Author: patricia.rodrigues

  • Manaus recebe iniciativa que leva serviços de saúde para a rua

    Manaus recebe iniciativa que leva serviços de saúde para a rua

    Manaus recebeu, nesta sexta-feira (3), a etapa que marca a conclusão da iniciativa que percorreu todas as capitais brasileiras e o Distrito Federal levando serviços públicos gratuitos à população. No SESI Clube do Trabalhador, o Ministério da Saúde ofertou vacinação, testes rápidos, atendimento odontológico, exames e serviços especializados com apoio da telessaúde.

    Na ação, foram realizados 76 exames de retinografia, 32 atendimentos de glicemia, 2 teleinterconsultas em pediatria, 23 interconsultas em dermatologia e 7 em ginecologia. As ações de telessaúde, coordenadas pela Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI) do Ministério da Saúde, reuniram 34 profissionais do Núcleo Acadêmico Técnico Científico de Telessaúde da Amazônia – NTSA (UFAM), do Telessaúde UEA e do Núcleo de Saúde Digital da Pessoa Idosa – FUnATI.

    Para quem buscou atendimento, a presença dos serviços fez diferença. Edineide Oliveira destacou a organização da ação e resumiu sua experiência em uma palavra: “gratidão”.

    É um excelente trabalho, com diversos profissionais. Organização nota dez.

    (Edineide Oliveira)

    Já Elt v en Cristiano, que realizou exame de retinografia, avaliou o atendimento como “excelente” e contou que sempre participa dessas ações quando elas chegam à cidade.

    Trouxe uma tia para fazer também. Está de parabéns.

    (Elt v en Cristiano)

    A etapa de Manaus também reforçou a integração entre o atendimento presencial e os serviços digitais de saúde. Por meio da telessaúde, usuários puderam passar por avaliação especializada e, quando necessário, receber encaminhamento para unidades de referência, ampliando o acesso ao cuidado no Sistema Único de Saúde (SUS).

  • Teledermatologia e tele-estomatologia são ofertados em Florianópolis (SC)

    Teledermatologia e tele-estomatologia são ofertados em Florianópolis (SC)

    A cuidadora de idosos Raiza Yong Montalvo, de 56 anos, procurou atendimento durante a ação realizada nesta quinta-feira (18), em Florianópolis (SC) e recebeu orientações e encaminhamento após passar por avaliação de telestomatologia. Ela é natural de Cuba e morando no Brasil há cerca de dois anos e meio saiu do atendimento com a expectativa de finalmente dar continuidade ao acompanhamento de um problema de saúde bucal que a acompanha há anos.

    Cheguei até esta ação por meio de uma divulgação. Aqui, tive acesso a diversos atendimentos. Um deles foi na área da saúde, com dermatologia e também estomatologia.

    Fui muito bem atendida e orientada. Foram feitas fotografias e agora serei encaminhada para receber uma atenção melhor para o meu problema de saúde bucal. Tenho esse problema há muitos anos. Agora já vou ser encaminhada e estou muito contente com o atendimento e com as recomendações que recebi aqui.

    (Raiza Yong)

    A ação integrou uma iniciativa que levou à população exames especializados de teledermatologia e telestomatologia por meio de uma parceria entre a Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS) e o Núcleo de Saúde Digital da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Realizada na Arena Floripa, a iniciativa reuniu serviços de diversos órgãos federais e aproximou a população de políticas públicas e atendimentos essenciais.

    Outra pessoa que aproveitou a oportunidade para realizar uma avaliação especializada foi o advogado Sandro Roberto Maciel. Ele descobriu o serviço enquanto visitava os estandes do evento.

    Na verdade, eu fui surpreendido. Estava visitando os estandes e não vim com a intenção de fazer nenhuma consulta. Apenas estava passando pelo local, fui conhecer o espaço e descobri a possibilidade de realizar o exame.

    Foi muito rápido e muito prático. Segundo as profissionais, possivelmente ainda hoje terei acesso ao laudo do exame. Achei uma experiência muito positiva e muito bacana. Tenho uma lesão há muitos anos, mas nunca foi algo que me incomodasse. Aproveitei a oportunidade para fazer o exame e verificar se existe algum problema.

    (Sandro Roberto)

    Saúde digital fortalece a Atenção Primária

    As atividades foram realizadas pelo Núcleo de Saúde Digital da UFSC, que apresentou duas soluções de telediagnóstico financiadas pelo Ministério da Saúde.

    Segundo a coordenadora do Núcleo de Telessaúde da UFSC, Josimari Telino, os exames realizados durante a ação contribuem para ampliar o acesso da população a avaliações especializadas.

    Estamos realizando exames de dermatologia e estomatologia. Os laudos serão emitidos e disponibilizados aos pacientes. Aqueles que precisarem também serão encaminhados para os seus serviços de referência.

    (Josimari Telino)

    As soluções apresentadas durante o evento fazem parte das estratégias de saúde digital apoiadas pelo Ministério da Saúde para fortalecer a Atenção Primária à Saúde (APS) e qualificar os encaminhamentos para a atenção especializada.

    Teledermatologia

    Na teledermatologia, informações clínicas e imagens das lesões são registradas em uma plataforma digital segura e avaliadas por dermatologistas.

    Os especialistas emitem laudos, orientam a conduta clínica e classificam os casos de acordo com o nível de risco, indicando se o paciente pode ser acompanhado na APS ou se necessita de atendimento especializado.

    A estratégia contribui para reduzir filas de espera, evitar deslocamentos desnecessários e garantir que os casos mais graves tenham prioridade no acesso aos serviços especializados.

    Telestomatologia

    A telestomatologia permite a avaliação remota de lesões na cavidade bucal. Por meio do envio de fotografias e informações clínicas, especialistas analisam os casos, elaboram hipóteses diagnósticas, orientam o manejo clínico e classificam o risco das lesões, apoiando a tomada de decisão das equipes de saúde.

    A cirurgiã-dentista Gabriela Bampi, integrante da equipe operacional de telediagnóstico do Núcleo de Saúde Digital da UFSC, explicou como funciona o atendimento.

    Quando uma pessoa chega com alguma queixa relacionada a uma lesão ou mancha na cavidade bucal, nós podemos acolhê-la, conversar, fazer uma anamnese e avaliar a situação. A partir disso, verificamos se é necessário buscar a opinião de um estomatologista.

    Fazemos fotografias da cavidade bucal e da lesão e inserimos essas imagens em nosso sistema. O especialista consegue, de onde estiver, analisar o caso e emitir um laudo.

    O paciente recebe um protocolo para acompanhar o resultado do exame. Depois, pode acessar o resultado de casa ou de qualquer outro lugar e consultar o laudo referente à lesão identificada na cavidade bucal.

    ( Gabriela Bampi)

    Saúde, cidadania e acesso a direitos

    A estudante Luciana Cristina da Silva aproveitou a ação para receber a vacina contra a influenza e acessar outros serviços disponibilizados durante o evento.

    Eu achei essa ação muito importante para a cidade de Florianópolis. Estava querendo tomar a vacina da gripe, mas não sabia como fazer, porque no posto próximo de onde eu morava, em São José, não tinha. Hoje consegui vir aqui e tomar a minha vacina da gripe.

    (Luciana da Silva)

    Além dos serviços de saúde, Luciana destacou a importância da iniciativa para ampliar o acesso da população à informação e aos direitos sociais.

    Essa ação é importante para conscientizar os cidadãos que têm pouco acesso à informação e que, muitas vezes, não conhecem os seus direitos ou não sabem como fazer documentos, como registro, certidão de nascimento, CPF e título de eleitor. Acho muito importante que as pessoas consigam emitir suas certidões e acessar seus direitos.

    (Luciana da Silva)

    A iniciativa busca facilitar o acesso da população a serviços públicos essenciais e promover a integração entre diferentes políticas governamentais, levando atendimento, informação e cidadania diretamente aos cidadãos.

    Confira o vídeo aqui:

    https://www.youtube.com/watch?v=uNWJX7d6lpM&t=1s

    Autor: Patrícia Rodrigues

  • Telessaúde da UFMA amplia acesso à saúde especializada

    Telessaúde da UFMA amplia acesso à saúde especializada

    Duas irmãs diabéticas da comunidade Vila Esperança, na zona rural de São Luís, corriam o risco de perder a visão. Durante uma ação de telerretinografia realizada pelo Núcleo de Telessaúde da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), lesões na retina foram identificadas precocemente. Em menos de 30 dias, ambas realizaram o tratamento necessário e evitaram a cegueira.

    A história é uma das muitas que ilustram o impacto da telessaúde no Maranhão, onde a tecnologia vem aproximando o acesso à saúde especializada de populações que vivem longe dos grandes centros urbanos.

    São pessoas que talvez não tivessem a mesma oportunidade que tantas outras têm. Conseguimos chegar a esses locais e mudar o desfecho dessas histórias. No caso das irmãs da Vila Esperança, as duas poderiam ter ficado cegas se a gente não tivesse chegado a tempo.

    (coordenadora administrativa do Núcleo de Telessaúde da UFMA, Amanda Araújo)

    Criado em 2007 no Hospital Universitário da UFMA, inicialmente vinculado à Rede Universitária de Telemedicina (RUTE), o núcleo integra o Programa Telessaúde Brasil Redes desde 2014. Ao longo dos anos, expandiu sua atuação e se tornou uma referência nacional em teleassistência, teleeducação e desenvolvimento de soluções tecnológicas para a saúde.

    Nasceu bem pequenininho e foi crescendo. Hoje nos consideramos um núcleo importante não apenas regionalmente, mas também nacionalmente, especialmente na área de teleeducação.

    (coordenador do Núcleo de Telessaúde da UFMA, professor Humberto Costa)

    Atualmente, o serviço está presente em 58 municípios maranhenses e já se prepara para ampliar sua atuação para mais dez cidades, alcançando 68 municípios.

    Diagnóstico especializado mais perto da população

    Por meio da oferta nacional de telediagnóstico, realizada em parceria com universidades federais, o núcleo disponibiliza teleeletrocardiograma e telerretinografia, além de teleconsultorias, teleinterconsultas e ações de teleeducação.

    Segundo Breno Lucas, coordenador de Telediagnóstico do núcleo, a rede conta atualmente com 201 pontos ativos de telediagnóstico distribuídos em hospitais, unidades básicas de saúde e outros serviços da rede pública.

    São locais que possuem equipamentos de eletrocardiograma ou de retinografia e participam ativamente da oferta dos serviços. Hoje temos 58 municípios ativos e estamos ampliando para mais dez.

    (Breno Lucas)

    Desde abril de 2024, quando foi iniciado o atual projeto de telediagnóstico, já foram realizados 24.797 exames laudados. Desse total, 23.816 são eletrocardiogramas e 981 retinografias.

    O alcance dos exames é ampliado pelo uso de equipamentos portáteis. No caso da retinografia, os aparelhos podem ser deslocados entre diferentes localidades, permitindo que o atendimento chegue a regiões remotas.

    Com um equipamento portátil e profissionais capacitados, conseguimos alcançar áreas de difícil acesso em todo o estado.

    (Breno Lucas)

    Tecnologia para reduzir filas e salvar vidas

    Além da realização de exames, o Núcleo de Telessaúde da UFMA também atua na qualificação das filas de espera por consultas especializadas.

    Em parceria com a Prefeitura de São Luís, o trabalho de revisão e organização dos encaminhamentos já permitiu reduzir em mais de 5 mil pacientes a fila da cardiologia, que anteriormente contava com cerca de 14 mil pessoas aguardando atendimento.

    Outro caso emblemático ocorreu no município de Itapecuru-Mirim. Durante a realização de um eletrocardiograma, a equipe identificou sinais compatíveis com um infarto agudo do miocárdio em um paciente.

    Conseguimos identificar que ele estava tendo um infarto. O diagnóstico permitiu o encaminhamento imediato e ajudou a salvar sua vida

    (coordenadora Amanda Araújo)

    Hanseníase e educação permanente

    A hanseníase é uma das prioridades do núcleo. Desde 2016, o projeto Hanseníase em Foco oferece suporte especializado às equipes de saúde por meio de teleinterconsultas.

    A hanseníase ainda é muito forte no Maranhão. Temos uma atuação intensa nessa área e conseguimos avanços importantes nos últimos anos.

    (professor Humberto Costa)

    Além da assistência, o núcleo investe fortemente na educação permanente dos profissionais de saúde. Podcasts, webpalestras, cursos e transmissões ao vivo abordam temas como saúde mental, epidemiologia, hanseníase e prevenção de doenças.

    Nosso objetivo é sempre a educação. As transmissões ultrapassam as fronteiras do Maranhão e chegam a outros estados e até outros países.

    (coordenador de Comunicação do núcleo, Luís Felipe Dias)

    Todas as atividades oferecem certificação e podem ser utilizadas na capacitação dos profissionais de saúde.

    Sofia: tecnologia desenvolvida no Maranhão

    Grande parte das ações do núcleo é viabilizada pela Sofia, plataforma desenvolvida pela própria equipe da instituição. Criada em 2018, a ferramenta surgiu da necessidade de reunir informações estratégicas sobre os serviços prestados e apoiar a tomada de decisões.

    Sofia significa Sistema Online de Fortalecimento Iterativo para a Atenção Primária. Ela nasceu porque precisávamos ter acesso aos nossos próprios dados e indicadores.

    (professor Humberto Costa)

    A plataforma integra teleconsultorias, teleinterconsultas e outras modalidades de atendimento remoto. Com o tempo, ganhou versões web e aplicativo para ampliar o acesso dos usuários.

    Segundo Pedro Rocha, coordenador de Tecnologia da Informação do núcleo, os sistemas desenvolvidos pela equipe sustentam praticamente todas as modalidades de atendimento ofertadas.

    Estamos nos bastidores desenvolvendo códigos e sistemas, mas sabemos que do outro lado existem pessoas e vidas sendo salvas por causa desse trabalho.

    (coordenador de Tecnologia da Informação do núcleo, Pedro Rocha)

    Uma missão que vai além da tecnologia

    Para o professor Humberto Costa, a telessaúde representa mais do que uma atividade profissional. É um compromisso de vida.

    Minha mulher diz que tem ciúmes da Sofia porque eu vivo mais para ela do que para qualquer outra coisa, brinca.

    (professor Humberto Costa)

    Cirurgião de formação, ele conta que decidiu dedicar sua carreira à telessaúde ao perceber o potencial transformador da tecnologia.

    Quando eu era cirurgião, operava quatro ou cinco pacientes por semana. Com a telessaúde, consigo alcançar mil pessoas em uma única webpalestra. É isso que me motiva todos os dias.

    (professor Humberto Costa)

    Ao conectar profissionais, serviços e pacientes em diferentes territórios, o Núcleo de Telessaúde da UFMA vem mostrando como a inovação pode fortalecer o Sistema Único de Saúde, reduzir desigualdades e levar cuidado especializado a quem mais precisa.

    Assista aqui

  • Exames oftalmológicos e saúde bucal são ofertados  em São Luís (MA)

    Exames oftalmológicos e saúde bucal são ofertados em São Luís (MA)

    Marinelma Loiola, de 46 anos, saiu da 21ª edição do Governo do Brasil na Rua com uma novidade no celular. Moradora do bairro Maiobão, ela procurou o estande do Ministério da Saúde para saber como acessar a versão digital do Cartão Nacional de Saúde e acabou descobrindo outras funcionalidades do aplicativo Meu SUS Digital.

    Eu vim fazer o Cartão do SUS, que agora é digital. Me explicaram que vou ter acesso às vacinas, consultas e resultados de exames pelo aplicativo. Eu ainda não tinha e achei a explicação ótima.

    (Marinelma Loiola)

    A ação foi realizada na última quinta-feira (11), em São Luís (MA), e reuniu órgãos federais, estaduais e parceiros locais para ampliar o acesso da população a serviços públicos essenciais. Entre as iniciativas ofertadas pelo Ministério da Saúde estavam orientações sobre o aplicativo Meu SUS Digital, exames de retinografia e atividades de promoção da saúde bucal.

    Representada pela Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), a participação do Ministério da Saúde integrou as ações do componente SUS Digital do programa Agora Tem Especialistas. A iniciativa aproxima o Sistema Único de Saúde (SUS) da população, fortalece a comunicação com os pacientes e contribui para a qualificação da regulação em saúde. Por meio de recursos digitais, o programa amplia o acesso à atenção especializada, apoia o diagnóstico precoce de doenças e fortalece a integração entre os diferentes pontos de atendimento da rede pública de saúde.

    Animada com a descoberta, Marinelma disse que pretende compartilhar a novidade com familiares e amigos.

    Agora é tudo digital. Você baixa o aplicativo e tem tudo no celular. Facilita muito a vida das pessoas.

    (Marinelma Loiola)

    Segundo Laís Bandeira, consultora técnica da SEIDIGI, muitas pessoas ainda desconhecem as funcionalidades disponíveis na plataforma.

    A Marinelma chegou perguntando como fazer o Cartão Nacional de Saúde. Explicamos que ela já possui o cartão e que pode acessá-lo pelo aplicativo Meu SUS Digital. Mostramos como baixar o aplicativo, fazer o acesso e utilizar as funcionalidades disponíveis.

    (Laís Bandeira)

    Além da versão digital do Cartão Nacional de Saúde, o aplicativo Meu SUS Digital permite acessar o histórico de vacinação, resultados de exames, consultas realizadas e outras informações importantes para o acompanhamento da saúde de forma prática e segura.

    Retinografia auxilia na prevenção da cegueira evitável

    Além das orientações sobre o Meu SUS Digital, a população também teve acesso a exames de retinografia realizados em parceria com o Núcleo de Telessaúde da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

    Entre as participantes estava Ana Maria Alves Silva, de 67 anos, que convive com glaucoma, diabetes e hipertensão. Ao saber que o exame estava sendo oferecido durante o evento, decidiu aproveitar a oportunidade para acompanhar a saúde dos olhos.

    Eu soube da ação e vi que teria esse exame. Como tenho glaucoma, diabetes e pressão alta, achei importante fazer. Às vezes minha visão fica embaçada e preciso procurar atendimento médico.

    Para ela, o acesso gratuito ao exame fez toda a diferença.

    A ação é muito boa. A gente tem que aproveitar essas oportunidades. Se fosse fazer particular, seria muito caro. Hoje consegui fazer o exame e estou muito feliz.

    (Ana Maria)

    A experiência de Ana Maria reforça a importância do diagnóstico precoce para a prevenção de doenças que podem comprometer a visão.

    Segundo Humberto Serra, coordenador do Núcleo de Telessaúde da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), a ação teve como foco o rastreamento de causas de cegueira evitável em pacientes hipertensos e diabéticos acima de 40 anos. Ele explicou que, após o exame, os participantes são orientados a procurar a Unidade Básica de Saúde de referência para acompanhamento pela Atenção Primária e, quando necessário, encaminhamento para consulta com oftalmologista.

    Saúde bucal e prevenção

    Além da retinografia e das orientações sobre saúde digital, a população também recebeu informações e atendimentos voltados à saúde bucal. Em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão, o Ministério da Saúde promoveu ações de educação e prevenção, com orientações sobre câncer de boca e higiene bucal na primeira infância.

    Segundo San Diego Souza, assessor técnico da Coordenação-Geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, a iniciativa buscou conscientizar a população sobre a importância dos cuidados preventivos.

    Trouxemos ações de educação e promoção da saúde, principalmente sobre câncer de boca e higiene bucal para a primeira infância.

    (San Diego Souza)

    Durante o evento, também foram realizados atendimentos odontológicos na unidade móvel disponibilizada pelo Governo do Estado, com procedimentos básicos e encaminhamento de casos mais complexos para serviços especializados.

    Governo do Brasil na Rua

    Para Roberta Nogueira, presidente do Clube de Mães Residencial Maria Firmina I e II, de Paço do Lumiar, iniciativas como essa facilitam o acesso da população aos serviços públicos.

    Esse projeto é muito bom. Nós só temos gratidão ao Governo Federal, ao SUS, ao INSS e a todos que estão aqui para ajudar a população.

    (Roberta Nogueira)

    Coordenado pela Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR), o Governo do Brasil na Rua busca aproximar os serviços públicos da população, promovendo cidadania, inclusão social e acesso a direitos. Entre os serviços ofertados nesta edição estiveram negociação de dívidas pelo Desenrola Brasil, atendimento da Caixa Econômica Federal, serviços dos Correios, apoio ao empreendedorismo por meio do Sebrae, atendimentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e suporte para criação e recuperação da conta Gov.br.

    Confira o vídeo aqui:

    Patrícia Rodrigues
    Ministério da Saúde

  • Pacientes têm atendimento especializado sem sair do município

    Pacientes têm atendimento especializado sem sair do município

    Moradora de Piçarra, município localizado a cerca de 745 quilômetros de Belém, a coordenadora pedagógica Bruna Alves, de 32 anos, encontrou na telessaúde uma forma de garantir o acompanhamento especializado do filho sem precisar enfrentar longas viagens até a capital. Heitor, de 8 anos, faz acompanhamento com neuropediatra por meio do Núcleo de Telessaúde da Universidade do Estado do Pará (UEPA).

    É maravilhoso, é gratificante, porque a questão da flexibilidade, a questão da economia e o atendimento humanizado. Na verdade, é o meu filho que faz acompanhamento com o neuropediatra pela telemedicina. Eu só tenho mesmo a agradecer pela qualidade dos profissionais, pela economia e pela flexibilidade. É maravilhoso o atendimento.

    (Bruna Alves)

    Histórias como a de Bruna têm se tornado cada vez mais frequentes desde a implantação do Núcleo de Telessaúde da UEPA, em setembro de 2024. Atualmente, a iniciativa atende 27 municípios paraenses por meio de teleconsultas e teleinterconsultas nas especialidades de neurologia, cardiologia, ortopedia, dermatologia, urologia e reumatologia.

    O objetivo é ampliar o acesso da população a especialistas sem a necessidade de longos deslocamentos até a capital, realidade comum em um estado marcado por grandes distâncias geográficas e desafios logísticos.

    Segundo o coordenador do núcleo, Emanoel de Jesus Souza, a procura pelo serviço já supera a capacidade inicialmente prevista pelo projeto.

    Hoje realizamos cerca de 900 consultas por mês. A demanda é muito maior do que a prevista inicialmente e recebemos constantemente solicitações de novos municípios interessados em aderir ao serviço.

    (coordenador do núcleo, Emanoel de Jesus Souza)

    Além das consultas, o núcleo também realiza teleinterconsultas, modalidade em que profissionais da Atenção Primária podem discutir casos clínicos com especialistas, fortalecendo a resolutividade do cuidado nos territórios.

    Atendimento para quem mais precisa

    A atuação do núcleo vai além dos municípios participantes e alcança populações que historicamente enfrentam maiores barreiras de acesso à saúde.

    Entre os beneficiados estão comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas e pessoas privadas de liberdade. Em uma comunidade quilombola da região de Oriximiná, por exemplo, os atendimentos são realizados por teleconsulta com apoio de agentes comunitários de saúde. A localidade fica a cerca de oito horas de barco da sede do município e não conta com médico permanente.

    O serviço também atende pessoas privadas de liberdade em unidades prisionais da região de Marituba. Com a telemedicina, pacientes conseguem receber acompanhamento especializado sem a necessidade de deslocamentos que demandariam viaturas, escolta e mobilização de equipes de segurança.

    Outra frente de atuação ocorre em parceria com a Marinha do Brasil, que realiza ações de assistência à saúde em comunidades ribeirinhas de difícil acesso. Aproveitando a estrutura de conectividade disponível nas embarcações, especialistas do núcleo participam das missões levando atendimento remoto a regiões onde o acesso aos serviços de saúde ainda é um desafio.

    Casos resolvidos sem necessidade de deslocamento

    Os impactos da iniciativa já podem ser percebidos na vida dos pacientes. Um dos casos destacados pela equipe foi o de uma criança que aguardava havia dois anos por uma consulta em neuropediatria. O atendimento foi realizado por meio da telessaúde, permitindo avaliação especializada sem a necessidade de deslocamento até a capital.

    Outro exemplo é o de um paciente vítima de acidente de motocicleta que recebeu acompanhamento ortopédico remoto após passar por cirurgia. Durante a teleconsulta, os profissionais identificaram sinais iniciais de infecção na região operada e providenciaram rapidamente seu encaminhamento para atendimento presencial. A intervenção precoce evitou o agravamento do quadro e contribuiu para a recuperação do paciente.

    Para o médico ortopedista Edmilson Brabo, a telessaúde tem papel fundamental em um estado das dimensões do Pará.

    A gente consegue levar atendimento especializado para pessoas que muitas vezes teriam dificuldade para chegar a um especialista. Além disso, quando há necessidade de avaliação presencial, o paciente já chega com exames e acompanhamento iniciados, o que agiliza a continuidade do cuidado.

    (Dr. Edmilson Brabo)

    Atualmente, a ortopedia é a especialidade mais procurada pelos usuários do serviço, seguida pela dermatologia. Entre as principais demandas estão dores na coluna, ombros e joelhos, além de doenças dermatológicas que exigem acompanhamento especializado.

    Formação profissional e teleeducação

    Além da assistência, o núcleo também atua na formação de profissionais e estudantes da área da saúde. Acadêmicos de medicina e enfermagem acompanham os atendimentos e participam de estudos sobre o perfil epidemiológico dos pacientes e a qualidade dos serviços prestados.

    A teleeducação é outro eixo importante da iniciativa. Professores da universidade realizam webconferências e cursos voltados para profissionais da rede pública, abordando temas definidos pelos próprios municípios de acordo com suas necessidades locais.

    As aulas são transmitidas ao vivo e, posteriormente, disponibilizadas em ambiente virtual, ampliando o acesso ao conhecimento e fortalecendo a educação permanente em saúde.

    Para William, estudante de medicina e estagiário do núcleo, a experiência contribui tanto para a formação acadêmica quanto para a compreensão da realidade do SUS.

    O Pará é um estado muito grande e muitos pacientes vivem a horas de distância da capital. A telessaúde ajuda a resolver demandas sem que essas pessoas precisem viajar longas distâncias para conseguir atendimento especializado.

    (estagiário do núcleo, William)

    Perspectivas de expansão

    Com a crescente demanda pelos serviços, o Núcleo de Telessaúde da UEPA planeja ampliar sua atuação nos próximos anos. Entre as propostas estão a oferta de novas especialidades, como psiquiatria e infectologia, além da expansão das ações de telediagnóstico.

    A equipe também trabalha para fortalecer a emissão de laudos à distância em áreas como radiologia, eletrocardiograma e eletroencefalograma, além de ampliar as atividades de teleeducação para profissionais da rede de saúde.

    Em um território marcado por grandes distâncias geográficas e desafios de acesso, a experiência da UEPA demonstra como a saúde digital pode aproximar especialistas de quem mais precisa. Para famílias como a de Bruna e Heitor, a tecnologia representa não apenas comodidade, mas a possibilidade de receber acompanhamento especializado com qualidade, continuidade e cuidado mais perto de casa.

  • Médicos treinam procedimento em réplica impressa em 3D

    Médicos treinam procedimento em réplica impressa em 3D

    Antes de realizar um procedimento em um paciente com câncer, médicos do Hospital Universitário Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro, puderam treinar a passagem de um broncoscópio em uma réplica exata da traqueia do paciente. O modelo anatômico foi produzido em impressora 3D pelo Núcleo de Telessaúde da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), permitindo que a equipe simulasse o procedimento antes da intervenção real e aumentasse a segurança da tomada de decisão clínica.

    O caso é um dos exemplos de como a saúde digital vem sendo utilizada para apoiar profissionais e qualificar o atendimento aos pacientes. Referência nacional na área, o Núcleo de Telessaúde da UERJ reúne assistência remota, teleeducação, pesquisa, inovação e formação profissional em uma trajetória que acompanha a própria evolução da telessaúde no Brasil.

    O nosso núcleo tem uma trajetória pioneira, junto com as atividades promovidas, incentivadas e induzidas pelo Ministério da Saúde.

    (professora e coordenadora do núcleo, Alexandra Monteiro)

    A história da iniciativa começou ainda nos primeiros anos dos anos 2000, quando a universidade estabeleceu uma parceria internacional com a Universidade Johns Hopkins. Em 2005, a instituição passou a integrar o Projeto Piloto Nacional de Telessaúde e, desde então, participa de ações voltadas à assistência remota e à qualificação dos profissionais de saúde.

    Quase duas décadas depois dos primeiros projetos de telessaúde, a iniciativa segue alinhada à estratégia de transformação digital do SUS conduzida pelo Ministério da Saúde por meio da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI). A atual secretária da pasta, Ana Estela Haddad, foi citada por Alexandra como uma das lideranças envolvidas nos movimentos que impulsionaram a telessaúde no ambiente universitário e no SUS.

    Começamos a partir do movimento liderado pelo professor Francisco Campos e pela professora doutora Ana Estela Haddad, que hoje é a Secretária de Informação e Saúde Digital.

    Ao longo dos anos, o núcleo desenvolveu tecnologias próprias e aperfeiçoou continuamente seus sistemas de atendimento remoto.

    Nós sempre desenvolvemos e aperfeiçoamos os nossos sistemas de teleatendimento. Isso fez com que o nosso núcleo, ao longo dessa jornada de 23 anos, permanecesse na oferta da telessaúde, agora incluindo o Centro de Teleconsulta do Hospital Universitário Pedro Ernesto.

    Alexandra Monteiro

    Formação para a saúde digital

    Além da assistência, a capacitação de profissionais é uma das principais frentes de atuação do núcleo. Há cerca de duas décadas, a equipe oferece cursos de educação a distância voltados para trabalhadores da saúde, contribuindo para a disseminação do conhecimento e o fortalecimento das práticas de saúde digital em todo o país.

    Mais recentemente, as ações passaram a contemplar também profissionais da área de tecnologia da informação, especialmente por meio do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde Digital (PET Saúde Digital).

    Outro diferencial é o Programa de Pós-Graduação em Telessaúde e Saúde Digital da UERJ, considerado o único curso stricto sensu do país dedicado exclusivamente à área.

    Outro braço, que é um diferencial do núcleo até o momento, é o nosso programa de pós-graduação stricto sensu em Telessaúde e Saúde Digital, que é o único no país.

    (Alexandra Monteiro)

    O curso utiliza metodologia a distância e já formou mestres em todas as regiões brasileiras, contribuindo para a produção de conhecimento e o desenvolvimento de soluções voltadas à transformação digital do SUS.

    Impressão 3D a serviço do cuidado

    Um dos projetos mais inovadores desenvolvidos pelo núcleo é o Laboratório Saúde 3D, criado com apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e voltado ao desenvolvimento de soluções para o Hospital Universitário Pedro Ernesto.

    No local, estudantes, pesquisadores e profissionais produzem instrumentos, guias cirúrgicos, próteses, órteses e modelos anatômicos complexos a partir de exames de imagem dos pacientes.

    Por meio da impressão 3D nós somos capazes de produzir instrumentos, guias cirúrgicos e principalmente modelos anatômicos complexos, que hoje são o carro-chefe do nosso laboratório para auxílio na conduta clínico-cirúrgica.

    (estudante de medicina Iasmin Lourenço, integrante da equipe)

    Entre os modelos já produzidos estão aneurismas de aorta e traqueias estenosadas utilizadas para planejamento cirúrgico e treinamento de equipes médicas.

    Nós tivemos um caso muito interessante de uma traqueia estenosada em um paciente com câncer. Produzimos o modelo 3D para que os cirurgiões conseguissem treinar a passagem de um broncoscópio antes mesmo do procedimento.

    (Iasmin Lourenço

    Além das impressoras, o laboratório conta com scanners de alta resolução capazes de reproduzir partes do corpo humano com grande precisão, auxiliando na produção de próteses e outros dispositivos personalizados.

    Para Alexandra, a utilização da impressão 3D representa um exemplo de como a inovação pode apoiar a prática clínica e ampliar a qualidade do cuidado prestado aos pacientes.

    A saúde 3D é uma pesquisa aplicada na prática. Ter na mão uma peça impressa em 3D ajuda o cirurgião na tomada de decisão e na simulação de procedimentos. Esse é um diferencial que tem trazido um retorno muito positivo.

    Formação de novos talentos

    O ambiente de inovação também tem servido como espaço de formação para estudantes que desejam atuar na área da saúde digital.

    Foi o caso de Iasmin Lourenço, que conheceu o laboratório ainda no início da graduação em medicina e participou de sua implantação.

    Quando eu cheguei aqui, o laboratório estava sendo montado. Eu consegui vislumbrar todas as possibilidades que a impressão 3D conseguia fornecer para a saúde. Comecei a frequentar, ajudei a montar o laboratório e me apaixonei.

    Hoje, a estudante vê no projeto uma oportunidade de unir tecnologia, pesquisa e cuidado em saúde.

    Hoje o Saúde 3D é um brilho nos olhos para mim.

  • Telessaúde amplia acesso a exames especializados em Boa Vista

    Telessaúde amplia acesso a exames especializados em Boa Vista

    Nesta terça-feira (2), a Tuxaua Maristela Silva Pereira e Silva, de 55 anos, percorreu 53 quilômetros da comunidade indígena Campo Alegre até Boa Vista (RR) para participar das ações do Governo do Brasil na Rua. Pela primeira vez, realizou o exame de retinografia, ofertado pelo Ministério da Saúde por meio do Programa Agora Tem Especialistas, que permite identificar precocemente alterações oculares relacionadas a doenças como hipertensão e diabetes.

    Foi muito bom. Tivemos pronto atendimento. Quando surge uma oportunidade dessas, a gente não pode perder. Para nós, que vivemos nas comunidades, é mais difícil ter acesso a esse tipo de serviço.

    (liderança indígena, Maristela Silva Pereira e Silva)

    Maristela soube da ação por meio das equipes de saúde que atuam na região e mobilizou moradores da comunidade para participar da iniciativa. Ao todo, 40 indígenas viajaram até a capital para acessar diferentes serviços públicos.

    Tuxaua Maristela Silva Pereira e Silva

    A experiência dos indígenas reflete o objetivo da ação: ampliar o acesso da população aos serviços de saúde e aproximar o cuidado de quem mais precisa.

    Entre os serviços ofertados estiveram exames de retinografia e eletrocardiograma, testes rápidos para HIVsífilishepatites B e C, distribuição de preservativos, orientações em saúde e esclarecimentos sobre o aplicativo Meu SUS Digital, plataforma que permite acessar informações como histórico de vacinação, resultados de exames, medicamentos e outros serviços digitais do Sistema Único de Saúde (SUS). A população também teve acesso a todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação. A programação contou ainda com a presença do Zé Gotinha.

    Os exames de retinografia e eletrocardiograma ofertados durante a ação fazem parte das iniciativas de telessaúde do componente SUS Digital do programa Agora Tem Especialistas. A estratégia busca ampliar o acesso da população à atenção especializada por meio da saúde digital, fortalecendo a integração entre os serviços, apoiando o diagnóstico e qualificando o cuidado ofertado pelo SUS.

    Reduzir distâncias é um dos grandes desafios do SUS em um país com as dimensões do Brasil. Por meio da saúde digital, estamos ampliando o acesso à atenção especializada, aproximando os serviços das pessoas e fortalecendo o cuidado nos territórios. Esse é o propósito do componente SUS Digital do programa Agora Tem Especialistas.

    (Secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad)

    Ao longo do dia, as equipes realizaram 51 exames de retinografia e 43 eletrocardiogramas. Os atendimentos contribuem para ampliar o acesso da população a exames especializados, especialmente em regiões com maior dificuldade de acesso aos serviços de saúde. 

    Retinografia e eletrocardiograma fortalecem o cuidado preventivo

    A retinografia é um exame que registra imagens da retina e do nervo óptico, auxiliando na identificação precoce de alterações que podem comprometer a visão.

    Por meio da retinografia, conseguimos avaliar o fundo do olho, a retina e o nervo óptico, identificando condições que podem causar danos a essas estruturas. É um exame importante para o acompanhamento de pessoas com hipertensão, diabetes e outras doenças crônicas.

    (Coordenador do Núcleo de Telessaúde da Universidade Federal de Roraima, Julio Cesar Fraulob Aquino)

    Entre os atendidos durante a ação estava Jonathas das Corrêas da Rocha, de 32 anos, confeiteiro autônomo. Ele aproveitou a oportunidade para realizar um eletrocardiograma, exame que fazia pela segunda vez na vida.

    Foi uma experiência ótima. Eu recomendo a todos que possam participar. Esses exames de rotina são importantes para acompanhar a nossa saúde e identificar qualquer problema.

    (Jonathas das Corrêas da Rocha)

    Jonathas contou que decidiu fazer o exame para se preparar para um desafio pessoal. No próximo mês, pretende participar de uma subida de montanha e quis verificar se estava tudo bem com sua saúde cardiovascular.

    Assim como os exames de retinografia realizados durante a ação, os resultados dos eletrocardiogramas serão encaminhados às Unidades Básicas de Saúde (UBS) de referência dos participantes em até uma semana. A estratégia fortalece a continuidade do cuidado na Atenção Primária à Saúde, permitindo que os usuários sejam acompanhados pelas equipes de saúde mais próximas de suas residências.

    Comunidades indígenas participam da ação

    Para viabilizar a participação da população indígena, o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Leste de Roraima organizou uma comitiva e garantiu o deslocamento dos participantes até o local da ação. Estiveram presentes moradores das comunidades indígenas Sabiá, Santa Rosa, Sorocaima, Malacacheta, Tabalascada, Nova Esperança, Pium e Barata.

    A coordenadora do DSEI Leste de Roraima, Lindinalva Marques, informou que, no total, oito comunidades dos arredores de Boa Vista foram convidadas a participar da iniciativa e acessar os diversos serviços disponibilizados durante o evento, beneficiando cerca de 40 indígenas.

    A nossa população agradece, pois está usufruindo desses serviços do Governo do Brasil na Rua. Por meio dessa iniciativa, o Governo do Brasil reduz barreiras de acesso aos serviços públicos e promove a cidadania de forma mais efetiva.

    (Lindinalva Marques).

    Segundo a coordenadora, a participação das comunidades contribui para ampliar o acesso a serviços de saúde, cidadania e assistência social, especialmente para moradores de localidades mais distantes da capital.

    Saúde mais perto da população

    Realizado na Casa Amarela, no bairro Senador Hélio Campos, o Governo do Brasil na Rua reuniu mais de 120 serviços públicos gratuitos, sem necessidade de agendamento. A iniciativa busca facilitar o acesso da população a políticas públicas e serviços essenciais, fortalecendo a presença do Estado nos territórios.

    Entre os serviços ofertados estiveram perícias e orientações do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), vacinação para todas as faixas etárias, atendimentos de saúde, emissão e renovação de documentos, cadastro em programas sociais, microchipagem e vacinação de cães e gatos, além de orientações sobre habitação, crédito e renegociação de dívidas.

    Ao participar da abertura do evento, Izadora Brito, da Secretaria Nacional de Participação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República, ressaltou a importância de aproximar os serviços públicos da população.

    O Governo do Brasil na Rua nasce de uma convicção muito simples: o governo precisa estar onde a vida real acontece. Governar é, acima de tudo, ouvir, dialogar e transformar a realidade das pessoas com ações concretas.

    (Izadora Brito)

    Esta foi a 20ª edição do Governo do Brasil na Rua, ação interministerial que leva serviços públicos diretamente às comunidades, promovendo cidadania, inclusão e acesso a direitos.

    Próximas edições do Governo do Brasil na Rua

    Após a passagem por Boa Vista, o Governo do Brasil na Rua seguirá levando serviços públicos gratuitos para outras cidades brasileiras. As próximas edições confirmadas são:

    • São Luís (MA) – 11 de junho
    • Belém (PA) – 12 de junho
    • Florianópolis (SC) – 18 de junho
    • Porto Alegre (RS) – 19 de junho

    A iniciativa também tem edições previstas para os seguintes municípios, com datas ainda a serem definidas:

    • Macapá (AP)
    • Cuiabá (MT)
    • Campo Grande (MS)
    • Vitória (ES)
    • Palmas (TO)
    • Porto Velho (RO)
    • Manaus (AM)

    Confira o vídeo:

    Galeria

    Fotos de Patrícia Rodrigues

  • RIPSA completa 30 anos

    O Ministério da Saúde celebrou, nesta segunda-feira (23), os 30 anos da Rede Interagencial de Informações para a Saúde (RIPSA), em cerimônia realizada em Brasília. Durante o evento, foi lançada a terceira edição do livro Indicadores Básicos de Saúde: conceitos e aplicações, conhecido como Livro Verde, uma das principais referências para a produção e uso de dados no Sistema Único de Saúde (SUS).

    Criada em 1996, a RIPSA reúne instituições governamentais e não governamentais em um trabalho colaborativo voltado à produção, análise e disseminação de informações em saúde. Ao longo de três décadas, a Rede se consolidou como espaço estratégico para a qualificação dos indicadores que orientam o planejamento, o monitoramento e a avaliação de políticas públicas no país.

    A nova edição do Livro Verde atualiza e sistematiza um conjunto de indicadores básicos de saúde, organizados em diferentes dimensões, como aspectos demográficos, socioeconômicos, mortalidade, morbidade, fatores de risco e estrutura do sistema de saúde. A publicação também apresenta orientações metodológicas que contribuem para a interpretação adequada dos dados e seu uso na tomada de decisão.

    O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, destacou o papel estratégico da informação para o fortalecimento do SUS. “O Livro Verde simboliza essa trajetória de construção do SUS, baseada em evidências e no compromisso com a população. É um instrumento essencial para qualificar a gestão e fortalecer as políticas públicas de saúde no país”, afirmou.

    Para a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, o lançamento também representa um marco institucional.

    “A terceira edição do Livro Verde marca um momento muito importante para o SUS. Foram quase duas décadas desde a última publicação e, nesse período, a RIPSA chegou a ficar cerca de dez anos desativada. Retomar esse trabalho e entregar uma obra construída de forma coletiva é reafirmar o compromisso do Ministério da Saúde com o uso estratégico da informação para orientar políticas públicas e reduzir desigualdades”, afirmou.

    O lançamento ocorre em um contexto de fortalecimento da agenda de transformação digital do SUS, com iniciativas voltadas à ampliação da transparência, da interoperabilidade dos sistemas e do uso estratégico da informação para qualificar o cuidado em saúde.

    Para o diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Jarbas Barbosa, a informação é central para o funcionamento dos sistemas de saúde. “Decisões sobre políticas públicas, alocação de recursos e intervenções dependem de dados confiáveis e oportunos. Investir em informação não é apenas uma questão técnica, mas uma decisão estratégica para promover qualidade, eficiência e confiança no sistema de saúde”, destacou.

    Jarbas também ressaltou o papel do Brasil na agenda internacional. “A criação da Secretaria de Informação e Saúde Digital no Ministério da Saúde demonstra uma compreensão clara de que a governança de dados e a transformação digital são dimensões estruturantes dos sistemas de saúde. Essa iniciativa posiciona o país como referência na região”, afirmou.

    Representando a comissão organizadora da obra, a professora e pesquisadora Deborah Carvalho Malta, da Universidade Federal de Minas Gerais, destacou o caráter coletivo da construção. “Não há sistema de saúde forte sem informação de qualidade. Em um país com a dimensão e a complexidade do Brasil, produzir essa informação exige diálogo, consenso e inteligência coletiva. E é exatamente isso que a RIPSA constrói ao longo da sua trajetória”, afirmou.

    Segundo ela, o trabalho envolveu mais de 450 especialistas e 45 instituições. “O Livro Verde é um guia prático e técnico, pensado para apoiar gestores, profissionais e pesquisadores no uso dos indicadores no cotidiano da saúde pública. Ele contribui diretamente para a tomada de decisão e para o enfrentamento das desigualdades”, completou.

    Mais do que um marco técnico, a nova edição do Livro Verde reafirma o papel da informação como ferramenta essencial para orientar políticas públicas, reduzir desigualdades e fortalecer o SUS em todo o território nacional.

    Créditos fotos: Crédito: Luiz Targino

  • Clima, Dados e Cuidado

    Clima, Dados e Cuidado

    Sob o calor úmido de Belém (PA), em meio às discussões globais sobre o futuro do planeta, o Ministério da Saúde apresentou uma série de iniciativas que mostram como a saúde pública brasileira está se reorganizando para enfrentar um cenário de eventos climáticos cada vez mais intensos.

    A presença na COP 30 trouxe um recado simples e direto:

    Proteger a população diante das mudanças climáticas depende de informação, planejamento e tecnologia que chegam às pessoas de forma concreta.

    A conferência, que reuniu especialistas de vários países, serviu como vitrine para ações que combinam prevenção, ampliação do acesso e uso inteligente dos dados. Uma delas foi o lançamento do Guia de Mudanças Climáticas e Saúde, apresentado no estande do Instituto Evandro Chagas.

    O material — disponível no Meu SUS Digital, no SUS Digital Profissional e em PDF — traduz em linguagem prática o que já faz parte da rotina do Brasil: preparação e cuidados adequados ao calor extremo, fumaça de queimadas, enchentes, secas e ondas de frio.

    Organizado de maneira didática, o guia orienta quando buscar ajuda, como se proteger e o que fazer diante de diferentes situações climáticas. Para profissionais de saúde, reúne protocolos atualizados por sistemas do corpo humano e por tipo de evento, tornando-se uma ferramenta tanto para quem vive na periferia de Porto Alegre quanto para famílias ribeirinhas da Amazônia.

    Durante o lançamento, a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, ressaltou que o guia é uma ação concreta para aproximar o conhecimento científico da vida cotidiana.

    Esse guia que nós estamos lançando hoje traz orientações práticas para a prevenção, para os cuidados e para a vigilância em situações climáticas, como calor extremo, frio intenso, poluição do ar e inundações.

    Distribuído em vários formatos, o material chega ao público de forma simples:

    A gente pode falar em Guia de Bolso, mas também em Guia na palma da mão, porque ele está sendo lançado nas plataformas do Meu SUS Digital e do SUS Digital Profissional. Essa forma de disponibilizar amplia a visibilidade institucional, aproxima a informação do cotidiano de quem cuida e de quem é cuidado e contribui para um SUS mais resiliente e preparado para os efeitos do clima.

    (Ana Estela Haddad)

    Outra entrega relacionada ao enfrentamento dos eventos climáticos foi a Infraestrutura de Dados Espaciais do Ministério da Saúde (IDE-MS), uma plataforma pública e aberta que reúne 133 camadas de informações — indicadores epidemiológicos, mapas climáticos, redes de serviços, recortes da Amazônia Legal, dados demográficos e áreas de risco.

    A ferramenta permite enxergar, ao mesmo tempo, o território, a população e o clima, algo que antes exigia sistemas isolados. Para o Ministério, isso significa planejamento mais preciso, vigilância fortalecida e decisões mais rápidas em emergências.

    A IDE-MS permitirá a geração de referências, análises territoriais e acesso a dados em tempo quase real, reunindo informações demográficas, de saúde e climáticas. Isso certamente beneficiará tanto as políticas públicas, no que diz respeito ao monitoramento e à previsão, quanto os pesquisadores, oferecendo uma ferramenta valiosa para compreender e antecipar riscos.

    (Ana Estela Haddad)

    Para a população, o efeito aparece no cotidiano: respostas mais ágeis, campanhas mais assertivas e serviços mais preparados para onde o risco cresce.

    A COP 30 também marcou o reforço de uma diretriz que muda a base da assistência: todas as novas unidades de saúde financiadas pelo Ministério serão construídas já adaptadas ao padrão de telessaúde e de resiliência climática. Na prática, isso significa postos e hospitais prontos para conectar equipes à distância, ampliar diagnósticos e reduzir deslocamentos, algo fundamental para regiões remotas e para um país de dimensões continentais.

    Menos viagens e custos, menos emissões, mais acesso a especialistas e diagnósticos mais rápidos: a telessaúde deixa de ser uma solução emergencial e passa a fazer parte da estrutura permanente do SUS.

    Nesse cenário de adaptação às mudanças climáticas, a saúde digital emerge como um eixo estruturante tanto do Plano AdaptaSUS (2025–2035) quanto do Plano de Ação em Saúde de Belém, ao oferecer ferramentas essenciais para ampliar a resiliência do SUS frente aos impactos climáticos.

    As iniciativas conduzidas pela SEIDIGI têm fortalecido essa agenda ao promover integração de dados, interoperabilidade, inovação e tecnologias voltadas à vigilância e ao cuidado em territórios vulneráveis. A ampliação da telessaúde, especialmente na Amazônia, em comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas, demonstra como soluções digitais reduzem deslocamentos, diminuem a pegada de carbono e garantem continuidade do cuidado mesmo em condições adversas.

    A consolidação de plataformas que integram informações de saúde, clima e ambiente reforça o compromisso brasileiro com sistemas de saúde mais sustentáveis, inclusivos e preparados para emergências climáticas. 

    Assim, ao integrar transformação digital e adaptação climática, o Brasil apresenta na COP30 uma visão moderna e equitativa de saúde pública, posicionando o SUS como um exemplo global nas respostas climáticas em saúde.

    Fotos no IEC: Eduardo Ogata

  • Brasil e Dinamarca consolidam parceria de referência mundial em saúde digital

     a comitiva esteve no Amazonas e visitou os municípios de Manaus e Parintins

    Missão Fact-finding Dinamarca Fase III

    Foto: Renato Maretti

    A relação bilateral entre Brasil e Dinamarca em saúde completa mais de uma década marcada por resultados concretos, inovação e fortalecimento institucional.

    Desde 2014, quando os dois Ministérios da Saúde assinaram a primeira Carta de Intenções, a cooperação estruturada entre os países evoluiu de intercâmbio técnico para uma parceria estratégica de longo prazo, capaz de influenciar diretamente a gestão do SUS e gerar benefícios também para o sistema dinamarquês.

    Brasil e Dinamarca convergem em princípios fundamentais de seus sistemas de saúde: a busca pela universalidade, pela equidade e pela garantia de acesso público aos serviços essenciais. Ambos os países adotam modelos nos quais a saúde é tratada como direito social.

    Agora, com a assinatura da Fase III da Cooperação Setorial Estratégica Brasil–Dinamarca, o projeto entra em uma etapa ainda mais ambiciosa, ampliando o foco para a transformação digital, o uso inteligente dos dados de saúde e a governança de sistemas interoperáveis.

    Ter a Dinamarca como parceira é de extrema relevância para o Brasil

    O sistema dinamarquês é amplamente reconhecido como um dos mais digitalizados do mundo, frequentemente ocupando os primeiros lugares nos rankings em maturidade digital em saúde.


    No relatório “Health at a Glance 2023” da OCDE a Dinamarca teve a maior pontuação composta entre os países avaliados em maturidade digital em saúde, destacando-se em métricas como extração de dados de prontuários eletrônicos, uso de padrões clínicos, cobertura da população e vinculação por identificador único de paciente.

    Para a SEIDIGI, trabalhar lado a lado com um país que já alcançou níveis tão maduros de saúde digital permite acelerar aprendizados e adaptar soluções que já foram testadas em larga escala ao nosso contexto. Para a Dinamarca, por sua vez, a parceria oferece a oportunidade de colaborar com um dos maiores sistemas públicos universais do planeta, com imenso potencial de escala, diversidade populacional e complexidade territorial, fortalecendo redes globais de pesquisa e inovação.

    Uma parceria construída sobre resultados

    O primeiro projeto bilateral focava em melhorar o uso dos dados de saúde para aprimorar a gestão da atenção à saúde no Brasil. Ao longo da Fase II, que se estendeu até 2025, Brasil e Dinamarca avançaram em temas como infraestrutura digital, governança de dados, interoperabilidade, arquitetura de sistemas e uso secundário de dados, consolidando um ambiente de trabalho conjunto que resultou em capacitações, missões técnicas, troca de metodologias, aprimoramento de processos e aproximação contínua entre instituições de ambos os países.

    Fase III: um salto estratégico na transformação digital em saúde

    A confiança construída ao longo de quase dez anos abriu caminho para uma nova etapa.

    A recém-assinada Fase III é uma resposta direta às necessidades atuais do SUS, às prioridades definidas no Plano Nacional de Saúde 2024–2027 e às diretrizes de transformação digital da SEIDIGI.

    A cooperação mira um objetivo central:
    melhorar o uso dos dados de saúde para garantir acesso mais rápido, universal e integrado a serviços de qualidade, fortalecendo a eficiência da gestão e impulsionando a transformação digital.

    A fase atual está estruturada em três eixos de impacto, cada um deles capaz de gerar produtos concretos para o Brasil e para a Dinamarca:

    • (i) Fortalecimento da governança digital e da capacidade estratégica,
    • (ii) Governança de dados e interoperabilidade e uso de dados para fins secundários e
    • (iii) Avanço no uso secundário de dados para pesquisa, inovação e políticas públicas.

    Um novo capítulo para a transformação digital em saúde

    Com a Fase III agora assinada, Brasil e Dinamarca inauguram uma etapa madura, estratégica e sintonizada com as demandas contemporâneas. Não se trata apenas de cooperação técnica, mas de uma aliança sólida, baseada em confiança, resultados e visão compartilhada de futuro, na qual os dados de saúde geram cuidado de melhor qualidade, políticas mais inteligentes, inovação contínua e sistemas mais resilientes.

    A cooperação Brasil–Dinamarca cresce, evolui e se fortalece. Demonstra a possibilidade de cooperações horizontais onde há reciprocidade e as partes envolvidas têm capacidades e aprendizados a compartilhar.

    Ao fortalecer vínculos técnicos e políticos, a cooperação horizontal favorece a autonomia, a inovação e a construção coletiva de políticas públicas mais eficazes.

    Missão em Parintins

    Comitiva dinamarquesa em Parintins

    https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/agosto/comitiva-dinamarquesa-chega-ao-brasil-para-conhecer-a-saude-digital-no-sus