Moradora de Piçarra, município localizado a cerca de 745 quilômetros de Belém, a coordenadora pedagógica Bruna Alves, de 32 anos, encontrou na telessaúde uma forma de garantir o acompanhamento especializado do filho sem precisar enfrentar longas viagens até a capital. Heitor, de 8 anos, faz acompanhamento com neuropediatra por meio do Núcleo de Telessaúde da Universidade do Estado do Pará (UEPA).
É maravilhoso, é gratificante, porque a questão da flexibilidade, a questão da economia e o atendimento humanizado. Na verdade, é o meu filho que faz acompanhamento com o neuropediatra pela telemedicina. Eu só tenho mesmo a agradecer pela qualidade dos profissionais, pela economia e pela flexibilidade. É maravilhoso o atendimento.
(Bruna Alves)
Histórias como a de Bruna têm se tornado cada vez mais frequentes desde a implantação do Núcleo de Telessaúde da UEPA, em setembro de 2024. Atualmente, a iniciativa atende 27 municípios paraenses por meio de teleconsultas e teleinterconsultas nas especialidades de neurologia, cardiologia, ortopedia, dermatologia, urologia e reumatologia.
O objetivo é ampliar o acesso da população a especialistas sem a necessidade de longos deslocamentos até a capital, realidade comum em um estado marcado por grandes distâncias geográficas e desafios logísticos.
Segundo o coordenador do núcleo, Emanoel de Jesus Souza, a procura pelo serviço já supera a capacidade inicialmente prevista pelo projeto.
Hoje realizamos cerca de 900 consultas por mês. A demanda é muito maior do que a prevista inicialmente e recebemos constantemente solicitações de novos municípios interessados em aderir ao serviço.
(coordenador do núcleo, Emanoel de Jesus Souza)
Além das consultas, o núcleo também realiza teleinterconsultas, modalidade em que profissionais da Atenção Primária podem discutir casos clínicos com especialistas, fortalecendo a resolutividade do cuidado nos territórios.
Atendimento para quem mais precisa
A atuação do núcleo vai além dos municípios participantes e alcança populações que historicamente enfrentam maiores barreiras de acesso à saúde.
Entre os beneficiados estão comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas e pessoas privadas de liberdade. Em uma comunidade quilombola da região de Oriximiná, por exemplo, os atendimentos são realizados por teleconsulta com apoio de agentes comunitários de saúde. A localidade fica a cerca de oito horas de barco da sede do município e não conta com médico permanente.
O serviço também atende pessoas privadas de liberdade em unidades prisionais da região de Marituba. Com a telemedicina, pacientes conseguem receber acompanhamento especializado sem a necessidade de deslocamentos que demandariam viaturas, escolta e mobilização de equipes de segurança.
Outra frente de atuação ocorre em parceria com a Marinha do Brasil, que realiza ações de assistência à saúde em comunidades ribeirinhas de difícil acesso. Aproveitando a estrutura de conectividade disponível nas embarcações, especialistas do núcleo participam das missões levando atendimento remoto a regiões onde o acesso aos serviços de saúde ainda é um desafio.
Casos resolvidos sem necessidade de deslocamento
Os impactos da iniciativa já podem ser percebidos na vida dos pacientes. Um dos casos destacados pela equipe foi o de uma criança que aguardava havia dois anos por uma consulta em neuropediatria. O atendimento foi realizado por meio da telessaúde, permitindo avaliação especializada sem a necessidade de deslocamento até a capital.
Outro exemplo é o de um paciente vítima de acidente de motocicleta que recebeu acompanhamento ortopédico remoto após passar por cirurgia. Durante a teleconsulta, os profissionais identificaram sinais iniciais de infecção na região operada e providenciaram rapidamente seu encaminhamento para atendimento presencial. A intervenção precoce evitou o agravamento do quadro e contribuiu para a recuperação do paciente.
Para o médico ortopedista Edmilson Brabo, a telessaúde tem papel fundamental em um estado das dimensões do Pará.
A gente consegue levar atendimento especializado para pessoas que muitas vezes teriam dificuldade para chegar a um especialista. Além disso, quando há necessidade de avaliação presencial, o paciente já chega com exames e acompanhamento iniciados, o que agiliza a continuidade do cuidado.
(Dr. Edmilson Brabo)
Atualmente, a ortopedia é a especialidade mais procurada pelos usuários do serviço, seguida pela dermatologia. Entre as principais demandas estão dores na coluna, ombros e joelhos, além de doenças dermatológicas que exigem acompanhamento especializado.
Formação profissional e teleeducação
Além da assistência, o núcleo também atua na formação de profissionais e estudantes da área da saúde. Acadêmicos de medicina e enfermagem acompanham os atendimentos e participam de estudos sobre o perfil epidemiológico dos pacientes e a qualidade dos serviços prestados.
A teleeducação é outro eixo importante da iniciativa. Professores da universidade realizam webconferências e cursos voltados para profissionais da rede pública, abordando temas definidos pelos próprios municípios de acordo com suas necessidades locais.
As aulas são transmitidas ao vivo e, posteriormente, disponibilizadas em ambiente virtual, ampliando o acesso ao conhecimento e fortalecendo a educação permanente em saúde.
Para William, estudante de medicina e estagiário do núcleo, a experiência contribui tanto para a formação acadêmica quanto para a compreensão da realidade do SUS.
O Pará é um estado muito grande e muitos pacientes vivem a horas de distância da capital. A telessaúde ajuda a resolver demandas sem que essas pessoas precisem viajar longas distâncias para conseguir atendimento especializado.
(estagiário do núcleo, William)
Perspectivas de expansão
Com a crescente demanda pelos serviços, o Núcleo de Telessaúde da UEPA planeja ampliar sua atuação nos próximos anos. Entre as propostas estão a oferta de novas especialidades, como psiquiatria e infectologia, além da expansão das ações de telediagnóstico.
A equipe também trabalha para fortalecer a emissão de laudos à distância em áreas como radiologia, eletrocardiograma e eletroencefalograma, além de ampliar as atividades de teleeducação para profissionais da rede de saúde.
Em um território marcado por grandes distâncias geográficas e desafios de acesso, a experiência da UEPA demonstra como a saúde digital pode aproximar especialistas de quem mais precisa. Para famílias como a de Bruna e Heitor, a tecnologia representa não apenas comodidade, mas a possibilidade de receber acompanhamento especializado com qualidade, continuidade e cuidado mais perto de casa.
O SUS É um patrimônio do povo brasileiro. É o maior sistema público de acesso universal do mundo. Nenhum país com mais de 100 milhões de habitantes tem um sistema como um SUS e, somos 203 mil de habitantes. Quase 75% da população brasileira depende do SUS para a sua saúde. Os outros 25%, de alguma maneira, utilizam.
(Secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad)
As informações da nova ferramenta auxiliam na identificação de possíveis relações entre condições de adoecimento e fatores presentes no ambiente de trabalho.
De forma simples e acessível, os usuários podem consultar informações organizadas por doença, código CID e agentes causadores.
O novo miniapp sobre Doenças Relacionadas à Saúde do Trabalhador já está disponível no Meu SUS Digital. A ferramenta facilita o acesso da população a informações qualificadas sobre agravos ocupacionais, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre doenças associadas ao trabalho, seus fatores de risco e possíveis impactos na saúde.
A novidade foi lançada no dia 10 de junho pela Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI/MS), por meio do Departamento de Informação e Informática do SUS (DATASUS/SEIDIGI), e pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS), durante o Renasttão, encontro da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (Renastt).
A iniciativa fortalece a transparência e a disseminação do conhecimento em saúde, utilizando a tecnologia para aproximar os cidadãos de conteúdos que apoiam a prevenção, a vigilância e o cuidado.
Representante do DATASUS/SEIDIGI, Marcos Nobre, em evento de lançamento do miniapp sobre Doenças Relacionadas à Saúde do Trabalhador.
Para acessar o miniapp, acesse o Meu SUS Digital disponível gratuitamente nas principais lojas de aplicativos (Android e iOS) ou navegue pela versão web: meususdigital.saude.gov.br.
O Núcleo de Telemedicina e Telessaúde de Goiás, vinculado à Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG), tem se consolidado como uma das principais experiências de saúde digital do país.
Criado em 2007, o serviço nasceu como parte de uma estratégia nacional de apoio à Atenção Primária à Saúde e, desde então, vem ampliando o acesso da população a ações de teleassistência, telediagnóstico, teleducação e apoio técnico às equipes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Atualmente, o Núcleo atua em 241 dos 246 municípios goianos e também apoia municípios de outros estados por meio da oferta nacional de serviços, especialmente na área de teleoftalmologia.
A estrutura conta com equipe multiprofissional, colaboradores, teleconsultores e especialistas que auxiliam profissionais da rede pública na discussão de casos, emissão de laudos e qualificação do cuidado.
Na prática, o Núcleo funciona como uma ponte entre os profissionais que estão nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e especialistas que podem apoiar o diagnóstico, a conduta clínica e a continuidade do cuidado. A proposta não substitui o atendimento presencial. Ao contrário, fortalece a rede local, complementa o trabalho das equipes e contribui para ampliar o acesso da população a serviços especializados, principalmente em municípios com maior dificuldade de deslocamento, carência na oferta de exames e disponibilidade de especialistas.
A atuação do Núcleo está alinhada à Rede Brasileira de Telessaúde, iniciativa do Ministério da Saúde voltada à expansão dos serviços de telessaúde no SUS. A rede apoia profissionais, gestores e serviços de saúde com modalidades como teleconsulta, teleconsultoria, teleinterconsulta, telediagnóstico, telemonitoramento e teleorientação.
A estratégia integra o Programa SUS Digital e é conduzida no âmbito das ações da Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS).
Como funciona o acesso aos serviços
O acesso aos serviços do Núcleo começa, em geral, pelo município. Secretarias Municipais de Saúde, coordenadores locais ou gestores da Atenção Primária formalizam o interesse e realizam o credenciamento junto ao Telessaúde Goiás. No caso dos municípios goianos, o contato pode ser feito diretamente com o Núcleo. Já para municípios de outros estados, especialmente quando se trata da oferta nacional, o fluxo passa pelo Ministério da Saúde, por meio da SEIDIGI, que recebe a manifestação de interesse e encaminha a solicitação à UFG para análise e organização do serviço.
Após o cadastro, as equipes das UBS passam a interagir diretamente com o Núcleo. Médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde cadastrados podem acessar a plataforma, enviar dúvidas, discutir casos clínicos, solicitar teleconsultorias ou encaminhar exames para emissão de laudos, conforme a modalidade disponível.
De acordo com Rogerio Gomes Arantes, gerente administrativo do Núcleo de Telemedicina e Telessaúde de Goiás, o processo começa com a manifestação formal do município e, depois da liberação, os profissionais da rede local passam a ter acesso às atividades.
O município deve, por meio do secretário ou coordenador, entrar em contato conosco, via ofício, para fazermos o cadastro no projeto telessaúde. A partir do momento em que o município é liberado, o profissional autorizado pela unidade já consegue acessar os serviços.
(Rogério Arantes)
Para o funcionamento básico, o município precisa dispor de internet, computador e conexão adequada para uso da plataforma. No caso de exames específicos, como a retinografia, também é necessário contar com equipamentos próprios ou receber a campanha itinerante organizada pelo Núcleo, quando disponível.
Resumo
1️⃣ Manifestação de Interesse
???? Município solicita adesão ao programa
Secretário Municipal de Saúde
Coordenador local
Gestor da Atenção Primária
➡️ Envia ofício e solicita credenciamento
2️⃣ Credenciamento
Municípios de Goiás
????️ Contato direto com o Núcleo de Telessaúde Goiás
Municípios de outros estados
???? Solicitação enviada ao Ministério da Saúde (SEIDIGI)
➡️ Ministério encaminha à UFG para análise
3️⃣ Cadastro e Liberação
✅ Município aprovado
➡️ Profissionais autorizados da rede municipal recebem acesso à plataforma
Médicos
Enfermeiros
Demais profissionais de saúde
4️⃣ Acesso aos Serviços
???? Plataforma Telessaúde Goiás
Os profissionais podem:
???? Solicitar teleconsultorias
???? Discutir casos clínicos
❓ Tirar dúvidas com especialistas
???? Encaminhar exames para laudos
???? Participar de ações de educação permanente
5️⃣ Estrutura Necessária
???? Unidade Básica de Saúde
É preciso ter:
???? Internet
???? Computador
???? Conexão adequada para a plataforma
6️⃣ Serviços Especializados
????️ Exames como retinografia
Necessário:
???? Equipamento próprio
ou
???? Atendimento por campanhas itinerantes do Núcleo
Resultado
❤️ Mais acesso a especialistas
⚡ Diagnóstico mais rápido
???? Capacitação permanente das equipes
???? Fortalecimento do SUS Digital nos municípios
Sugestão visual do fluxo
???? Solicitação do Município ⬇️ ✅ Credenciamento ⬇️ ????⚕️ Cadastro dos Profissionais ⬇️ ???? Acesso à Plataforma ⬇️ ???? Teleconsultorias | ???? Laudos | ???? Capacitação ⬇️ ❤️ Mais cuidado para a população pelo SUS Digital
Serviços disponibilizados
O Telessaúde Goiás oferece um conjunto de serviços voltados ao apoio da rede pública, com foco na Atenção Primária. Entre as principais frentes estão a teleassistência, a teleducação, o telediagnóstico, as teleconsultorias e as ações de suporte técnico e de gestão.
Na teleassistência, profissionais das UBS podem discutir casos clínicos com especialistas e receber orientações para qualificar a conduta. A modalidade funciona como uma segunda opinião formativa, contribuindo para aumentar a resolutividade da Atenção Primária e reduzir encaminhamentos desnecessários.
Na teleducação, o Núcleo disponibiliza aulas, cursos, seminários, webconferências, conteúdos gravados e discussões voltadas aos profissionais de saúde. A estratégia fortalece a educação permanente, permite atualização das equipes e ajuda a levar conhecimento técnico a municípios distantes dos grandes centros.
No telediagnóstico, uma das principais frentes do Núcleo, são realizados laudos à distância em telecardiologia e teleoftalmologia. Na cardiologia, o serviço inclui laudos de eletrocardiograma. Na oftalmologia, o destaque é a retinografia, exame de imagem que permite avaliar o fundo do olho e identificar precocemente doenças que podem comprometer a visão.
Entre 2015 e 2026, o Telessaúde Goiás realizou 22.654 exames de telerretinografia e 80.850 atendimentos em telecardiologia. No campo da educação em saúde, foram registrados 430.617 acessos a teleaulas gravadas e 384.944 participações em teleaulas ao vivo.
Campanha de detecção das principais causas de cegueira
Uma das ações mais reconhecidas do Núcleo é a campanha de detecção das principais causas de cegueira, realizada com uso de retinógrafo. A ação é voltada especialmente à identificação de doenças como catarata, glaucoma, retinopatia diabética, degeneração macular relacionada à idade, pterígio e outras alterações relacionadas à retina.
Segundo Grazielle Almeida Madriny Paim, auxiliar de enfermagem do Telessaúde Goiás e responsável pela organização da campanha de detecção das principais causas de cegueira no estado, o serviço é gratuito para os municípios credenciados e pode ser solicitado pelo gestor municipal, secretário de saúde ou coordenador local. A equipe do Núcleo também realiza contato ativo com os municípios para apresentar a campanha e organizar a operação.
Essa não é uma campanha refrativa. Ela não tem como foco a prescrição de óculos. O objetivo é detectar doenças que podem comprometer a visão e que, muitas vezes, precisam de acompanhamento, tratamento, cirurgia ou medicação.
(Grazielle)
A campanha pode realizar até 140 exames por dia. O público prioritário inclui pessoas com diabetes a partir dos 12 anos e pessoas acima de 40 anos, faixa etária em que aumenta a atenção para doenças como o glaucoma, que pode evoluir de forma silenciosa. Pacientes com diabetes e hipertensão também são priorizados, a partir do levantamento feito pelos municípios.
Após a realização do exame, os laudos são devolvidos ao gestor municipal, em média, em até 30 dias. A partir do resultado, cabe à rede local organizar a continuidade do cuidado, seja com novos exames, acompanhamento, tratamento medicamentoso ou encaminhamento para cirurgia, quando necessário.
A campanha também tem revelado situações de pessoas que nunca haviam tido acesso ao exame. Grazielle relata o caso de uma moradora de Araguapaz que interrompeu a rotina de trabalho para realizar a retinografia pela primeira vez.
Ela disse que nunca tinha tido essa oportunidade. Para nós, é uma grande satisfação atender esse público e levar uma tecnologia que muitas pessoas talvez não acessassem de outra forma.
(Grazielle)
Em outra situação, durante uma ação em Pires do Rio, a equipe identificou, por meio da imagem ocular, um corpo estranho no olho de um trabalhador que havia sofrido acidente com fagulha de solda. O caso foi encaminhado pela gestão municipal para atendimento especializado.
A gente se depara com acidentes de trabalho, acidentes domésticos e também com muita falta de informação. Por isso, esse trabalho precisa fazer parte da prevenção.
(Grazielle)
Referência nacional em teleoftalmologia
A experiência acumulada em Goiás fez com que o Núcleo se tornasse referência nacional na oferta de laudos em teleoftalmologia. Além da atuação nos municípios goianos, o serviço recebe exames de 18 estados da Federação para análise por especialistas vinculados ao Núcleo.
O médico e doutor Alexandre Taleb, coordenador do projeto, explica que a teleoftalmologia foi uma das áreas de especialização do serviço desde o início. A proposta é usar imagens do fundo de olho para identificar precocemente doenças que podem levar à perda da visão.
O programa busca, por meio da retinografia, identificar as principais causas de cegueira: catarata, glaucoma, degeneração macular relacionada à idade e retinopatia diabética. Ao prevenir a cegueira, reduzimos o custo do tratamento e, principalmente, o impacto social para o paciente, para a família e para o sistema de saúde.
(Coordenador do Projeto, Dr. Alexandre Taleb)
Segundo Taleb, a devolução do laudo para a equipe da Unidade Básica de Saúde permite que o cuidado permaneça próximo do cidadão. A tecnologia, nesse sentido, não afasta o paciente da rede local; ao contrário, fortalece o vínculo com os profissionais que já acompanham sua trajetória no SUS.
A teleoftalmologia também dialoga com estratégias nacionais de ampliação do acesso à atenção especializada, como o Agora Tem Especialistas, ao contribuir para o diagnóstico oportuno e para a organização dos fluxos de cuidado.
Apoio direto à Atenção Primária
O foco principal do Telessaúde Goiás é a Atenção Primária. É nas UBS que surgem boa parte das demandas, seja para discussão de caso, solicitação de laudos, participação em teleaulas ou organização de campanhas. O Núcleo, no entanto, não substitui os fluxos municipais de regulação. Quando um paciente precisa seguir para atendimento especializado, a continuidade do cuidado é organizada pela própria rede municipal ou estadual.
Essa articulação preserva o papel da Atenção Primária como ordenadora do cuidado e fortalece a capacidade das equipes locais. Em vez de simplesmente encaminhar o usuário para outro ponto da rede, o profissional da UBS pode contar com apoio técnico para avaliar a melhor conduta, qualificar o diagnóstico e definir quando o encaminhamento é realmente necessário.
Para Rogerio Gomes Arantes, esse acompanhamento permanente dos municípios é uma das marcas do Núcleo. A equipe administrativa não apenas recebe documentos e libera cadastros; também monitora a utilização dos serviços, acompanha a adesão dos municípios, organiza grupos de comunicação, identifica quedas de participação e estimula o uso das ferramentas.
A gente tenta entender o que aconteceu quando há baixa adesão e busca auxiliar o município. Criamos grupos, acompanhamos indicadores, estimulamos a participação e procuramos oferecer temas importantes para a rotina dos profissionais. Todos saem ganhando com esse trabalho.
(Rogerio Gomes Arantes)
Educação permanente e troca de conhecimento
Além da assistência e dos laudos, a teleducação é um eixo estruturante do Núcleo. As aulas, cursos e seminários permitem que profissionais de diferentes municípios tenham acesso a conteúdos atualizados sem necessidade de deslocamento.
Essa dimensão educacional tem impacto direto na qualidade do cuidado, pois aproxima equipes da Atenção Primária de especialistas, protocolos e discussões clínicas. Também permite que temas estratégicos definidos pelo Ministério da Saúde e pela SEIDIGI sejam disseminados com mais capilaridade para os territórios.
Para o Núcleo, a formação continuada é indissociável da assistência. Ao discutir um caso, orientar um profissional ou oferecer uma aula, o serviço contribui para que o conhecimento permaneça no território e qualifique atendimentos futuros.
Integração com a Rede Brasileira de Telessaúde e com a SEIDIGI
A experiência goiana integra um movimento mais amplo de expansão da saúde digital no SUS. A Rede Brasileira de Telessaúde é apoiada pelo Ministério da Saúde e reúne Núcleos de Telessaúde que atuam como centros especializados em teleatendimento, com equipes clínicas e oferta de diferentes modalidades em todo o país.
No âmbito federal, a SEIDIGI é responsável por induzir, coordenar e apoiar políticas de informação e saúde digital no SUS. Entre essas políticas estão a expansão da telessaúde, o fortalecimento do Programa SUS Digital, a interoperabilidade, o apoio à tomada de decisão por gestores e a qualificação do cuidado ofertado à população.
Para o médico e doutor Alexandre Taleb, a criação de uma secretaria específica para cuidar da informação e da saúde digital representou um avanço estratégico para o país. Segundo ele, a articulação conduzida pela SEIDIGI entre seus departamentos e áreas técnicas, como o DATASUS, o DEMAS e o DESD, e plataformas estruturantes, como a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), permite avançar não apenas na teleassistência e na teleducação, mas também na integração segura de informações e na incorporação da saúde digital ao cuidado diário dos pacientes acompanhados pelas Unidades Básicas de Saúde.
A RNDS é a plataforma nacional de interoperabilidade do SUS. Ela permite a troca segura e padronizada de informações de saúde, conectando diferentes sistemas e serviços para apoiar a continuidade do cuidado, o acesso dos profissionais a dados qualificados e o planejamento da gestão pública em saúde.
A criação de uma secretaria específica para cuidar da saúde digital e da informação foi um ganho inestimável. Ela permite pensar novas ações, colocar a Estratégia de Saúde Digital de pé e integrar a telessaúde ao cuidado cotidiano dos pacientes acompanhados pelas Unidades Básicas de Saúde.
(Dr. Alexandre Taleb)
Tecnologia para reduzir distâncias
Ao longo de sua trajetória, o Núcleo enfrentou desafios como conectividade limitada, resistência inicial de profissionais ao atendimento remoto e necessidade de adaptação dos municípios ao uso das ferramentas digitais. A pandemia de covid-19, segundo os profissionais entrevistados, acelerou a compreensão sobre a importância da telessaúde e mostrou que o cuidado mediado por tecnologia pode ser realizado com segurança, responsabilidade e vínculo.
A pandemia mostrou a necessidade de outra forma de cuidar. As pessoas viram que era possível ter empatia, cuidado e atenção mesmo de forma não presencial”.
(Dr. Alexandre Taleb)
Para Grazielle Almeida Madriny Paim, o impacto do trabalho está justamente em levar saúde e tecnologia a pessoas que dificilmente teriam acesso a determinados exames.
Não é só gostar. É comprometimento e se colocar no lugar do outro. A gente leva saúde e tecnologia de ponta a pessoas que poderiam não ter esse acesso de forma tão fácil.
Rogerio Gomes Arantes também destaca o sentido humano da atuação administrativa.
Mesmo não sendo profissional de saúde, eu me sinto levando saúde, porque sei que meu trabalho ajuda o profissional que está na outra ponta.
Com quase duas décadas de atuação, o Núcleo de Telemedicina e Telessaúde de Goiás demonstra como a tecnologia pode fortalecer o SUS quando está integrada à rede pública, à universidade, aos municípios e às políticas nacionais. Mais do que aproximar especialistas de pacientes, a telessaúde aproxima conhecimento, cuidado e oportunidade de quem mais precisa.
A Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS) participou, no dia 26 de maio, da conferência magna em comemoração aos 57 anos do Hospital Geral de Fortaleza (HGF).
A presença da Secretaria no evento reforçou a parceria do Ministério da Saúde com estados e municípios para integrar os serviços de saúde e melhorar o atendimento à população. Esse trabalho também contribui para o Programa Agora Tem Especialistas, que busca ampliar o acesso a consultas, exames e outros atendimentos especializados, além de oferecer um cuidado mais ágil e qualificado aos cidadãos.
Referência em atendimento especializado, ensino e pesquisa no Ceará, o HGF possui aproximadamente 600 leitos, dos quais 84 são de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e realiza cerca de 800 cirurgias por mês. Por sua importância na rede pública de saúde, o hospital também tem papel estratégico na implantação de iniciativas de transformação digital.
Durante a programação, a Seidigi apresentou ações de formação e qualificação de profissionais na área de Saúde Digital, desenvolvidas por meio do PET-Saúde Digital. Também foram abordados os avanços da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e das plataformas do Programa SUS Digital.
Essas ferramentas permitem que informações importantes sobre a saúde dos pacientes sejam compartilhadas de forma segura entre diferentes serviços. Com isso, os profissionais podem ter acesso a dados que ajudam no acompanhamento do cidadão e na continuidade do cuidado, mesmo quando ele é atendido em unidades diferentes.
Representando a Seidigi, o assessor técnico do DATASUS, Josélio Emar de Araújo Queiroz, participou das discussões sobre os avanços da transformação digital na saúde e as possibilidades de fortalecer as iniciativas que já estão sendo desenvolvidas no Hospital Geral de Fortaleza.
Os debates também destacaram a importância de aproximar as ações do Plano de Ação em Transformação Digital das atividades e das necessidades do hospital. A proposta é ampliar o uso das soluções digitais e contribuir para uma assistência cada vez mais integrada, eficiente e próxima das necessidades da população cearense.
A utilização estratégica das informações em saúde e seu impacto na vida da população foram temas debatidos durante o VIII Seminário Internacional de Informação para a Saúde (SINFORGEDS), realizado no dia 26 de maio, na Universidade Federal do Ceará. O encontro reuniu pesquisadores, especialistas nacionais e internacionais e representantes da comunidade acadêmica para discutir os avanços da transformação digital na saúde.
Durante a conferência, Josélio Emar de Araújo Queiroz, assessor técnico do DATASUS/SEIDIGI, apresentou o tema “Informação e saúde digital: integralidade e continuidade do cuidado visando o bem-estar da população”, destacando os avanços da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e das plataformas do Programa SUS Digital, reduzindo a fragmentação das informações e apoiando decisões clínicas em saúde.
O seminário também promoveu debates sobre letramento digital, segurança da informação e iniciativas de formação profissional pelo PET Saúde Digital, temas essenciais para ampliar o uso seguro e efetivo das tecnologias na saúde.
As discussões ainda abriram espaço para o aprofundamento sobre a classificação e a qualidade dos dados compartilhados na RNDS, reforçando a importância da colaboração entre os entes federados, as universidades e as instituições nacionais e internacionais, para o avanço da troca de dados em saúde no Brasil.
O 11º Congresso Norte e Nordeste de Secretarias Municipais de Saúde, que aconteceu de 13 a 15 de maio, reuniu mais de dois mil participantes no Maranhão para debater os desafios e as soluções necessárias para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) nas duas regiões.
A Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS) participou do encontro apresentando iniciativas voltadas à transformação digital do SUS e ao desenvolvimento de políticas públicas que considerem as diferentes realidades dos territórios do Norte e do Nordeste.
Com o tema “Pluralidades, Especificidades e Equidade no Cuidado à Saúde das Regiões Norte e Nordeste”, o Congresso abriu espaço para a troca de experiências e a construção de estratégias capazes de ampliar o acesso e melhorar a qualidade dos serviços de saúde.
Durante a programação, as equipes da SEIDIGI divulgaram as ações do SUS Digital, que buscam ampliar o uso seguro e qualificado dos dados em saúde, garantir a continuidade do cuidado e promover maior integração entre os serviços, respeitando as necessidades e particularidades de cada território.
Integração federativa e articulação para o avanço da saúde digital
Com aproximação e sinergia entre os entes federativos, foram realizadas reuniões estratégicas com secretárias e secretários de saúde dos estados de Sergipe, Rondônia, Maranhão e Amazonas, voltadas à ampliação da integração e do envio de dados à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), à expansão do uso das Plataformas SUS Digital e ao avanço das iniciativas do Programa SUS Digital nos territórios.
Um dos destaques da agenda foi a mesa “Avanços Tecnológicos no SUS: Programa SUS Digital transpondo barreiras, promovendo acesso”, com o assessor técnico Josélio Queiroz, da Coordenação-Geral de Inovação e Interoperabilidade em Saúde (CGIIS/DATASUS/SEIDIGI), juntamente com representantes do CONASEMS e dos Núcleos de Telessaúde.
O debate destacou a importância da integração, da interoperabilidade e da atuação colaborativa para ampliar o acesso, apoiar a gestão e consolidar ações mais equitativas no SUS.
Reforçando a troca de experiências entre os territórios, o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Maranhão (COSEMS/MA) escolheu o evento como espaço para a realização da Mostra “Maranhão Aqui Tem SUS” – Edição 2026. A equipe da Seidigi acompanhou os trabalhos apresentados e identificou oportunidades de atuação conjunta no âmbito da transformação digital.
Outras demandas estratégicas apresentadas pelos gestores também foram levantadas durante o evento, contribuindo para ampliar a integração e a qualificação do cuidado em saúde no SUS.
O SUS Digital é o coração tecnológico do programa Agora Tem Especialistas (ATE) e segue avançando na missão de ampliar a integração e a troca de dados no SUS, promovendo mais acesso à informação e contribuindo para a qualificação da saúde pública.
Dentro dessa estratégia, equipes da Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS) estiveram em Belo Horizonte (MG), nos dias 14 e 15 de maio, realizando um minicurso na sede do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (COSEMS/MG).
A agenda faz parte das ações da Carta Acordo firmada entre Ministério da Saúde, COSEMS/MG e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), voltadas à ampliação da integração dos sistemas de regulação com a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) em Minas Gerais e à adesão ao e-SUS Regulação, solução nacional de apoio aos processos da Atenção Especializada do SUS.
O encontro deu continuidade a um ciclo de reuniões de planejamento acompanhadas pelo Departamento de Informação e Informática do SUS (DATASUS/SEIDIGI), responsável por apoiar os processos de integração à RNDS, alinhados às estratégias do programa SUS Digital e do ATE.
O minicurso reuniu 16 articuladores do projeto e representantes do COSEMS/MG, aprofundando conhecimentos sobre o funcionamento, os fluxos e os requisitos da RNDS, além de apresentar esclarecimentos técnicos e soluções, como as Plataformas SUS Digital, voltadas ao fortalecimento da gestão e da continuidade do cuidado.
As ações seguem avançando e, como próximos passos, a SEIDIGI participará das oficinas macrorregionais do Conselho, prestando apoio às implementações e ampliando as estratégias do SUS Digital em toda a rede de saúde.
Durante a 18ª edição da ExpoEpi, no dia 16 de abril, a Rede Interagencial de Informações para a Saúde promoveu um debate sobre como a informação em saúde pode contribuir para qualificar o cuidado à população.
Com o tema “30 anos da Ripsa”, a atividade reuniu especialistas de diferentes instituições para demonstrar como dados bem organizados ajudam a compreender melhor a realidade da saúde no Brasil e a orientar decisões mais eficazes no SUS.
É fundamental ter séries históricas de indicadores qualificados, pois elas permitem identificar tendências em temas relevantes, como a prevalência de violências contra mulheres e a violência sexual contra meninas de 13 a 17 anos, dados essenciais para orientar políticas públicas e fortalecer a capacidade de resposta do SUS.
(Deborah Carvalho Malta (UFMG), coordenadora do CGI de Fatores de Risco e Proteção)
Dados que apoiam o cuidado
Logo no início, foi apresentada a trajetória da Ripsa, que há três décadas articula instituições para produzir informações confiáveis em saúde.
Ao longo da discussão, especialistas destacaram que o acompanhamento de indicadores ao longo do tempo — como casos de violência ou doenças — permite identificar tendências e subsidiar políticas públicas. Essas informações contribuem, por exemplo, para o planejamento de ações mais efetivas e para o fortalecimento da resposta do SUS em diferentes contextos.
Trabalho conjunto faz a diferença
Outro ponto ressaltado foi o caráter colaborativo da Ripsa. A construção dos indicadores envolve diversas instituições e especialistas, o que garante mais qualidade e transparência às informações.
Esse esforço coletivo também favorece a elaboração de indicadores mais robustos, integrando áreas como Atenção Primária e Saúde Digital — o que amplia a compreensão da situação de saúde no país.
Do dado ao conhecimento
A representante da BIREME destacou que transformar dados em conhecimento é fundamental para gestores e pesquisadores. Nesse contexto, o portal da Ripsa atua como uma plataforma estratégica para organizar e disponibilizar essas informações de forma acessível.
O Portal da Ripsa se destaca como uma plataforma estratégica para a organização, integração e disseminação de informações, reforçando a importância da interoperabilidade e do uso de dados para apoiar a tomada de decisão no SUS. Os indicadores e suas séries históricas estão disponíveis nas plataformas de disseminação desenvolvidas pelo Demas/Seidigi, como o Portal de Dados Abertos do SUS, que possibilita o download em diversos formatos (csv, json, xml), e a Sala de Apoio à Gestão Estratégica (SAGE), que oferece painéis interativos com gráficos, tabelas e mapas, ampliando a transparência e a usabilidade das informações.
(Juliana Lourenço Sousa, Bireme/Opas/OMS)
Além disso, as informações também podem ser consultadas em ferramentas como o Portal de Dados Abertos do SUS e a Sala de Apoio à Gestão Estratégica (SAGE), que oferecem gráficos, mapas e tabelas interativas, ampliando a transparência e facilitando o uso no cotidiano da gestão.
Acesso aberto para todos
Ao final do encontro, foi distribuída aos participantes a nova edição do “Livro Verde”, publicação que reúne indicadores básicos de saúde no Brasil.
O material está disponível gratuitamente em formato digital e pode ser acessado por qualquer pessoa, fortalecendo o acesso à informação e contribuindo para um SUS mais transparente e eficiente.
O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), realizou, em parceria com o Conselho Nacional de Saúde (CNS), uma oficina formativa sobre saúde digital com o objetivo de fortalecer a participação social, alinhar institucionalmente as agendas e consolidar a saúde digital como política pública estruturante do Sistema Único de Saúde (SUS).
A atividade reuniu a Mesa Diretora do CNS e a coordenação da Câmara Técnica de Saúde Digital e Comunicação em Saúde (CTSDCS) e teve como foco qualificar o debate sobre informação e saúde digital no âmbito do controle social, fortalecendo o funcionamento da Câmara Técnica como instância de assessoramento ao Conselho.
A secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, destacou que a criação da Câmara Técnica pelo CNS representa um marco político ao reconhecer a centralidade da saúde digital nas transformações em curso no SUS. Segundo ela, a consolidação das políticas depende da apropriação social desses processos. “As políticas só terão sustentabilidade se a sociedade se reconhecer nelas como algo próprio”, afirmou. A presidente do Conselho Nacional de Saúde, Fernanda Magano, ressaltou a importância da construção coletiva e da parceria institucional para fortalecer o controle social na agenda da saúde digital. “Essa ação parceira é fundamental para que a saúde digital chegue a todas as pessoas, com a importância e a visibilidade que ela merece”, afirmou.
A chefe da Assessoria de Participação Social e Diversidade do Ministério da Saúde, Cristiane Santos, destacou a saúde digital como eixo estratégico para o fortalecimento do SUS e ressaltou o impacto das inovações tecnológicas no cuidado, especialmente nas agendas de saúde da mulher e saúde mental. Ela também reforçou a importância de que a transformação digital dialogue com a experiência concreta das pessoas usuárias do SUS, ampliando a transparência e o acesso aos serviços.
Instituída pela Resolução CNS nº 751/2024, a Câmara Técnica de Saúde Digital e Comunicação em Saúde atua como espaço de assessoramento técnico e político ao Conselho Nacional de Saúde, contribuindo para qualificar o processo decisório diante dos desafios da transformação digital no SUS.
A Estratégia de Implementação da Saúde Digital consolida a digitalização como política pública estruturante, voltada à ampliação do acesso, à redução das desigualdades e ao fortalecimento da atenção à saúde em todo o território nacional.