O Brasil alcançou o melhor desempenho de sua história no índice da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que avalia a efetividade das políticas de dados abertos nos governos.
No ranking mais recente do OURData Index:
o país obteve 0,70 ponto (em uma escala de 0 a 1) e passou a ocupar a 8ª posição entre 41 países, sendo o melhor colocado da América Latina.
O resultado também supera em 32% a média da OCDE e posiciona o Brasil à frente de países como Reino Unido e Canadá.
O índice analisa três dimensões: disponibilidade, acessibilidade e reúso dos dados públicos. O Brasil se destacou principalmente nos dois primeiros pilares, com 0,78 em disponibilidade e 0,74 em acessibilidade. No critério de reúso, alcançou 0,57, também acima da média da OCDE.
Os resultados refletem avanços na publicação de dados em formatos abertos e reutilizáveis, ampliando o acesso para cidadãos, pesquisadores, gestores e organizações da sociedade civil.
A política nacional de dados abertos, coordenada pela Controladoria-Geral da União (CGU), completa 10 anos em 2026, consolidando uma década de expansão e padronização das informações públicas.
Um dos principais instrumentos dessa política é o Portal Brasileiro de Dados Abertos, que reúne atualmente mais de 15 mil conjuntos de dados em formatos abertos. Esses dados são utilizados em pesquisas, desenvolvimento de soluções digitais, reportagens e na formulação de políticas públicas baseadas em evidências.
Entre 2022 e 2025, o número de bases cresceu cerca de 50%, e a plataforma já conta com mais de 100 mil usuários cadastrados.
A agenda de dados também tem sido fortalecida por iniciativas de capacitação, como a Semana Dados BR, que já alcançou mais de 40 mil pessoas, além do lançamento do Catálogo Nacional de Dados, em 2024.
O desempenho do país também foi destaque no Índice de Governo Digital da OCDE, especialmente no indicador “open by default”, que reforça o compromisso com a transparência e a abertura de dados desde a origem.
Impacto para o SUS
Esse avanço dialoga diretamente com a transformação digital da saúde no Brasil. Iniciativas como a RNDS (Rede Nacional de Dados em Saúde) e o SUS Digital dependem de dados acessíveis, interoperáveis e de qualidade para fortalecer a gestão, apoiar decisões e ampliar o cuidado contínuo à população.
Fonte:
Convergência Digital –
https://convergenciadigital.com.br/governo/brasil-sobe-para-8-em-ranking-de-dados-abertos-da-ocde/
