A transformação digital da saúde esteve em destaque durante a Feira Hospitalar 2026, em São Paulo, com a participação do Ministério da Saúde em agendas voltadas à ampliação do acesso, à inovação e à integração dos serviços no SUS.
O caminho é claro: ampliar o acesso, fortalecer a interoperabilidade e impulsionar a inovação para construir um SUS cada vez mais digital, integrado e próximo das pessoas.
(Secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad)
O lançamento do Manual de Acreditação de Saúde Digital: Telemedicina e Telessaúde, desenvolvido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), cria uma referência inédita no país para orientar e qualificar os serviços digitais de saúde, com foco na segurança do paciente, qualidade do atendimento, integração entre sistemas e melhor organização dos serviços.
Por meio da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), o Ministério da Saúde contribuiu tecnicamente para a construção da publicação, reforçando o compromisso com políticas públicas que ampliem o acesso da população à saúde com mais qualidade e segurança.
O lançamento acontece em um momento de expansão da Telessaúde no Brasil.
Entre 2025 e 2026, já foram realizados 6,3 milhões de teleatendimentos, alcançando 79% dos municípios brasileiros.

Durante o evento, também foram debatidos temas importantes para o futuro da saúde pública, como interoperabilidade entre sistemas, inteligência artificial, conectividade, integração de dados, UTIs inteligentes, telecirurgia robótica e o fortalecimento do Meu SUS Digital como ferramenta de acesso da população às suas informações de saúde.
A SEIDIGI demonstrou como a integração segura das informações de saúde ajuda a melhorar a continuidade do cuidado e apoia decisões clínicas com mais qualidade e segurança.
O Coordenador-Geral de Inovação e Interoperabilidade em Saúde do DATASUS, Robson de Matos, representou a secretaria em agenda dedicada ao SUS Digital Profissional e à interoperabilidade com prontuários eletrônicos hospitalares.
Foi destacado como a transformação digital do SUS tem avançado para integrar informações e apoiar profissionais de saúde na tomada de decisão, com dados qualificados, seguros e disponíveis no momento certo.
Além da palestra, o coordenador participou de entrevista para o canal da ABIMED, reforçando a importância do tema para o setor da saúde e para a construção de uma saúde digital mais segura, conectada e centrada no cidadão.
A interoperabilidade não é apenas a integração entre sistemas. É, sobretudo, uma forma de evitar que o paciente se perca em sua jornada de cuidado. É permitir que a informação acompanhe o cidadão, esteja ele na atenção primária, na atenção especializada, em um hospital, em um serviço de telessaúde ou em qualquer outro ponto da rede.
(Ana Estela Haddad)
Com a RNDS e o SUS Digital Profissional, o SUS segue ampliando o acesso dos profissionais de saúde ao histórico integrado do paciente, no contexto de atendimento clínico, com segurança, responsabilidade e foco na qualificação do cuidado.
O Laboratório InovaSUS Digital foi apresentado como iniciativa aproxima governo, instituições de pesquisa e parceiros estratégicos para desenvolver soluções inovadoras e acessíveis para o SUS.
Foram mais de mil projetos submetidos, com 398 propostas habilitadas, todas com potencial de escala e alinhadas às necessidades do SUS.
Esse avanço dialoga com uma agenda mais ampla de transformação digital, que inclui a federalização da RNDS e a ampliação do acesso a dados em saúde. Hoje, a Sala de Apoio à Gestão Estratégica (SAGE) conta com 42 painéis, 104 conjuntos de dados abertos e uma nova versão do TabNet, com capacidade de ser até 10 vezes mais rápida.
O foco é garantir que dados e inovação se traduzam em melhorias concretas no cuidado e no acesso à saúde. Inovação só faz sentido quando amplia o acesso.
(Coordenadora-Geral de Monitoramento e Avaliação em Saúde da SEIDIGI, Alessandra Dahmer)
Nesse contexto, o Meu SUS Digital se consolida como instrumento de acesso do cidadão às suas informações de saúde, contribuindo para um cuidado mais coordenado e menos fragmentado.
Outro ponto central foi o programa Agora Tem Especialistas, que tem na saúde digital uma aliada para reduzir distâncias, qualificar o cuidado e aproximar os serviços de quem mais precisa.
As discussões reuniram gestores, profissionais de saúde, pesquisadores, representantes da indústria e especialistas para pensar caminhos que tornem o SUS cada vez mais conectado, eficiente e centrado no cuidado das pessoas.
A mensagem central é clara: saúde digital não é apenas tecnologia. É informação qualificada, interoperabilidade, continuidade do cuidado e fortalecimento da gestão pública. O Brasil tem um patrimônio informacional em saúde que precisa estar a serviço das pessoas, dos profissionais, dos gestores e da formulação de políticas públicas mais efetivas.
(Ana Estela Haddad)
Com iniciativas como a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), o SUS Digital Profissional e o Meu SUS Digital, o Ministério da Saúde segue avançando na construção de um SUS mais digital, integrado e popular.
A 31ª edição da Hospitalar ocorreu entre os dias 18 e 21 de maio de 2026. Com 33 anos de história, o evento se consolidou como a principal plataforma de negócios, inovação e networking para profissionais e empresas do setor.
