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  • Inteligência Artificial na saúde: como novas regras podem proteger o paciente

    Inteligência Artificial na saúde: como novas regras podem proteger o paciente

    A Inteligência Artificial (IA) já faz parte da saúde no Brasil.
    Ela ajuda a organizar filas, apoiar diagnósticos e melhorar o atendimento.

    Também pode auxiliar profissionais na tomada de decisão e até no registro das informações dos pacientes, como no prontuário falado.

    Com tantos avanços, surge uma pergunta importante:
    como garantir que essa tecnologia seja usada com segurança?


    Por que é importante criar regras?

    • A regulação da IA é um passo essencial. Ela ajuda a garantir que a tecnologia seja usada de forma ética, segura e responsável.
    • Sem regras claras, podem surgir problemas. Por exemplo, erros em diagnósticos ou decisões injustas baseadas em dados.
    • Por isso, o objetivo é encontrar equilíbrio:
      usar a tecnologia para melhorar o cuidado, sem colocar as pessoas em risco.

    O que o Ministério da Saúde já está fazendo?

    O tema já está sendo trabalhado no SUS. Dentro do programa SUS Digital, o Ministério da Saúde desenvolve iniciativas com uso de IA.

    Essas ações ajudam, por exemplo:

    • a melhorar diagnósticos
    • a organizar filas de atendimento
    • a apoiar decisões sobre compra de medicamentos

    Tudo isso com foco em melhorar o cuidado com a população.

    Seminário de Inteligência Artificial na Saúde

    O Ministério da Saúde (MS), por meio da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI) e da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos (ASPAR), promoveu, em 2 de setembro de 2025, o Seminário de Inteligência Artificial na Saúde.

    O evento reuniu autoridades e especialistas para discutir os impactos da regulação da IA no setor. O foco principal foi o Projeto de Lei nº 2.338/2023, conhecido como o Marco Regulatório da Inteligência Artificial no Brasil.

    A mesa de abertura contou com a participação da secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad; do secretário de Políticas Digitais da Presidência da República, João Brant; e da chefe da Assessoria de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério da Saúde, Vivian Mendes.

    Confira aqui o vídeo do seminário:


    O que está sendo discutido no Brasil?

    O país está debatendo uma lei específica sobre o tema.
    É o Projeto de Lei nº 2.338/2023, conhecido como o Marco da Inteligência Artificial.

    PL 2338/2023: Dispõe sobre o desenvolvimento, o fomento e o uso ético e responsável da inteligência artificial com base na centralidade da pessoa humana.

    • Essa proposta cria regras para o uso da IA no Brasil.
    • O foco é garantir segurança, transparência e respeito aos direitos das pessoas.
    • O projeto já foi aprovado no Senado e está em análise na Câmara dos Deputados.

    O que muda na prática?

    A ideia é que sistemas de IA mais sensíveis — como os usados na saúde — tenham regras mais rigorosas.

    Isso significa:

    • mais controle
    • mais transparência
    • mais proteção para quem usa os serviços

    Também prevê que as pessoas tenham direito de entender decisões feitas com apoio de tecnologia.


    Um caminho de equilíbrio

    Como uma “terceira via”, a proposta surge entre os modelos regulatórios mais detalhados da União Europeia (AI Act) e a abordagem mais “desregulatória” americana. Os pilares do projeto incluem a proteção de todos os direitos fundamentais; a busca pela segurança jurídica para empresas e cidadãos; e uma abordagem baseada em risco.

    • A proposta brasileira busca um meio-termo. Nem rígida demais, nem sem regras.
    • O objetivo é permitir inovação, sem abrir mão da segurança.
    • Na prática, isso significa usar a tecnologia como aliada, com as pessoas no centro do cuidado.

    A proposta prevê um sistema de supervisão híbrido, articulando agências setoriais como a Anvisa, sob uma coordenação centralizada, sendo a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) fortemente cogitada para esse papel.