Author: marcelarocha

  • Brasil avança em dados abertos e fortalece políticas públicas

    Brasil avança em dados abertos e fortalece políticas públicas

    O Brasil alcançou o melhor desempenho de sua história no índice da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que avalia a efetividade das políticas de dados abertos nos governos.

    No ranking mais recente do OURData Index:

    o país obteve 0,70 ponto (em uma escala de 0 a 1) e passou a ocupar a 8ª posição entre 41 países, sendo o melhor colocado da América Latina.

    O resultado também supera em 32% a média da OCDE e posiciona o Brasil à frente de países como Reino Unido e Canadá.

    O índice analisa três dimensões: disponibilidade, acessibilidade e reúso dos dados públicos. O Brasil se destacou principalmente nos dois primeiros pilares, com 0,78 em disponibilidade e 0,74 em acessibilidade. No critério de reúso, alcançou 0,57, também acima da média da OCDE.

    Os resultados refletem avanços na publicação de dados em formatos abertos e reutilizáveis, ampliando o acesso para cidadãos, pesquisadores, gestores e organizações da sociedade civil.

    A política nacional de dados abertos, coordenada pela Controladoria-Geral da União (CGU), completa 10 anos em 2026, consolidando uma década de expansão e padronização das informações públicas.

    Um dos principais instrumentos dessa política é o Portal Brasileiro de Dados Abertos, que reúne atualmente mais de 15 mil conjuntos de dados em formatos abertos. Esses dados são utilizados em pesquisas, desenvolvimento de soluções digitais, reportagens e na formulação de políticas públicas baseadas em evidências.

    Entre 2022 e 2025, o número de bases cresceu cerca de 50%, e a plataforma já conta com mais de 100 mil usuários cadastrados.

    A agenda de dados também tem sido fortalecida por iniciativas de capacitação, como a Semana Dados BR, que já alcançou mais de 40 mil pessoas, além do lançamento do Catálogo Nacional de Dados, em 2024.

    O desempenho do país também foi destaque no Índice de Governo Digital da OCDE, especialmente no indicador “open by default”, que reforça o compromisso com a transparência e a abertura de dados desde a origem.

    Impacto para o SUS

    Esse avanço dialoga diretamente com a transformação digital da saúde no Brasil. Iniciativas como a RNDS (Rede Nacional de Dados em Saúde) e o SUS Digital dependem de dados acessíveis, interoperáveis e de qualidade para fortalecer a gestão, apoiar decisões e ampliar o cuidado contínuo à população.


    Fonte:
    Convergência Digital –
    https://convergenciadigital.com.br/governo/brasil-sobe-para-8-em-ranking-de-dados-abertos-da-ocde/

  • SUS digital, soberania e o desafio dos dados na saúde

    SUS digital, soberania e o desafio dos dados na saúde

    Os caminhos e desafios da transformação digital em saúde foram debatidos no webinário Desenvolvimento, Tecnologias Digitais e o Risco de Vulnerabilidade em Saúde (Vulnerabilidade 4.0), promovido pelo Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz, em março de 2026. O encontro reuniu especialistas para discutir o papel estratégico dos dados, da inovação e da soberania no fortalecimento do SUS.

    Um dos destaques foi a participação da secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, que reforçou a centralidade dos dados para o futuro da saúde no Brasil.

    Segundo ela, a proteção e a governança dos dados em saúde são elementos fundamentais para a soberania sanitária e o desenvolvimento nacional. A secretária defendeu a construção de uma nuvem soberana, capaz de garantir que os dados governamentais permaneçam sob controle público, fortalecendo a autonomia do país diante das disputas globais por informação e tecnologia.

    Ana Estela também destacou a importância de iniciativas estratégicas, como o Programa Genoma Brasil, e reconheceu o papel histórico de lideranças e gestores que vêm estruturando a agenda de saúde digital no país, consolidando-a como política de Estado.

    O debate evidenciou um cenário global marcado por desigualdades no controle de dados, tecnologias e infraestrutura digital. Especialistas alertaram que grande parte desses recursos está concentrada em poucos países e corporações, o que pode ampliar a dependência tecnológica e comprometer a capacidade de resposta dos sistemas de saúde.

    Nesse contexto, os participantes defenderam que o SUS tem potencial para liderar uma transformação digital orientada ao interesse público, à redução das desigualdades e à geração de valor social. Para isso, é essencial fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), investir em inovação nacional e garantir governança pública sobre dados estratégicos.

    Também foram apresentadas iniciativas do Ministério da Saúde que já avançam nessa direção, como o Meu SUS Digital, a ampliação da telessaúde, o uso de inteligência artificial sob governança pública e o fortalecimento de sistemas de apoio à gestão.

    Ao final, o encontro reforçou que a transformação digital na saúde precisa estar alinhada aos princípios do SUS — universalidade, integralidade e equidade — e orientada por um projeto nacional que integre inovação, desenvolvimento e compromisso com a vida.

    Assista na íntegra

  • Saúde digital e cuidado aos territórios são destaque do Encontro Nacional de Periferias

    Saúde digital e cuidado aos territórios são destaque do Encontro Nacional de Periferias

    A transformação digital do SUS esteve no centro das ações do Ministério da Saúde durante o Encontro Nacional de Periferias, realizado em 21 de março, em São Paulo. A participação destacou como a saúde digital tem ampliado o acesso ao cuidado, especialmente por meio da telessaúde, com serviços que aproximam profissionais e usuários, reduzem distâncias e fortalecem a atenção nos territórios.

    Ao longo do dia, a Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI) marcou presença com um estande institucional e participação ativa na programação. No espaço, o público pôde conhecer, de forma prática, como funcionam as soluções digitais do SUS — incluindo orientações sobre como os municípios podem aderir à Oferta Nacional de Telediagnóstico, por meio da Rede Brasileira de Telessaúde.

    Mais do que apresentar tecnologias, a atuação da saúde digital mostrou, na prática, como a inovação pode ser uma aliada da equidade. A Secretária Adjunta de Informação e Saúde Digital, Maria Aparecida da Silva, reforçou esse compromisso:

    A transformação digital precisa considerar as diferenças dos territórios para ampliar o acesso e reduzir desigualdades.

    (Maria Aparecida da Silva)

    Segundo ela, o uso qualificado da informação em saúde está diretamente ligado à escuta da população. Um exemplo é o trabalho desenvolvido no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, onde as ações vêm sendo construídas com forte participação popular.

    Não é possível construir política pública sem a participação da população.

    (Maria Aparecida da Silva)

    Esse diálogo direto com os territórios tem permitido identificar demandas concretas, como a ampliação do cuidado em saúde mental e o fortalecimento das ações voltadas à saúde da mulher.

    Escuta, cuidado e presença no território

    A participação do Ministério foi marcada pela escuta ativa e pela interação com a população. O espaço reuniu movimentos sociais, gestores públicos e cidadãos de diferentes regiões, promovendo troca de experiências e construção coletiva de soluções para o SUS.

    As ações de prevenção também tiveram destaque, com a distribuição de preservativos internos e externos, além de autotestes de HIV. Equipes orientaram o público sobre prevenção, cuidado e acesso aos serviços de saúde.

    O estande contou ainda com materiais educativos em linguagem acessível, com foco na inclusão e no cuidado integral. Entre eles, cadernos voltados à saúde da população trans, que orientam profissionais e usuários sobre acolhimento e respeito às diversidades.

    Também foram apresentados programas estruturantes do SUS, como o Saúde da Família, o Consultório na Rua, o Brasil Sorridente e o Programa Saúde na Escola — iniciativas que atuam diretamente nos territórios e acompanham as necessidades da população ao longo do tempo.

    Durante o evento, representantes do Governo Federal e de instituições parceiras destacaram o papel das periferias na construção de políticas públicas e a importância da atuação conjunta entre Estado e sociedade civil.

    Periferia viva é periferia vacinada. Periferia viva é periferia com saúde.

    (Secretário Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, Guilherme Simões)

    É fundamental aproximar a saúde das periferias, do campo, das florestas e das águas.

    (Vice-Presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, Valcler Range)

    Não é apenas o SUS da vacina ou da consulta. É o SUS da democracia, do antirracismo e da dignidade do povo brasileiro.

    (Diretor do Departamento de Gestão Interfederativa e Participativa, André Luis Bonifácio de Carvalho)

    A participação social é fundamental para qualificar e fortalecer o SUS nos territórios.

    (Coordenador-geral de Participação e Articulação com os Movimentos Sociais, Rodrigo Leite)

    Ao longo do encontro, também foi divulgada uma pesquisa para avaliar os serviços de saúde, com o objetivo de ouvir a população e orientar melhorias nas ações do SUS.

    A presença do Ministério da Saúde — com forte atuação da saúde digital — reforça o compromisso com um SUS mais acessível, conectado e próximo das pessoas, construído a partir do território e da escuta ativa da população.

  • Carretas do SUS reduzem espera por exames e consultas

    Carretas do SUS reduzem espera por exames e consultas

    Levar atendimento especializado para mais perto da população e reduzir o tempo de espera por exames e consultas. Esse é o objetivo das carretas do programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do Ministério da Saúde que está chegando a diferentes regiões do país.

    Já são 52 carretas circulando pelo país, e dezenas de milhares de atendimentos, com milhares de jornadas de cuidado integrado.

    Em entrevista à Rádio CBN, a secretária da Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde explicou como funcionam as unidades móveis e de que forma elas ajudam a ampliar o acesso da população a serviços especializados do Sistema Único de Saúde (SUS).

    As carretas são equipadas com tecnologia para realização de exames e estão conectadas à rede digital do SUS, permitindo que profissionais registrem informações e encaminhem diagnósticos com mais agilidade. A iniciativa busca atender principalmente regiões com maior demanda por exames e procedimentos especializados.

    Durante a conversa, a secretária também destacou o papel da transformação digital na saúde pública. Ferramentas como o aplicativo Meu SUS Digital permitem que cidadãos acompanhem informações de saúde, recebam notificações de agendamentos e tenham acesso ao histórico de atendimentos diretamente pelo celular.

    Segundo ela, a integração entre tecnologia, atendimento presencial e serviços remotos ajuda a tornar o cuidado mais rápido, organizado e acessível para a população.

    Assista à entrevista completa no vídeo abaixo e saiba mais sobre como as carretas do programa Agora Tem Especialistas estão ampliando o acesso à saúde no SUS.

  • Seminário debate segurança da informação e proteção de dados na saúde pública

    Seminário debate segurança da informação e proteção de dados na saúde pública

    Brasília recebe, no dia 11 de março de 2026, o Seminário de Segurança da Informação na Saúde.

    O evento reunirá especialistas, gestores e servidores públicos para discutir como proteger dados e fortalecer os sistemas digitais que sustentam o Sistema Único de Saúde (SUS). O evento será realizado no Windsor Brasília Hotel, na Asa Norte, com transmissão ao vivo pelo canal do DATASUS no YouTube.

    O encontro será realizado em formato híbrido, com painéis temáticos e diálogos orientados, reunindo especialistas do governo federal, academia e instituições parceiras. A proposta é promover reflexões e compartilhar experiências sobre proteção de dados, prevenção de incidentes e fortalecimento da cultura de segurança da informação no setor público.

    A iniciativa ocorre em um momento em que o Ministério da Saúde administra um dos maiores ecossistemas digitais da administração pública brasileira, com milhões de dados e informações de saúde que precisam ser protegidos para garantir a continuidade dos serviços do SUS.

    Entre os temas abordados estão riscos cibernéticos, proteção de dados pessoais, boas práticas de segurança digital e o papel dos gestores na construção de uma cultura institucional de proteção da informação. O evento também dialoga com normas e recomendações nacionais, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a Política Nacional de Segurança da Informação, a Estratégia Nacional de Cibersegurança e orientações do Tribunal de Contas da União (TCU).

    O seminário é voltado para servidores e colaboradores do Ministério da Saúde, gestores do SUS, profissionais das áreas técnicas e administrativas e parceiros que utilizam sistemas e informações institucionais.

    O objetivo é sensibilizar os participantes sobre os riscos da segurança da informação, promover decisões responsáveis sobre o uso e compartilhamento de dados e fortalecer uma cultura de proteção das informações públicas em saúde.

    INSCREVA-SE

    Segurança da Informação: proteger dados é cuidar de vidas


    Acompanhe a programação detalhada

    08h30 – 10h00 | Abertura institucional

    A abertura contará com autoridades do Ministério da Saúde e de instituições parceiras, que irão destacar a importância da segurança da informação para garantir a confiabilidade dos dados e a continuidade dos serviços de saúde.

    Participam da mesa de abertura:

    • Adriano Massuda, secretário executivo do Ministério da Saúde
    • Ana Estela Haddad, secretária de Informação e Saúde Digital (Seidigi/MS)
    • André Luiz Bandeira Molina, secretário de Segurança da Informação e Cibernética do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI)

    Também participam representantes da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), Conass, Conasems, Secretaria de Governo Digital, Tribunal de Contas da União (TCU), Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e Conselho Nacional de Saúde (CNS).


    10h00 – 11h15 | Painel 1

    Segurança da Informação como pilar da boa gestão pública em saúde

    O painel discutirá como incidentes digitais podem impactar os serviços de saúde e a credibilidade das instituições públicas, além da responsabilidade dos gestores na proteção dos dados.

    Participantes:

    • Camilo Mussi – Subsecretário de TI do Ministério da Agricultura
    • Romário Cesar Almeida – CGSI/GSI
    • Gestor estadual ou municipal (convidado)

    Moderação: Paula Xavier, diretora do DATASUS.


    11h15 – 12h35 | Painel 2

    Como evitar armadilhas virtuais: da suspeita à ação

    Especialistas vão abordar ameaças digitais como engenharia social, fraudes e golpes virtuais, além de discutir como identificar e responder a incidentes de segurança.

    Participantes:

    • Marcelo de Sá – Coordenador de Segurança da Informação do DATASUS
    • Simone Ferreira – Polícia Civil do Distrito Federal
    • Nina Santos – Secretaria de Comunicação da Presidência da República
    • Gestor estadual ou municipal (convidado)

    Moderação: Danielle Ayres, diretora de Segurança da Informação do GSI.


    12h35 – 14h00 | Intervalo para almoço


    14h00 – 15h30 | Painel 3

    Privacidade e confiança nos dados de saúde: cuidar dos dados também é cuidar das pessoas

    O debate tratará da importância da proteção de dados sensíveis de saúde e de como a gestão adequada das informações fortalece a confiança da população nos serviços públicos.

    Participantes:

    • Loriza Andrade Vaz de Melo – Secretaria de Governo Digital
    • Ana Frazão – Universidade de Brasília
    • Caitlin Mulholland – PUC-Rio
    • Nicolo Zingales – FGV Direito Rio
    • Gestor estadual ou municipal (convidado)

    Moderação: Adriana Marques, encarregada pelo tratamento de dados pessoais do Ministério da Saúde.


    15h30 – 16h50 | Painel 4

    Incidentes de segurança: impactos e lições aprendidas

    O painel trará relatos e análises de incidentes cibernéticos que afetaram instituições públicas, destacando aprendizados e estratégias de resposta e continuidade dos serviços.

    Participantes:

    • Carlos Henrique Martins – GSI/INCA
    • Cinthia Tufaile – Hospital da Criança de Brasília
    • Leandro Ferreira – Superior Tribunal de Justiça
    • Gestor estadual ou municipal (convidado)

    Moderação: Marcelo de Sá, DATASUS.


    16h50 – 18h00 | Painel 5

    O papel do gestor na construção da cultura de segurança da informação

    O último painel discutirá como a liderança pode fortalecer a cultura institucional de proteção de dados e segurança digital no setor público.

    Participantes:

    • Ana Estela Haddad – Secretária de Informação e Saúde Digital
    • Adriano Massuda – Secretário Executivo do Ministério da Saúde
    • Diego Andrade – Auditor do Tribunal de Contas da União
    • André Luiz Bandeira Molina – GSI

    18h00 – 18h10 | Encerramento

    Encerramento com fala final da secretária Ana Estela Haddad.

  • Belém (PA) sediará oficina sobre federalização da Rede Nacional de Dados em Saúde

    Belém (PA) sediará oficina sobre federalização da Rede Nacional de Dados em Saúde

    Reunindo gestores, especialistas e representantes de instituições parceiras para discutir o uso estratégico de dados no Sistema Único de Saúde (SUS), a atividade integra o processo de expansão da Federalização da RNDS, iniciativa do Ministério da Saúde que amplia o acesso dos estados aos dados da rede nacional.

    A proposta permite que as Unidades Federativas recebam as informações em formato bruto, por meio de repositórios seguros, possibilitando armazenar, tratar e gerar análises próprias para apoiar a gestão em saúde.

    A RNDS é uma infraestrutura nacional que conecta sistemas e informações de saúde em todo o país e já pode ser acessada por plataformas como Meu SUS Digital, SUS Digital Profissional e SUS Digital Gestor, além de integrações por APIs. A federalização não cria uma nova base de dados, mas amplia o acesso dos estados às informações já existentes, fortalecendo a capacidade analítica e estratégica das gestões estaduais.

    A iniciativa integra uma política de longo prazo voltada à transformação digital do SUS. Após uma etapa piloto realizada entre 2024 e 2025, o projeto entrou na etapa estadual (julho de 2025 a julho de 2026), com a integração progressiva das demais unidades federativas.

    Durante a abertura da oficina, prevista para o dia 3 de março, a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, participará de forma on-line e deverá destacar que a federalização representa um marco de maturidade da saúde digital no país, reforçando o compromisso federativo do SUS e a importância do uso responsável e estratégico dos dados em saúde.

    O encontro contará com a participação de representantes do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (SESPA), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), além de conselhos e gestores estaduais e municipais.

    Entre os participantes previstos na mesa de abertura estão Paula Xavier, diretora do DATASUS; Felipe Ferré, representante do Conass; Lucas de Melo Dutra, do HAOC; Ualame Machado, secretário de Saúde do Pará; além de representantes do Conselho Estadual de Saúde e do COSEMS do Pará.

    Programação

    A oficina será realizada em três dias de atividades, com apresentações técnicas, debates e troca de experiências entre os estados.

    No primeiro dia (3/3), na sede da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (SESPA), os participantes irão discutir desafios e oportunidades para transformar dados em informação útil para a gestão, tanto na atenção primária quanto na média e alta complexidade. Também está prevista uma demonstração sobre credenciais e fluxo de acesso ao bucket da Federalização da RNDS, além da apresentação de experiências de estados que já avançaram no processo.

    No segundo dia (4/3), no Hotel Sagres, a programação abordará o cenário atual dos dados da RNDS, os desafios para expansão da rede e o funcionamento das plataformas do SUS Digital, além da discussão sobre planos de trabalho estaduais para ampliar o uso das informações.

    Já no terceiro dia (5/3), ocorrerá a cerimônia de entrega das credenciais de acesso ao bucket da RNDS, marco simbólico da ampliação do acesso dos estados aos dados da rede nacional. As atividades também incluirão trabalhos em grupo para discutir cenários de uso dos dados e estratégias de comunicação para consolidar a federalização da RNDS.

    A oficina integra os domínios estruturantes da iniciativa — institucional, governança, informação e informática e comunicação — e busca fortalecer o uso estratégico dos dados em saúde, ampliando benefícios para cidadãos, profissionais e gestores do SUS.

  • Telerretinografia gratuita com diagnóstico no dia em Goiânia (GO)

    Telerretinografia gratuita com diagnóstico no dia em Goiânia (GO)

    Com o intuito de reduzir o tempo de espera por serviços especializados no SUS, no dia 26 de fevereiro, o Ministério da Saúde disponibilizou o exame de telerretinografia, essencial para prevenção da cegueira, de forma gratuita e sem necessidade de agendamento prévio, para os moradores de Goiânia (GO) e região, na Feira Morada do Sol.

    Levar a telerretinografia e as funcionalidades do Meu SUS Digital à população é uma forma de demonstrar, na prática, como a transformação digital fortalece o cuidado, previne doenças e reduz o tempo de espera no SUS. Este exame permite detectar precocemente alterações no fundo do olho, favorecendo a identificação de doenças como retinopatia diabética, glaucoma, catarata e degeneração macular relacionada à idade.

    (Secretária Adjunta de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Maria Aparecida da Silva)

    A retinografia é o exame oftalmológico mais completo para observar e fotografar o olho, incluindo a retina, o nervo ótico e o fundo do olho. As imagens em alta resolução são capazes de apontar lesões que podem ser causar cegueira, como a retinopatia diabética, uma das complicações mais comuns e graves do diabetes.

    De maneira inovadora, o Ministério da Saúde disponibiliza a versão desse exame em telessaúde, possibilitando não só o exame, mas também o diagnóstico no mesmo dia, ao enviar as imagens para especialistas oftalmológicos, que observarão algum sinal de lesão no olho e farão o laudo à distância.

    A mobilização de diversos profissionais ao mesmo tempo, inclusive fora do estado, garante maior celeridade no diagnóstico.

    Em Goiânia, a técnica é desenvolvida pelo Núcleo de Telemedicina e Telessaúde da Universidade Federal de Goiás (UFG), por meio da Oferta Nacional de Telediagnósticos, do Ministério da Saúde.

    O exame também é indicado para prevenção de retinopatia hipertensiva, glaucoma, catarata, toxoplasmose ocular e Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI), e pode ser realizado por qualquer pessoa adulta e, no caso de crianças, aquelas a partir de 12 anos com diagnóstico de Diabetes Mellitus.

    Essa modalidade de exame é ofertada desde 2023, e os municípios interessados podem solicitar suporte à universidade. Além de Goiás, iniciativas de telessaúde em diversos estados brasileiros, como Maranhão e Acre, já utilizam a ferramenta para ampliar a oferta de serviços de saúde ocular.

    Agora Tem Especialistas é aliado na ampliação de atendimentos oftalmológicos

    Com o objetivo de desafogar a demanda por atendimento especializado nos estados e municípios, o Agora Tem Especialistas disponibiliza carretas de saúde, mutirões, ampliação do horário de atendimento em policlínicas, provimento de mais médicos especialistas, atendimento aos pacientes da rede pública em hospitais privados, entre outros.

    Em saúde ocular, o programa oferta carretas de saúde especializadas em oftalmologia, que já conseguiram zerar a fila por atendimento daqueles que esperavam por cirurgia de catarata em Ribeirão Preto (SP) e Ariquemes (RO).

    Com mais de 1,2 mil procedimentos cirúrgicos realizados em todas as carretas oftalmológicas do Agora Tem Especialistas, mais de mil pessoas voltaram a enxergar. Essas unidades móveis ofertam, também, outros procedimentos como mapeamento de retina e ultrassom ocular.

    Ao todo, atualmente 47 carretas do programa estão disponíveis, sendo 33 de saúde da mulher, nove de exames de imagem e cinco especializadas em oftalmologia.

    Atendimento odontológico, vacinação e outras ações disponíveis

    O Governo do Brasil na Rua é uma iniciativa do Governo Federal que leva serviços públicos gratuitos diretamente para a população, ampliando o acesso a saúde, a direitos e à cidadania. Além da telerretinografia, a ação também ofertou vacinação, atendimento odontológico e prevenção às infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Além de orientação sobre acesso e uso do aplicativo Meu SUS Digital.

  • Agenda histórica de saúde digital no Mercosul inaugura novo capítulo de integração regional

    Agenda histórica de saúde digital no Mercosul inaugura novo capítulo de integração regional

    Brasília sediou, entre os dias 15 e 17 de setembro, a primeira Reunião Ordinária do Comitê Ad Hoc de Saúde Digital e Tecnologias Associadas à Saúde do Mercosul (CAHTAS), sob a Presidência Pro Tempore brasileira. O encontro marcou um momento histórico: foi a primeira vez que o bloco discutiu de forma estruturada e oficial a agenda da saúde digital, consolidando o tema como prioridade estratégica para o futuro da integração regional.

    Um marco para a transformação digital em saúde

    A iniciativa nasceu da Declaração sobre Novas Tecnologias Associadas à Saúde, aprovada em junho de 2025, durante a presidência argentina. O documento reconheceu que a transformação digital pode ampliar o acesso aos serviços de saúde, melhorar a qualidade do cuidado e otimizar gastos, além de alertar para o risco de desigualdades tecnológicas entre os países do bloco. Também destacou a urgência de coordenar esforços em proteção de dados, cibersegurança, interoperabilidade e soberania digital.

    Foi esse cenário que impulsionou a criação do CAHTAS, agora fortalecido pelo trabalho liderado pela Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), do Ministério da Saúde do Brasil.

    Três dias de cooperação, diagnósticos e pactuações

    Durante os três dias de reunião em Brasília, representantes da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai participaram de quatro atividades centrais:

    • 1. Apresentação dos panoramas nacionais de telessaúde e saúde digital, com destaque para iniciativas como o MiArgentina, a consolidação da conectividade e da telemedicina no Paraguai, a robusta História Clínica Eletrônica Nacional do Uruguai e, no Brasil, o avanço conduzido pelo Programa SUS Digital, pela RNDS e pelas novas plataformas SUS Digital.
    • 2. Visita técnica ao Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), referência nacional em soluções digitais, hospital sem papel e inovação em IA aplicada à saúde.
    • 3. Discussão e elaboração do Programa de Trabalho 2025–2026, que estruturará a cooperação regional em saúde digital.
    • 4. Aprovação da proposta de declaração do Mercosul Saúde sobre transformação digital, destinada aos Coordenadores Nacionais e aos Ministros.

    Um Programa de Trabalho para transformar o futuro

    Como esta foi a primeira reunião oficial do CAHTAS, as delegações optaram por um Programa de Trabalho enxuto, porém estratégico, organizado em três grandes objetivos:

    • Governança em Saúde Digital: compartilhamento de políticas nacionais, promoção de boas práticas em segurança da informação e alinhamento regional de padrões e terminologias.
    • Tecnologias aplicadas ao cuidado em saúde: fortalecimento da telessaúde no bloco, troca de conhecimentos regulatórios e avaliação da Segunda Opinião Formativa em nível regional, além de atenção especial às regiões de fronteira.
    • Tecnologias para ensino e pesquisa: criação de um espaço permanente de formação no site da Secretaria do Mercosul e aproximação com outras instâncias do Mercosul Saúde para fomentar inovação e desenvolvimento tecnológico conjunto.

    Cooperação que fortalece o presente e prepara o amanhã

    A reunião também evidenciou a força da articulação entre universidades, serviços de saúde e instâncias governamentais. A visita ao HUB-UnB reforçou o papel da pesquisa e da inovação como alicerces da transformação digital, algo valorizado pelas delegações, que destacaram a importância de integrar ciência, gestão e cuidado na construção de uma saúde digital mais inclusiva.

    Um começo que abre caminho para a integração digital no Mercosul

    Esta reunião inaugural do CAHTAS representa mais do que um encontro técnico: marca o início de uma agenda de integração digital em saúde no Mercosul, com potencial para transformar a vida de milhões de cidadãos.

    Ao começar a discutir padrões regionais, interoperabilidade transfronteiriça e harmonização de terminologias, o bloco abre portas para avanços como a continuidade do cuidado para populações imigrantes e fronteiriças e facilitação do atendimento a viajantes.

    A atuação da SEIDIGI foi central para consolidar esse primeiro passo, que simboliza o início de uma jornada mais ampla em direção a um Mercosul digitalmente integrado, colaborativo e preparado para os desafios do século XXI.

    Para mais informações e acesso a documentos deste e outros Comitês do Mercosul, acessar: https://www.mercosur.int/pt-br/

  • Ministério da Saúde cria ferramentas para ajudar cidadãos a decidir sobre a própria saúde

    Ministério da Saúde cria ferramentas para ajudar cidadãos a decidir sobre a própria saúde

    O Ministério da Saúde está desenvolvendo novas ferramentas digitais para apoiar a população na tomada de decisões sobre a própria saúde. Chamadas de Ajudas Decisionais, elas reúnem informações confiáveis e apresentadas de forma simples, permitindo que cada pessoa compreenda melhor as alternativas de cuidado disponíveis.

    A proposta é oferecer mais clareza sobre benefícios, riscos e possíveis impactos de cada escolha, favorecendo uma participação mais ativa dos cidadãos nas conversas com os profissionais de saúde.

    A iniciativa fortalece o modelo de decisão compartilhada, em que paciente e profissional analisam juntos as opções disponíveis para definir a conduta mais adequada a cada situação.

    Desenvolvidas no âmbito de uma cooperação técnica com o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme/Opas), as Ajudas Decisionais são baseadas em evidências científicas e utilizam linguagem acessível. O objetivo é apresentar, de forma clara, informações sobre riscos, benefícios, alternativas terapêuticas e possíveis impactos físicos, emocionais e sociais, apoiando escolhas mais conscientes e informadas.

    As primeiras ferramentas estão sendo elaboradas com foco na saúde da mulher. Entre os temas em desenvolvimento estão:

    • Métodos contraceptivos para mulheres adultas;
    • Métodos contraceptivos para adolescentes;
    • Terapia hormonal na menopausa.

    Cada material segue um Procedimento Operacional Padrão (POP), fundamentado em referências internacionais, que contempla etapas como:

    • Definição do escopo;
    • Revisão da literatura científica;
    • Síntese das evidências;
    • Escuta qualificada de pacientes;
    • Desenvolvimento do layout e validação técnica.

    As Ajudas Decisionais poderão ser utilizadas antes, durante ou após a consulta, contribuindo para ampliar a autonomia das mulheres e sua participação nas decisões relacionadas à própria saúde.

    Atualmente, os três temas encontram-se na fase de validação com profissionais de saúde e pacientes, que avaliam aspectos como clareza, compreensão, aceitação e viabilidade de uso na prática clínica.

    Nesta etapa, participam entre cinco e sete profissionais e de dez a 15 pacientes, em testes realizados em unidades de saúde do Rio de Janeiro, incluindo serviços localizados no Complexo da Maré. Após essa fase, os materiais seguirão para um projeto piloto antes da publicação da versão final. Esse processo contribui para garantir que as ferramentas sejam úteis, acessíveis e adequadas à realidade dos serviços do SUS.

    Além da produção dos conteúdos, o Ministério da Saúde também está estruturando o Portal das Ajudas Decisionais, que disponibilizará os materiais em PDF e em uma plataforma digital interativa, facilitando o acesso e a navegação dos usuários.

    A iniciativa representa um importante avanço na qualificação do cuidado em saúde, ao promover relações mais equilibradas e participativas entre profissionais e pacientes, fortalecendo a autonomia das pessoas e contribuindo para seu bem-estar.