SUS realiza primeira telecirurgia robótica oncológica a 2,7 mil km de distância

A secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, acompanhou, no dia 30 de junho, em Barretos (SP), um momento histórico para o Sistema Único de Saúde (SUS), que superou as barreiras geográficas da medicina de alta complexidade. Um paciente com câncer de reto atendido na região amazônica foi submetido à primeira telecirurgia robótica oncológica de longa distância realizada na saúde pública brasileira.

O procedimento conectou, em tempo real e com latência mínima, as equipes do Hospital de Amor Amazônia, em Porto Velho (RO), e especialistas da unidade de Barretos (SP), que acompanharam e participaram da cirurgia a cerca de 2,7 mil quilômetros de distância.

Segundo a secretária, o processo representou muito mais do que uma demonstração tecnológica.

Foi resultado de muito trabalho técnico, cooperação institucional e compromisso com a ampliação do acesso à saúde.

Ana Estela Haddad ressaltou que o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), vem estudando os requisitos de conectividade necessários para viabilizar cirurgias dessa complexidade.

São equipamentos que exigem uma conexão de altíssima performance, com baixa latência, redundância, estabilidade e segurança, para garantir a transmissão dos comandos e das informações em tempo real.

Ela também destacou que a iniciativa representa uma importante prova de conceito para o avanço da saúde digital no país.

Ao demonstrar que essa conexão é possível, segura e capaz de aproximar equipes localizadas em regiões tão distantes, criamos as bases para ampliar esse modelo e levar o cuidado especializado a outros territórios.

Para o presidente do Hospital de Amor Henrique Prata, o momento simboliza a continuidade da missão que deu origem à instituição.

Quando o Hospital de Amor nasceu, o nosso sonho era cuidar de quem mais precisava. Hoje, ver um paciente em Porto Velho sendo operado com o apoio de uma equipe em Barretos mostra que esse sonho continua crescendo. A tecnologia, quando está a serviço da vida, encurta distâncias, melhora a recuperação do paciente e leva esperança para lugares onde antes era muito mais difícil chegar.

(Henrique Prata)

Para a secretária, a inovação só alcança seu verdadeiro propósito quando gera benefícios concretos para a população.

Faz sentido quando reduz desigualdades, amplia o acesso e melhora a vida das pessoas. É essa transformação digital que estamos construindo no SUS, com tecnologia a serviço do cuidado e de quem mais precisa.

Ao final, Ana Estela Haddad parabenizou o Hospital de Amor e suas equipes médicas, assistenciais e técnicas pela excelência dedicada ao Sistema Único de Saúde. Também agradeceu ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, e a todos os profissionais envolvidos na realização da iniciativa.