Author: rafael.depaula

  • SUS ganha painel para acompanhar serviços de Telessaúde

    SUS ganha painel para acompanhar serviços de Telessaúde

    A tecnologia tem transformado a forma como o cuidado em saúde chega às pessoas. No Sistema Único de Saúde (SUS), a Saúde Digital amplia o acesso aos serviços, reduz as distâncias e contribui para o atendimento mais ágil e integrado em todo o país.

    Nesse contexto, o Ministério da Saúde disponibilizou um painel informativo que reúne dados sobre os serviços de telessaúde no SUS. A ferramenta permite acompanhar, de forma simples e transparente, como esses atendimentos estão sendo ofertados em todo o Brasil.

    Desenvolvido pela Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), o painel organiza dados de diferentes sistemas oficiais e apresenta, por exemplo, onde os serviços estão disponíveis, como são utilizados e como se distribuem entre os territórios.

    Além de apoiar o monitoramento das ofertas, permite identificar regiões com menor cobertura de atendimento. Com isso, é possível direcionar esforços, reduzir desigualdades e ampliar o acesso à saúde, especialmente em áreas mais remotas.

    A iniciativa também fortalece o Programa Agora Tem Especialistas ao apoiar a ampliação do acesso da população a atendimentos especializados em todo o país. A partir da integração de informações de bases como o Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES), o Sistema de Informação da Atenção Primária à Saúde (SIAPS) e o Sistema de Informação Ambulatorial (SIA), oferece uma visão mais completa do funcionamento da telessaúde no Brasil.

    A telessaúde é uma das frentes da transformação digital do SUS e atua como complemento ao atendimento presencial. Por meio dela, a população pode acessar serviços como teleconsulta, teleconsultoria, teleinterconsulta, telediagnóstico, telemonitoramento e teleorientação, ampliando as possibilidades de cuidado.

    A iniciativa integra a Rede Brasileira de Telessaúde e tem contribuído para expandir o acesso a consultas, exames e atendimentos especializados.

    Entre 2024 e 2025, já foram realizados mais de 5,7 milhões de atendimentos em 2.929 municípios brasileiros, demonstrando o avanço desse modelo no país.

    Acesse aqui o painel e confira os dados atualizados sobre os serviços de Telessaúde no SUS.

  • Ministério da Saúde lança plataforma de dados georreferenciados de saúde

    Lançada em novembro de 2025, durante a COP 30, em Belém, a Infraestrutura de Dados Espaciais do Ministério da Saúde (IDE-MS) é uma plataforma estratégica pública e aberta (baseada em open source – Geonode), criada para organizar, estruturar, catalogar e disponibilizar, de forma padronizada, dados geoespaciais (dados com referência geográfica, como mapas, imagens de satélite e coordenadas) relacionados à saúde pública no Brasil.

    Na prática, a plataforma funciona como um repositório de dados confiáveis e um portal de acesso a informações com localização geográfica, permitindo integração, interoperabilidade e visualização de dados.

    Reunindo, atualmente, 135 conjuntos de dados (sendo 15 relacionados a informações climáticas), a IDE-MS permite integrar e cruzar informações espaciais de múltiplas fontes oficiais (como IBGE, INPE, INMET e Cemaden), otimizando a capacidade do Estado de monitorar doenças, planejar serviços, analisar riscos e subsidiar políticas públicas. Com os dados disponíveis na IDE-MS é possível, por exemplo, realizar:

    • Monitoramento de doenças: Analisar a distribuição geográfica de arboviroses (como dengue, zika e chikungunya) e de outros agravos de saúde.
    • Planejamento de serviços: Mapear a distribuição de unidades de saúde (como UBS e UPA), equipes de Saúde da Família e outros recursos para otimizar o planejamento e a alocação de investimentos.
    • Análise de riscos: Explorar a relação entre clima e saúde, identificando áreas de risco ambiental ou social, que podem afetar a saúde da população.
    • Apoio a Políticas Públicas: Fornecer dados concretos para a gestão e formulação de políticas de saúde, como a territorialização e o cadastramento da população.

    Dessa forma, a IDE-MS promove a gestão territorial da saúde baseada em evidências, democratiza o acesso aos dados geoespaciais da saúde e promove a integração e o melhor uso das informações no setor, empoderando profissionais, gestores, pesquisadores e sociedade.

    Vale destacar que, depois de 10 anos de hiato, a plataforma volta a inserir o MS no contexto da INDE: a Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais, responsável por organizar, padronizar e compartilhar os dados geoespaciais do governo brasileiro.

    Fotos: Rafael de Paula

  • Inteligência Artificial na saúde: como novas regras podem proteger o paciente

    Inteligência Artificial na saúde: como novas regras podem proteger o paciente

    A Inteligência Artificial (IA) já faz parte da saúde no Brasil.
    Ela ajuda a organizar filas, apoiar diagnósticos e melhorar o atendimento.

    Também pode auxiliar profissionais na tomada de decisão e até no registro das informações dos pacientes, como no prontuário falado.

    Com tantos avanços, surge uma pergunta importante:
    como garantir que essa tecnologia seja usada com segurança?


    Por que é importante criar regras?

    • A regulação da IA é um passo essencial. Ela ajuda a garantir que a tecnologia seja usada de forma ética, segura e responsável.
    • Sem regras claras, podem surgir problemas. Por exemplo, erros em diagnósticos ou decisões injustas baseadas em dados.
    • Por isso, o objetivo é encontrar equilíbrio:
      usar a tecnologia para melhorar o cuidado, sem colocar as pessoas em risco.

    O que o Ministério da Saúde já está fazendo?

    O tema já está sendo trabalhado no SUS. Dentro do programa SUS Digital, o Ministério da Saúde desenvolve iniciativas com uso de IA.

    Essas ações ajudam, por exemplo:

    • a melhorar diagnósticos
    • a organizar filas de atendimento
    • a apoiar decisões sobre compra de medicamentos

    Tudo isso com foco em melhorar o cuidado com a população.

    Seminário de Inteligência Artificial na Saúde

    O Ministério da Saúde (MS), por meio da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI) e da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos (ASPAR), promoveu, em 2 de setembro de 2025, o Seminário de Inteligência Artificial na Saúde.

    O evento reuniu autoridades e especialistas para discutir os impactos da regulação da IA no setor. O foco principal foi o Projeto de Lei nº 2.338/2023, conhecido como o Marco Regulatório da Inteligência Artificial no Brasil.

    A mesa de abertura contou com a participação da secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad; do secretário de Políticas Digitais da Presidência da República, João Brant; e da chefe da Assessoria de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério da Saúde, Vivian Mendes.

    Confira aqui o vídeo do seminário:


    O que está sendo discutido no Brasil?

    O país está debatendo uma lei específica sobre o tema.
    É o Projeto de Lei nº 2.338/2023, conhecido como o Marco da Inteligência Artificial.

    PL 2338/2023: Dispõe sobre o desenvolvimento, o fomento e o uso ético e responsável da inteligência artificial com base na centralidade da pessoa humana.

    • Essa proposta cria regras para o uso da IA no Brasil.
    • O foco é garantir segurança, transparência e respeito aos direitos das pessoas.
    • O projeto já foi aprovado no Senado e está em análise na Câmara dos Deputados.

    O que muda na prática?

    A ideia é que sistemas de IA mais sensíveis — como os usados na saúde — tenham regras mais rigorosas.

    Isso significa:

    • mais controle
    • mais transparência
    • mais proteção para quem usa os serviços

    Também prevê que as pessoas tenham direito de entender decisões feitas com apoio de tecnologia.


    Um caminho de equilíbrio

    Como uma “terceira via”, a proposta surge entre os modelos regulatórios mais detalhados da União Europeia (AI Act) e a abordagem mais “desregulatória” americana. Os pilares do projeto incluem a proteção de todos os direitos fundamentais; a busca pela segurança jurídica para empresas e cidadãos; e uma abordagem baseada em risco.

    • A proposta brasileira busca um meio-termo. Nem rígida demais, nem sem regras.
    • O objetivo é permitir inovação, sem abrir mão da segurança.
    • Na prática, isso significa usar a tecnologia como aliada, com as pessoas no centro do cuidado.

    A proposta prevê um sistema de supervisão híbrido, articulando agências setoriais como a Anvisa, sob uma coordenação centralizada, sendo a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) fortemente cogitada para esse papel.