 35 anos como uma das bases estruturantes da saúde pública digital no país. Também foram abordados os avanços com a criação da Secretaria de Informação e Saúde Digital, que fortalece a saúde digital como agenda estratégica para o SUS.

    Entre os pontos tratados, estão desafios importantes desse campo, como governança e proteção de dados, inclusão digital, uso da inteligência artificial, vieses algorítmicos e o enfrentamento à desinformação. Todos esses temas foram apresentados à luz dos princípios do SUS: equidade, democracia, solidariedade e inclusão.

    Falar sobre saúde digital em um programa dedicado às cidades inteligentes e sustentáveis foi especialmente potente, porque reforça algo essencial: a transformação digital só faz sentido quando está conectada aos territórios, às pessoas e à redução das desigualdades.

    (Ana Estela Haddad)

    O Programa de Pós-Graduação em Cidades Inteligentes e Sustentáveis da UNINOVE é reconhecido pela CAPES e tem foco na formação de pesquisadores e profissionais em áreas como planejamento urbano, sustentabilidade, inovação e tecnologia. A proposta é preparar profissionais para enfrentar desafios contemporâneos das cidades, como mudanças climáticas, questões epidemiológicas e o uso crescente de tecnologias.

    Fotos de Eduardo Ogata

  • Experiências do Piauí em saúde digital são destaque em debate no IDP

    Experiências do Piauí em saúde digital são destaque em debate no IDP

    A Secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, participou de encontro realizado no Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa, em Brasília. Com tema “Uso de Tecnologia em Políticas Públicas: O Caso do Piauí” , o evento reuniu autoridades e especialistas para debater inovação, inteligência artificial e políticas públicas.

    O Piauí vem mostrando, com resultados concretos, como a tecnologia pode melhorar a vida das pessoas. Meus cumprimentos pelos avanços na Telessaúde e por outras inovações em saúde que ampliam o acesso, ajudam a reduzir desigualdades e fortalecem o cuidado. São experiências que dialogam diretamente com o que temos construído na SEIDIGI e com a agenda de transformação digital do SUS: inovação com responsabilidade, equidade e compromisso com a vida.

    (Ana Estela Haddad)

    A mesa oficial de abertura contou com a presença do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, da diretora do IDP, Laura Schertel Mendes, do governador do Piauí, Rafael Fonteles, e do deputado federal Agnaldo Ribeiro.

    Durante o encontro, foi destacado o papel do estado do Piauí na implementação de soluções tecnológicas aplicadas à saúde, com avanços em telessaúde e outras iniciativas que ampliam o acesso, contribuem para a redução de desigualdades e fortalecem o cuidado à população. As experiências apresentadas dialogam com as ações conduzidas pela Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI) e com a agenda de transformação digital do Sistema Único de Saúde (SUS), pautada pela inovação com responsabilidade, equidade e compromisso com a vida.

    No painel sobre inteligência artificial na saúde, a secretária participou de debate com especialistas da área, em discussão mediada pela professora Marcele Figueira. Na ocasião, reforçou a importância de orientar o uso da tecnologia na saúde pelo interesse público, pela ética, pela soberania digital e pelo fortalecimento do SUS.

    Sobre o evento:

    O evento “Uso de Tecnologia em Políticas Públicas: O Caso do Piauí” é uma iniciativa do IDP voltada à discussão sobre como a inovação, o uso estratégico de dados e a inteligência artificial podem qualificar a formulação, a execução e o monitoramento de
    políticas públicas. A proposta do encontro é apresentar, de forma prática, a experiência do estado do Piauí na adoção de soluções tecnológicas aplicadas à gestão pública, com foco em áreas estratégicas como segurança pública, saúde digital e modernização administrativa. A programação também busca fomentar o debate sobre desafios éticos, governança, uso responsável de dados e oportunidades da transformação digital no setor público.


    Sobre o IDP:
    O Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) é uma instituição de ensino superior, pesquisa e extensão, com sedes em Brasília e São Paulo. Em sua apresentação institucional, o IDP se define como um centro de excelência acadêmica, com atuação na graduação, especialização, extensão, mestrado e doutorado.

  • Resultado preliminar do InovaSUS Digital impulsiona inovação no SUS

    Resultado preliminar do InovaSUS Digital impulsiona inovação no SUS

    Foi publicado o resultado preliminar do Laboratório InovaSUS Digital, iniciativa que mobiliza atores de todo o país em torno do desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas ao fortalecimento da transformação digital da saúde pública.

    Com isso, a Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI) avançou em mais uma etapa importante para a inovação em saúde no Sistema Único de Saúde (SUS).

    Ao todo, foram recebidas 657 submissões, das quais 383 proponentes foram habilitados. Entre eles, estão 16 Institutos Federais, 59 instituições públicas de ensino superior, 4 instituições privadas de ensino superior, 272 empresas e startups, além de 32 instituições de outros perfis.

    A diversidade e a qualidade das propostas evidenciam o potencial de integração entre conhecimento, tecnologia e políticas públicas para gerar impacto concreto no cuidado à população.

    (Secretária de Informação e Saúde Digital Ana Estela Haddad)

    As instituições habilitadas — incluindo universidades, centros de pesquisa, empresas e iniciativas inovadoras — passam agora a compor esse ambiente colaborativo, fortalecendo o ecossistema de inovação em saúde no país.

    A iniciativa integra uma construção coletiva alinhada ao SUS Digital e ao Programa Agora Tem Especialistas, promovendo avanços com maior inteligência, articulação e foco nas necessidades do sistema de saúde.

    Na próxima etapa, a SEIDIGI dará continuidade ao aprofundamento das propostas habilitadas, com o objetivo de transformar o potencial inovador em soluções concretas para o fortalecimento do SUS.

    O resultado preliminar pode ser consultado no site do Ministério da Saúde:
    https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/chamamentos-publicos/2026/chamamento-publico-no-01-2026-seidigi/resultado-preliminar.pdf

  • SUS amplia estrutura e qualifica cuidado em urgência

    SUS amplia estrutura e qualifica cuidado em urgência

    Fortalecer o cuidado no Sistema Único de Saúde (SUS) também exige qualificar estruturas, integrar serviços e organizar a atenção com base em evidências. Com esse propósito, a Secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, acompanhou o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em visita à nova Unidade de Emergência Referenciada (UER) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

    A iniciativa reafirma a importância de investir em estruturas especializadas e qualificadas para fortalecer a rede de urgência e emergência do SUS, ampliando a capacidade de respostas, com mais agilidade no atendimento à população.

    A agenda também incluiu a discussão de tema estratégico para o país: a organização do cuidado ao acidente vascular cerebral (AVC), com a implantação de unidades especializadas. Essas estruturas são fundamentais para reduzir a mortalidade, minimizar sequelas e qualificar o atendimento, a partir de equipes multiprofissionais dedicadas e protocolos baseados em evidências.

    2026.04.16 UNIFESP . HSP . Hemocentro . Neurologia . GRAACC . Min. Alexandre Padilha

    2026.04.16 UNIFESP . HSP . Hemocentro . Neurologia . GRAACC . Min. Alexandre Padilha

    Durante a visita, também foi conhecido o novo Acelerador Linear do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRAACC), tecnologia que amplia a capacidade de atendimento em oncologia.

    2026.04.16 UNIFESP . HSP . Hemocentro . Neurologia . GRAACC . Min. Alexandre Padilha

    2026.04.16 UNIFESP . HSP . Hemocentro . Neurologia . GRAACC . Min. Alexandre Padilha

    A pauta evidencia como a articulação entre investimento público, a organização da rede e o uso de tecnologias contribui para transformar conhecimento em cuidado concreto para a população, fortalecendo o SUS em todas as etapas da atenção.

    Crédito fotos e vídeo: Renato Maretti

  • Ripsa reforça importância dos dados para melhorar a saúde no SUS

    Ripsa reforça importância dos dados para melhorar a saúde no SUS

    Durante a 18ª edição da ExpoEpi, no dia 16 de abril, a Rede Interagencial de Informações para a Saúde promoveu um debate sobre como a informação em saúde pode contribuir para qualificar o cuidado à população.

    Com o tema “30 anos da Ripsa”, a atividade reuniu especialistas de diferentes instituições para demonstrar como dados bem organizados ajudam a compreender melhor a realidade da saúde no Brasil e a orientar decisões mais eficazes no SUS.

    É fundamental ter séries históricas de indicadores qualificados, pois elas permitem identificar tendências em temas relevantes, como a prevalência de violências contra mulheres e a violência sexual contra meninas de 13 a 17 anos, dados essenciais para orientar políticas públicas e fortalecer a capacidade de resposta do SUS.

    (Deborah Carvalho Malta (UFMG), coordenadora do CGI de Fatores de Risco e Proteção)

    Dados que apoiam o cuidado

    Logo no início, foi apresentada a trajetória da Ripsa, que há três décadas articula instituições para produzir informações confiáveis em saúde.

    Ao longo da discussão, especialistas destacaram que o acompanhamento de indicadores ao longo do tempo — como casos de violência ou doenças — permite identificar tendências e subsidiar políticas públicas. Essas informações contribuem, por exemplo, para o planejamento de ações mais efetivas e para o fortalecimento da resposta do SUS em diferentes contextos.

    Trabalho conjunto faz a diferença

    Outro ponto ressaltado foi o caráter colaborativo da Ripsa. A construção dos indicadores envolve diversas instituições e especialistas, o que garante mais qualidade e transparência às informações.

    Esse esforço coletivo também favorece a elaboração de indicadores mais robustos, integrando áreas como Atenção Primária e Saúde Digital — o que amplia a compreensão da situação de saúde no país.

    Do dado ao conhecimento

    A representante da BIREME destacou que transformar dados em conhecimento é fundamental para gestores e pesquisadores. Nesse contexto, o portal da Ripsa atua como uma plataforma estratégica para organizar e disponibilizar essas informações de forma acessível.

    O Portal da Ripsa se destaca como uma plataforma estratégica para a organização, integração e disseminação de informações, reforçando a importância da interoperabilidade e do uso de dados para apoiar a tomada de decisão no SUS. Os indicadores e suas séries históricas estão disponíveis nas plataformas de disseminação desenvolvidas pelo Demas/Seidigi, como o Portal de Dados Abertos do SUS, que possibilita o download em diversos formatos (csv, json, xml), e a Sala de Apoio à Gestão Estratégica (SAGE), que oferece painéis interativos com gráficos, tabelas e mapas, ampliando a transparência e a usabilidade das informações.

    (Juliana Lourenço Sousa, Bireme/Opas/OMS)

    Além disso, as informações também podem ser consultadas em ferramentas como o Portal de Dados Abertos do SUS e a Sala de Apoio à Gestão Estratégica (SAGE), que oferecem gráficos, mapas e tabelas interativas, ampliando a transparência e facilitando o uso no cotidiano da gestão.

    Acesso aberto para todos

    Ao final do encontro, foi distribuída aos participantes a nova edição do “Livro Verde”, publicação que reúne indicadores básicos de saúde no Brasil.

    O material está disponível gratuitamente em formato digital e pode ser acessado por qualquer pessoa, fortalecendo o acesso à informação e contribuindo para um SUS mais transparente e eficiente.

    Indicadores básicos para a saúde no Brasil (Livro Verde) | Ripsa

    Fotos: Rafael de Paula

    Carolina Couto (ICICT) – Juliana Lourenço (Bireme/OPAS) – Deborah Malta (UFMG) – Paulo Sellera (DEMAS/MS) – Luci Scheffer (DEMAS/MS) – José Ueleres (Uerj)

    Fotos: Rafael de Paula

  • A Ripsa e o retorno da ciência ao processo decisório na saúde

    A Ripsa e o retorno da ciência ao processo decisório na saúde

    A Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa) é uma iniciativa que ajuda a organizar e qualificar as informações sobre saúde no Brasil. Criada em 1996 pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde, a Rede foi retomada em 2023, após 10 anos sem atividades, e completou 30 anos em 2026.

    Hoje, a Ripsa reúne 45 instituições e cerca de 450 participantes que colaboram de forma voluntária.

    O trabalho da Rede é reunir, analisar e disponibilizar dados e indicadores sobre a saúde da população, ajudando a entender melhor as condições de saúde no país e os fatores que as influenciam.

    Essas informações são fundamentais para apoiar o Sistema Único de Saúde (SUS) na tomada de decisões, contribuindo para melhorar as políticas públicas e o cuidado com a população.

    Com uma estrutura organizada em diferentes unidades de governança e produção técnica, a Ripsa mantém um funcionamento integrado e contínuo. Entre essas unidades estão:

    • Comitês de Gestão de Indicadores (CGI): responsáveis pelo desenvolvimento e aperfeiçoamento técnico de indicadores nas categorias: Cobertura, Demográfico, Fatores de Risco e Proteção, Morbidade, Mortalidade, Recursos e Socioeconômico
    • Comitês Temáticos Interdisciplinares (CTI): grupos temporários criados para discutir temas prioritários e interdisciplinares, aprofundando questões metodológicas e operacionais em temas como: Atenção Primária, Estimativas Municipais, Desigualdades em Saúde, Saúde Digital e Saúde Indígena.
    • Oficinas de Trabalho Interagencial (OTI): seu principal fórum colegiado. Realizadas semestralmente, as OTI são os principais momentos de pactuação consensual e alinhamento estratégico da Ripsa. Nelas, os representantes das instituições membro analisam avanços, revisam prioridades, validam metodologias e definem o Planejamento Operacional de Produtos (POP). É nesse fórum que a Rede reafirma sua integração e sua missão de produzir informação confiável para aprimorar a saúde da população brasileira.

    A amplitude da Ripsa também se reflete na diversidade das instituições que a compõem, abrangendo órgãos públicos, universidades, institutos de pesquisa e entidades especializadas.

    Essa colaboração interinstitucional assegura a continuidade e a qualidade da produção de informações estratégicas, contribuindo diretamente para a construção de políticas públicas mais precisas e orientadas por evidências.

    Em 2026, como parte das comemorações de 30 anos, foi lançada a terceira edição do livro Indicadores Básicos de Saúde: conceitos e aplicações, conhecido como Livro Verde, uma das principais referências para a produção e uso de dados no SUS.

    Nesta terceira edição, além da revisão e atualização da 2º edição de 2008, foi implementada uma nova estratégia de classificação e codificação dos indicadores, consolidando um sistema mais inteligível, expansível e alinhado às necessidades da análise de dados, para o aprimoramento da saúde pública no Brasil.

    A Edição traz 168 indicadores (47 a mais que a versão anterior), que respondem a desafios sanitários contemporâneos do País e se alinham a pactos nacionais e globais.

    Para conhecer mais sobre as ações, produtos e publicações da Rede, acesse o site oficial da Ripsa, www.ripsa.org.br. Também é possível tornar-se membro e integrar esse esforço coletivo (www.ripsa.org.br/seja-membro-da-ripsa) em prol da qualificação da informação em saúde no país.

  • Em parceria com Harvard, Ministério da Saúde participa de maratona de inovação para sistemas de saúde

    Em parceria com Harvard, Ministério da Saúde participa de maratona de inovação para sistemas de saúde

    Foto: Thiago Campelo/MS

    Na busca por soluções para os desafios dos sistemas de saúde, 12 mil pessoas, conectadas por 40 hubs de inovação em 30 países, participaram do HSIL Hackathon 2026 – Building High-Value Health Systems: Leveraging AI, realizado nos dias 10 e 11 deste mês.

    O objetivo foi desenvolver soluções baseadas em inteligência artificial (IA) para a saúde pública. O evento é promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Universidade de Harvard e, o Hub Brasília, foi realizado em parceria com o Ministério da Saúde.

    No Brasil, a iniciativa contou  com três hubs: Brasília (DF), Natal (RN) e São Paulo (SP). Em Brasília, houve a presença de 85 participantes de 10 estados (Bahia, Pará, Santa Catarina, Tocantins, Minas Gerais, São Paulo, Alagoas, Roraima, Ceará e Amazonas), organizados em 16 equipes. Os projetos se concentraram em três eixos: Fragmentação do Cuidado (9 equipes), Letramento em Saúde (4) e Barreiras de Comunicação (3).

    Os participantes foram desafiados a propor soluções para questões prioritárias, como o aumento da demanda por serviços, o envelhecimento populacional, a desigualdade no acesso e o crescimento dos dados em saúde. Os mentores orientaram que as soluções deveriam ser destinadas a gestores do SUS e equipes desde a Atenção Primária à Especializada e as propostas adaptadas a diferentes níveis de maturidade tecnológica entre União, estados e municípios, além das desigualdades culturais e regionais do país.

    Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, o SUS vive um processo de transformação digital impulsionado por iniciativas como o hackathon.

    O SUS, por atender um país continental e diverso, é uma potência de inovação construída por profissionais da ponta. O desafio do Governo do Brasil é sistematizar essas informações e fortalecer essa capacidade. O hackathon promove uma imersão global em ideias relevantes para esse processo.

    Para a secretária de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), Ana Estela Haddad, a construção multiprofissional é essencial para gerar inovação.

    A competição motiva, mas o principal é o processo. Equipes com diferentes olhares constroem soluções mais aderentes à realidade. Os projetos demonstraram convicção e vivência dos desafios do SUS e podem orientar caminhos concretos.

     Hackathon: maratona de inovação

    O hackathon é uma maratona colaborativa em que participantes se reúnem por um a dois dias para desenvolver soluções inovadoras. Nesta edição, o desafio foi criar softwares capazes de reduzir gargalos em sistemas de saúde, integrando a experiência de profissionais da saúde e da tecnologia. As equipes analisaram problemas, desenvolveram soluções com uso de inteligência artificial, receberam mentorias e apresentaram propostas a uma banca avaliadora, que selecionou a melhor equipe para a próxima fase. 

    A banca foi composta pela diretora executiva de Atenção Integral à Saúde na Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS, Luciana Maciel de Almeida Lopes, a consultora do Ministério da Saúde, Dra. Maria do Carmo, a pesquisadora em políticas públicas de saúde, Dra. Nadja Bisinotti, a pesquisadora e professora na área de saúde coletiva da Universidade de Brasília, Ana Valéria Machado Mendonça, o professor na área de saúde e sociedade da Universidade de São Paulo, PhD Deivison Mendes Faustino, e o cirurgião dentista especialista em saúde digital, Dr. Marcelo Ramos Pinto.

    A equipe selecionada, avança para o Venture Incubation Program, etapa global de incubação com dois bootcamps voltados ao aprimoramento dos projetos e pitches. Após essa fase, as 20 melhores equipes seguem para mentorias aprofundadas. Na etapa final, o Venture Building Immersion, as 10 equipes mais promissoras participam de seminários, workshops e mentorias para estruturar seus empreendimentos. O processo se encerra com o Demo Day Global, quando os projetos são apresentados a investidores gerando oportunidade de financiamento e parcerias.

     Representante vencedora do Hub Brasília  no desafio

    A equipe vencedora em Brasília apresentou o projeto intitulado ONCONAV Brasil e seguirá  para a etapa global ao ter desenvolvido uma proposta de IA soberana (open source), integrada ao Meu SUS Digital, para pacientes, gestores e profissionais. A proposta é reduzir mortes evitáveis ao enfrentar a fragmentação do cuidado, com navegação inteligente, monitoramento de prazos e integração de dados. Entre as funcionalidades estão: navegação do paciente oncológico, monitoramento da Lei dos 60 dias, agendamento automatizado e priorizado, organização da linha de cuidado (protocolos OCI), apoio à decisão e redução de desperdícios (controle BPA/APAC).

     A equipe é formada pela estudante de administração, Clarysse Rodrigues Dias, pelo médico sanitarista, Denis Satoshi Komoda, pela tecnóloga em Sistemas biomédicos, Joana Ferreira da Silva, pela sanitarista, Kryslainne Millena Oliveira de Jesus, pela engenharia eletrônica, Sofia Consolmagno Fontes, e pela estudante de fisioterapia e desenvolvimento de sistemas, Thayna Gonçalves Dutra. Entre os membros da equipe, três atuam no Ministério da Saúde, na Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde.