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  • Em parceria com Harvard, Ministério da Saúde participa de maratona de inovação para sistemas de saúde

    Em parceria com Harvard, Ministério da Saúde participa de maratona de inovação para sistemas de saúde

    Foto: Thiago Campelo/MS

    Na busca por soluções para os desafios dos sistemas de saúde, 12 mil pessoas, conectadas por 40 hubs de inovação em 30 países, participaram do HSIL Hackathon 2026 – Building High-Value Health Systems: Leveraging AI, realizado nos dias 10 e 11 deste mês.

    O objetivo foi desenvolver soluções baseadas em inteligência artificial (IA) para a saúde pública. O evento é promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Universidade de Harvard e, o Hub Brasília, foi realizado em parceria com o Ministério da Saúde.

    No Brasil, a iniciativa contou  com três hubs: Brasília (DF), Natal (RN) e São Paulo (SP). Em Brasília, houve a presença de 85 participantes de 10 estados (Bahia, Pará, Santa Catarina, Tocantins, Minas Gerais, São Paulo, Alagoas, Roraima, Ceará e Amazonas), organizados em 16 equipes. Os projetos se concentraram em três eixos: Fragmentação do Cuidado (9 equipes), Letramento em Saúde (4) e Barreiras de Comunicação (3).

    Os participantes foram desafiados a propor soluções para questões prioritárias, como o aumento da demanda por serviços, o envelhecimento populacional, a desigualdade no acesso e o crescimento dos dados em saúde. Os mentores orientaram que as soluções deveriam ser destinadas a gestores do SUS e equipes desde a Atenção Primária à Especializada e as propostas adaptadas a diferentes níveis de maturidade tecnológica entre União, estados e municípios, além das desigualdades culturais e regionais do país.

    Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, o SUS vive um processo de transformação digital impulsionado por iniciativas como o hackathon.

    O SUS, por atender um país continental e diverso, é uma potência de inovação construída por profissionais da ponta. O desafio do Governo do Brasil é sistematizar essas informações e fortalecer essa capacidade. O hackathon promove uma imersão global em ideias relevantes para esse processo.

    Para a secretária de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), Ana Estela Haddad, a construção multiprofissional é essencial para gerar inovação.

    A competição motiva, mas o principal é o processo. Equipes com diferentes olhares constroem soluções mais aderentes à realidade. Os projetos demonstraram convicção e vivência dos desafios do SUS e podem orientar caminhos concretos.

     Hackathon: maratona de inovação

    O hackathon é uma maratona colaborativa em que participantes se reúnem por um a dois dias para desenvolver soluções inovadoras. Nesta edição, o desafio foi criar softwares capazes de reduzir gargalos em sistemas de saúde, integrando a experiência de profissionais da saúde e da tecnologia. As equipes analisaram problemas, desenvolveram soluções com uso de inteligência artificial, receberam mentorias e apresentaram propostas a uma banca avaliadora, que selecionou a melhor equipe para a próxima fase. 

    A banca foi composta pela diretora executiva de Atenção Integral à Saúde na Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS, Luciana Maciel de Almeida Lopes, a consultora do Ministério da Saúde, Dra. Maria do Carmo, a pesquisadora em políticas públicas de saúde, Dra. Nadja Bisinotti, a pesquisadora e professora na área de saúde coletiva da Universidade de Brasília, Ana Valéria Machado Mendonça, o professor na área de saúde e sociedade da Universidade de São Paulo, PhD Deivison Mendes Faustino, e o cirurgião dentista especialista em saúde digital, Dr. Marcelo Ramos Pinto.

    A equipe selecionada, avança para o Venture Incubation Program, etapa global de incubação com dois bootcamps voltados ao aprimoramento dos projetos e pitches. Após essa fase, as 20 melhores equipes seguem para mentorias aprofundadas. Na etapa final, o Venture Building Immersion, as 10 equipes mais promissoras participam de seminários, workshops e mentorias para estruturar seus empreendimentos. O processo se encerra com o Demo Day Global, quando os projetos são apresentados a investidores gerando oportunidade de financiamento e parcerias.

     Representante vencedora do Hub Brasília  no desafio

    A equipe vencedora em Brasília apresentou o projeto intitulado ONCONAV Brasil e seguirá  para a etapa global ao ter desenvolvido uma proposta de IA soberana (open source), integrada ao Meu SUS Digital, para pacientes, gestores e profissionais. A proposta é reduzir mortes evitáveis ao enfrentar a fragmentação do cuidado, com navegação inteligente, monitoramento de prazos e integração de dados. Entre as funcionalidades estão: navegação do paciente oncológico, monitoramento da Lei dos 60 dias, agendamento automatizado e priorizado, organização da linha de cuidado (protocolos OCI), apoio à decisão e redução de desperdícios (controle BPA/APAC).

     A equipe é formada pela estudante de administração, Clarysse Rodrigues Dias, pelo médico sanitarista, Denis Satoshi Komoda, pela tecnóloga em Sistemas biomédicos, Joana Ferreira da Silva, pela sanitarista, Kryslainne Millena Oliveira de Jesus, pela engenharia eletrônica, Sofia Consolmagno Fontes, e pela estudante de fisioterapia e desenvolvimento de sistemas, Thayna Gonçalves Dutra. Entre os membros da equipe, três atuam no Ministério da Saúde, na Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde.

  • Ministério da Saúde lança painel estratégico para monitorar a Telessaúde no SUS

    Ministério da Saúde lança painel estratégico para monitorar a Telessaúde no SUS

    A ferramenta reúne informações sobre produção, oferta e fluxos territoriais dos serviços, fortalecendo a transparência e o planejamento da telessaúde no país.

    Ao reunir informações estratégicas em ambiente público, apoiamos a tomada de decisão e qualificamos o planejamento do país.

    Secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad. 

    O painel integra dados de diferentes bases de informação, incluindo dados dos Núcleos de Telessaúde cofinanciados pelo Ministério da Saúde, registros do Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES), do Sistema de Informação da Atenção Primária à Saúde (SIAPS) e do Sistema de Informação Ambulatorial (SIA).  

    telessaúde é uma estratégia da transformação digital do SUS, complementar ao atendimento presencial, ampliando o acesso da população a especialistas e qualificando o cuidado por meio de diferentes modalidades, como teleconsulta, teleconsultoria, teleinterconsulta, telediagnóstico, telemonitoramento e teleorientação.  
     
    A estratégia é operacionalizada pela Rede Brasileira de Telessaúde e integra as ações de fortalecimento do Programa Agora Tem Especialistas para ampliar o acesso a consultas, exames e cirurgias. 

    Entre 2024 e 2025, a Telessaúde no SUS alcançou mais de 5,7 milhões de atendimentos em 2.929 municípios brasileiros.

    Para Chao Lung Wen, professor da Universidade de São Paulo e chefe da Disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da USP, a iniciativa contribui para dar maior visibilidade à telessaúde no país, ao organizar informações sobre modalidades, oferta e fluxos de atendimento em um ambiente público e acessível. 

    Ele reforça que ferramentas desse tipo ajudam a qualificar o acompanhamento da política e reforçam a compreensão da telessaúde como estratégia integrada à organização do cuidado, com potencial de evolução contínua no detalhamento e no uso das informações. 

    Além do monitoramento técnico, o painel foca na equidade. Para a médica Silvana Gomes Benzecry, que atua na região Amazônica, o impacto é direto na assistência. 

    O painel transforma dados dispersos em informação acessível, permitindo identificar vazios assistenciais e redistribuir a oferta de forma mais equitativa, especialmente em regiões com barreiras de acesso.

    Essa visão é reforçada pelos professores da Universidade de Brasília (UnB), Miguel Ângelo Montagner e Inez Montagner, que destacam o papel democrático da ferramenta.

     A disponibilização pública dessas informações expressa um compromisso ético do Estado com a transparência e o controle social, reduzindo assimetrias informacionais.

    Acesse o painel aqui:

    Acesse o painel com dados sobre os serviços de telessaúde no SUS

  • Seminário debate uso de dados reais e avanços da saúde digital 

    Seminário debate uso de dados reais e avanços da saúde digital 

    A transformação digital da saúde pública brasileira esteve entre os destaques do Seminário Sindusfarma 2026: Adoção das Evidências de Mundo Real (Real World Evidence – RWE), evento realizado nos dias 30 e 31 de março de 2026, em Brasília/DF, que reuniu especialistas para discutir como o uso inteligente de dados pode apoiar decisões mais rápidas, eficientes e centradas no cidadão.

    Durante o encontro, a Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (SEIDIGI/MS) apresentou iniciativas que vêm fortalecendo a integração das informações em saúde, ampliando o acesso aos serviços e qualificando o cuidado no SUS.  

    Na apresentação, foram destacados avanços estruturantes da saúde digital brasileira, como a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), plataforma responsável pela interoperabilidade entre sistemas de saúde em todo o país.

    Também foram apresentadas soluções como o Meu SUS Digital, que já ultrapassa 75 milhões de downloads, o SUS Digital Profissional e a futura plataforma SUS Digital Gestor, voltadas ao apoio clínico e à gestão estratégica do SUS.

    A exposição do tema, Interoperabilidade e governança, conduzida por Josélio Emar de Araújo Queiroz, assessor técnico do DataSUS/SEIDIGI, abordou ainda como a transformação digital vem permitindo que informações antes fragmentadas sejam utilizadas de forma integrada para apoiar profissionais, gestores e cidadãos. 

    A transformação digital na saúde só faz sentido quando melhora a vida das pessoas. Cada dado integrado representa mais continuidade no cuidado, mais agilidade no atendimento e decisões mais próximas da realidade do cidadão.

    (Josélio Queiroz)

    A apresentação reforçou o papel das evidências de mundo real na melhoria da qualidade do cuidado e na construção de um sistema de saúde mais conectado, eficiente e orientado por dados. 

    O seminário contou ainda com discussões sobre os desafios no uso estratégico de dados em saúde, o impacto de novas tecnologias, como a inteligência artificial, os avanços regulatórios e as aplicações das Evidências de Mundo Real (RWE) no setor farmacêutico. 

    O encontro reforçou como a saúde digital tem se consolidado como uma ferramenta estratégica para ampliar o acesso e fortalecer a saúde brasileira. 

    Desde sua primeira edição, em 2019, o seminário consolidou-se como um importante fórum de discussão qualificada sobre Evidências de Mundo Real (Real World Evidence – RWE), acompanhando a evolução científica e regulatória do tema no Brasil e no cenário internacional. 

    Por: Gabriela Cunha (DATASUS/SEIDIGI/MS)

  • Brasil avança em dados abertos e fortalece políticas públicas

    Brasil avança em dados abertos e fortalece políticas públicas

    O Brasil alcançou o melhor desempenho de sua história no índice da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que avalia a efetividade das políticas de dados abertos nos governos.

    No ranking mais recente do OURData Index:

    o país obteve 0,70 ponto (em uma escala de 0 a 1) e passou a ocupar a 8ª posição entre 41 países, sendo o melhor colocado da América Latina.

    O resultado também supera em 32% a média da OCDE e posiciona o Brasil à frente de países como Reino Unido e Canadá.

    O índice analisa três dimensões: disponibilidade, acessibilidade e reúso dos dados públicos. O Brasil se destacou principalmente nos dois primeiros pilares, com 0,78 em disponibilidade e 0,74 em acessibilidade. No critério de reúso, alcançou 0,57, também acima da média da OCDE.

    Os resultados refletem avanços na publicação de dados em formatos abertos e reutilizáveis, ampliando o acesso para cidadãos, pesquisadores, gestores e organizações da sociedade civil.

    A política nacional de dados abertos, coordenada pela Controladoria-Geral da União (CGU), completa 10 anos em 2026, consolidando uma década de expansão e padronização das informações públicas.

    Um dos principais instrumentos dessa política é o Portal Brasileiro de Dados Abertos, que reúne atualmente mais de 15 mil conjuntos de dados em formatos abertos. Esses dados são utilizados em pesquisas, desenvolvimento de soluções digitais, reportagens e na formulação de políticas públicas baseadas em evidências.

    Entre 2022 e 2025, o número de bases cresceu cerca de 50%, e a plataforma já conta com mais de 100 mil usuários cadastrados.

    A agenda de dados também tem sido fortalecida por iniciativas de capacitação, como a Semana Dados BR, que já alcançou mais de 40 mil pessoas, além do lançamento do Catálogo Nacional de Dados, em 2024.

    O desempenho do país também foi destaque no Índice de Governo Digital da OCDE, especialmente no indicador “open by default”, que reforça o compromisso com a transparência e a abertura de dados desde a origem.

    Impacto para o SUS

    Esse avanço dialoga diretamente com a transformação digital da saúde no Brasil. Iniciativas como a RNDS (Rede Nacional de Dados em Saúde) e o SUS Digital dependem de dados acessíveis, interoperáveis e de qualidade para fortalecer a gestão, apoiar decisões e ampliar o cuidado contínuo à população.


    Fonte:
    Convergência Digital –
    https://convergenciadigital.com.br/governo/brasil-sobe-para-8-em-ranking-de-dados-abertos-da-ocde/

  • SUS digital, soberania e o desafio dos dados na saúde

    SUS digital, soberania e o desafio dos dados na saúde

    Os caminhos e desafios da transformação digital em saúde foram debatidos no webinário Desenvolvimento, Tecnologias Digitais e o Risco de Vulnerabilidade em Saúde (Vulnerabilidade 4.0), promovido pelo Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz, em março de 2026. O encontro reuniu especialistas para discutir o papel estratégico dos dados, da inovação e da soberania no fortalecimento do SUS.

    Um dos destaques foi a participação da secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, que reforçou a centralidade dos dados para o futuro da saúde no Brasil.

    Segundo ela, a proteção e a governança dos dados em saúde são elementos fundamentais para a soberania sanitária e o desenvolvimento nacional. A secretária defendeu a construção de uma nuvem soberana, capaz de garantir que os dados governamentais permaneçam sob controle público, fortalecendo a autonomia do país diante das disputas globais por informação e tecnologia.

    Ana Estela também destacou a importância de iniciativas estratégicas, como o Programa Genoma Brasil, e reconheceu o papel histórico de lideranças e gestores que vêm estruturando a agenda de saúde digital no país, consolidando-a como política de Estado.

    O debate evidenciou um cenário global marcado por desigualdades no controle de dados, tecnologias e infraestrutura digital. Especialistas alertaram que grande parte desses recursos está concentrada em poucos países e corporações, o que pode ampliar a dependência tecnológica e comprometer a capacidade de resposta dos sistemas de saúde.

    Nesse contexto, os participantes defenderam que o SUS tem potencial para liderar uma transformação digital orientada ao interesse público, à redução das desigualdades e à geração de valor social. Para isso, é essencial fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), investir em inovação nacional e garantir governança pública sobre dados estratégicos.

    Também foram apresentadas iniciativas do Ministério da Saúde que já avançam nessa direção, como o Meu SUS Digital, a ampliação da telessaúde, o uso de inteligência artificial sob governança pública e o fortalecimento de sistemas de apoio à gestão.

    Ao final, o encontro reforçou que a transformação digital na saúde precisa estar alinhada aos princípios do SUS — universalidade, integralidade e equidade — e orientada por um projeto nacional que integre inovação, desenvolvimento e compromisso com a vida.

    Assista na íntegra

  • RIPSA completa 30 anos

    O Ministério da Saúde celebrou, nesta segunda-feira (23), os 30 anos da Rede Interagencial de Informações para a Saúde (RIPSA), em cerimônia realizada em Brasília. Durante o evento, foi lançada a terceira edição do livro Indicadores Básicos de Saúde: conceitos e aplicações, conhecido como Livro Verde, uma das principais referências para a produção e uso de dados no Sistema Único de Saúde (SUS).

    Criada em 1996, a RIPSA reúne instituições governamentais e não governamentais em um trabalho colaborativo voltado à produção, análise e disseminação de informações em saúde. Ao longo de três décadas, a Rede se consolidou como espaço estratégico para a qualificação dos indicadores que orientam o planejamento, o monitoramento e a avaliação de políticas públicas no país.

    A nova edição do Livro Verde atualiza e sistematiza um conjunto de indicadores básicos de saúde, organizados em diferentes dimensões, como aspectos demográficos, socioeconômicos, mortalidade, morbidade, fatores de risco e estrutura do sistema de saúde. A publicação também apresenta orientações metodológicas que contribuem para a interpretação adequada dos dados e seu uso na tomada de decisão.

    O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, destacou o papel estratégico da informação para o fortalecimento do SUS. “O Livro Verde simboliza essa trajetória de construção do SUS, baseada em evidências e no compromisso com a população. É um instrumento essencial para qualificar a gestão e fortalecer as políticas públicas de saúde no país”, afirmou.

    Para a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, o lançamento também representa um marco institucional.

    “A terceira edição do Livro Verde marca um momento muito importante para o SUS. Foram quase duas décadas desde a última publicação e, nesse período, a RIPSA chegou a ficar cerca de dez anos desativada. Retomar esse trabalho e entregar uma obra construída de forma coletiva é reafirmar o compromisso do Ministério da Saúde com o uso estratégico da informação para orientar políticas públicas e reduzir desigualdades”, afirmou.

    O lançamento ocorre em um contexto de fortalecimento da agenda de transformação digital do SUS, com iniciativas voltadas à ampliação da transparência, da interoperabilidade dos sistemas e do uso estratégico da informação para qualificar o cuidado em saúde.

    Para o diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Jarbas Barbosa, a informação é central para o funcionamento dos sistemas de saúde. “Decisões sobre políticas públicas, alocação de recursos e intervenções dependem de dados confiáveis e oportunos. Investir em informação não é apenas uma questão técnica, mas uma decisão estratégica para promover qualidade, eficiência e confiança no sistema de saúde”, destacou.

    Jarbas também ressaltou o papel do Brasil na agenda internacional. “A criação da Secretaria de Informação e Saúde Digital no Ministério da Saúde demonstra uma compreensão clara de que a governança de dados e a transformação digital são dimensões estruturantes dos sistemas de saúde. Essa iniciativa posiciona o país como referência na região”, afirmou.

    Representando a comissão organizadora da obra, a professora e pesquisadora Deborah Carvalho Malta, da Universidade Federal de Minas Gerais, destacou o caráter coletivo da construção. “Não há sistema de saúde forte sem informação de qualidade. Em um país com a dimensão e a complexidade do Brasil, produzir essa informação exige diálogo, consenso e inteligência coletiva. E é exatamente isso que a RIPSA constrói ao longo da sua trajetória”, afirmou.

    Segundo ela, o trabalho envolveu mais de 450 especialistas e 45 instituições. “O Livro Verde é um guia prático e técnico, pensado para apoiar gestores, profissionais e pesquisadores no uso dos indicadores no cotidiano da saúde pública. Ele contribui diretamente para a tomada de decisão e para o enfrentamento das desigualdades”, completou.

    Mais do que um marco técnico, a nova edição do Livro Verde reafirma o papel da informação como ferramenta essencial para orientar políticas públicas, reduzir desigualdades e fortalecer o SUS em todo o território nacional.

    Créditos fotos: Crédito: Luiz Targino

  • Saúde digital e cuidado aos territórios são destaque do Encontro Nacional de Periferias

    Saúde digital e cuidado aos territórios são destaque do Encontro Nacional de Periferias

    A transformação digital do SUS esteve no centro das ações do Ministério da Saúde durante o Encontro Nacional de Periferias, realizado em 21 de março, em São Paulo. A participação destacou como a saúde digital tem ampliado o acesso ao cuidado, especialmente por meio da telessaúde, com serviços que aproximam profissionais e usuários, reduzem distâncias e fortalecem a atenção nos territórios.

    Ao longo do dia, a Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI) marcou presença com um estande institucional e participação ativa na programação. No espaço, o público pôde conhecer, de forma prática, como funcionam as soluções digitais do SUS — incluindo orientações sobre como os municípios podem aderir à Oferta Nacional de Telediagnóstico, por meio da Rede Brasileira de Telessaúde.

    Mais do que apresentar tecnologias, a atuação da saúde digital mostrou, na prática, como a inovação pode ser uma aliada da equidade. A Secretária Adjunta de Informação e Saúde Digital, Maria Aparecida da Silva, reforçou esse compromisso:

    A transformação digital precisa considerar as diferenças dos territórios para ampliar o acesso e reduzir desigualdades.

    (Maria Aparecida da Silva)

    Segundo ela, o uso qualificado da informação em saúde está diretamente ligado à escuta da população. Um exemplo é o trabalho desenvolvido no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, onde as ações vêm sendo construídas com forte participação popular.

    Não é possível construir política pública sem a participação da população.

    (Maria Aparecida da Silva)

    Esse diálogo direto com os territórios tem permitido identificar demandas concretas, como a ampliação do cuidado em saúde mental e o fortalecimento das ações voltadas à saúde da mulher.

    Escuta, cuidado e presença no território

    A participação do Ministério foi marcada pela escuta ativa e pela interação com a população. O espaço reuniu movimentos sociais, gestores públicos e cidadãos de diferentes regiões, promovendo troca de experiências e construção coletiva de soluções para o SUS.

    As ações de prevenção também tiveram destaque, com a distribuição de preservativos internos e externos, além de autotestes de HIV. Equipes orientaram o público sobre prevenção, cuidado e acesso aos serviços de saúde.

    O estande contou ainda com materiais educativos em linguagem acessível, com foco na inclusão e no cuidado integral. Entre eles, cadernos voltados à saúde da população trans, que orientam profissionais e usuários sobre acolhimento e respeito às diversidades.

    Também foram apresentados programas estruturantes do SUS, como o Saúde da Família, o Consultório na Rua, o Brasil Sorridente e o Programa Saúde na Escola — iniciativas que atuam diretamente nos territórios e acompanham as necessidades da população ao longo do tempo.

    Durante o evento, representantes do Governo Federal e de instituições parceiras destacaram o papel das periferias na construção de políticas públicas e a importância da atuação conjunta entre Estado e sociedade civil.

    Periferia viva é periferia vacinada. Periferia viva é periferia com saúde.

    (Secretário Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, Guilherme Simões)

    É fundamental aproximar a saúde das periferias, do campo, das florestas e das águas.

    (Vice-Presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, Valcler Range)

    Não é apenas o SUS da vacina ou da consulta. É o SUS da democracia, do antirracismo e da dignidade do povo brasileiro.

    (Diretor do Departamento de Gestão Interfederativa e Participativa, André Luis Bonifácio de Carvalho)

    A participação social é fundamental para qualificar e fortalecer o SUS nos territórios.

    (Coordenador-geral de Participação e Articulação com os Movimentos Sociais, Rodrigo Leite)

    Ao longo do encontro, também foi divulgada uma pesquisa para avaliar os serviços de saúde, com o objetivo de ouvir a população e orientar melhorias nas ações do SUS.

    A presença do Ministério da Saúde — com forte atuação da saúde digital — reforça o compromisso com um SUS mais acessível, conectado e próximo das pessoas, construído a partir do território e da escuta ativa da população.

  • Carretas do SUS reduzem espera por exames e consultas

    Carretas do SUS reduzem espera por exames e consultas

    Levar atendimento especializado para mais perto da população e reduzir o tempo de espera por exames e consultas. Esse é o objetivo das carretas do programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do Ministério da Saúde que está chegando a diferentes regiões do país.

    Já são 52 carretas circulando pelo país, e dezenas de milhares de atendimentos, com milhares de jornadas de cuidado integrado.

    Em entrevista à Rádio CBN, a secretária da Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde explicou como funcionam as unidades móveis e de que forma elas ajudam a ampliar o acesso da população a serviços especializados do Sistema Único de Saúde (SUS).

    As carretas são equipadas com tecnologia para realização de exames e estão conectadas à rede digital do SUS, permitindo que profissionais registrem informações e encaminhem diagnósticos com mais agilidade. A iniciativa busca atender principalmente regiões com maior demanda por exames e procedimentos especializados.

    Durante a conversa, a secretária também destacou o papel da transformação digital na saúde pública. Ferramentas como o aplicativo Meu SUS Digital permitem que cidadãos acompanhem informações de saúde, recebam notificações de agendamentos e tenham acesso ao histórico de atendimentos diretamente pelo celular.

    Segundo ela, a integração entre tecnologia, atendimento presencial e serviços remotos ajuda a tornar o cuidado mais rápido, organizado e acessível para a população.

    Assista à entrevista completa no vídeo abaixo e saiba mais sobre como as carretas do programa Agora Tem Especialistas estão ampliando o acesso à saúde no SUS.

  • Seminário reforça segurança da informação no SUS

    Seminário reforça segurança da informação no SUS

    A Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, em conjunto com a Secretaria de Segurança da Informação e Cibernética do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR), realizou, no dia 11 de março, o Seminário de Segurança da Informação na Saúde, reunindo especialistas, gestores e representantes de instituições públicas para debater estratégias de proteção de dados e fortalecimento da cultura de segurança no Sistema Único de Saúde (SUS).

    O encontro contou com cerca de 150 participantes presenciais e mais de 1.700 visualizações na transmissão pelo canal do Datasus no YouTube:

    Na abertura, a secretária da Seidigi, Ana Estela Haddad, ressaltou a dimensão da infraestrutura digital do SUS, que sustenta serviços essenciais em todo o país.

    O Ministério da Saúde é responsável por um ecossistema tecnológico amplo, com mais de 350 sistemas nacionais em operação, cerca de 21 mil usuários institucionais e aproximadamente 1,5 mil servidores e instâncias computacionais. Nesse cenário, a proteção de informações e a gestão de riscos cibernéticos tornam-se estratégias para garantir a continuidade de serviços e a confiabilidade de dados em saúde”, afirmou Ana Estela.

    Abertura Institucional com Secretária da Seidigi, Ana Estela Haddad

    A secretária também destacou o nível intermediário-avançado de maturidade digital do Ministério, avaliado pelo Programa de Privacidade e Segurança da Informação (PPSI), além da adoção de uma arquitetura robusta de segurança, com monitoramento contínuo e mecanismos avançados de proteção. Entre as iniciativas recentes, mencionou a criação do Subcomitê de Segurança da Informação, instância de apoio ao Comitê de Governança Digital, instituído pela Portaria GM/MS Nº 10.342, DE 13 DE março DE 2026. Bem como a atualização da Política de Segurança da Informação do Ministério da Saúde (POSIN/MS), alinhada à Política Nacional de Segurança da Informação (PNSI), que estabelece diretrizes para a proteção de informações estratégicas do Estado.

    Subcomitê de Segurança da Informação/MS

    O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, reforçou que os dados em saúde são essenciais para a organização do sistema e para a continuidade do cuidado. Para ele, fortalecer a segurança das informações é estratégico para ampliar o acesso, qualificar o atendimento e apoiar decisões baseadas em evidências, contribuindo para o aprimoramento das políticas públicas.

    O secretário de Segurança da Informação e Cibernética do GSI/PR, André Molina, destacou que a saúde é um dos setores mais visados por ataques cibernéticos e que o avanço da digitalização exige proteção e conscientização contínua, afirmando que “o evento e ações de governança demonstram que a pasta tem tratado o tema com a prioridade necessária.”. O diretor-presidente da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Waldemar Gonçalves, também reforçou o valor das informações:

    “O Ministério da Saúde tem um dos bancos de dados sensíveis mais atrativos do Brasil. Por isso, precisamos proteger esses dados, especialmente as informações sensíveis de saúde”.

    A programação contou ainda com representantes da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, do Conselho Nacional de Saúde (CNS) e do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), além de gestores estaduais e municipais, reforçando a cooperação federativa na governança dos dados em saúde.

    Mesa de Abertura Institucional

    No campo da conscientização, o auditor do Tribunal de Contas da União (TCU), Diego Oliveira Farias, destacou ações educativas em cibersegurança, como simulações de phishing realizadas com órgãos públicos. “A participação do Ministério mostrou o papel de liderança da alta gestão e que as normas de segurança da informação se aplicam a todos”, parabenizou Diego.

    A programação reuniu especialistas de diferentes instituições, com apoio do Datasus/Seidigi, abordando temas como governança digital, prevenção a ataques cibernéticos, privacidade de dados e gestão de incidentes. A diretora do Datasus, Paula Xavier, mediou painel sobre Segurança da Informação na Gestão Pública em Saúde e destacou a complexidade do ecossistema digital do SUS, que envolve fluxos de dados entre os níveis federal, estadual e municipal, além do tratamento de dados pessoais e sensíveis:

    Quando falamos de dados em saúde, falamos de informações sensíveis que impactam diretamente o cidadão.”.

    Também participaram das discussões, com os palestrantes, o coordenador-geral de Infraestrutura e Segurança da Informação do Datasus, Ramón Vieira, o coordenador de Segurança da Informação do Datasus, Marcelo de Sá e a encarregada de dados do Ministério da Saúde, Adriana Marques.

  • Seminário debate segurança da informação e proteção de dados na saúde pública

    Seminário debate segurança da informação e proteção de dados na saúde pública

    Brasília recebe, no dia 11 de março de 2026, o Seminário de Segurança da Informação na Saúde.

    O evento reunirá especialistas, gestores e servidores públicos para discutir como proteger dados e fortalecer os sistemas digitais que sustentam o Sistema Único de Saúde (SUS). O evento será realizado no Windsor Brasília Hotel, na Asa Norte, com transmissão ao vivo pelo canal do DATASUS no YouTube.

    O encontro será realizado em formato híbrido, com painéis temáticos e diálogos orientados, reunindo especialistas do governo federal, academia e instituições parceiras. A proposta é promover reflexões e compartilhar experiências sobre proteção de dados, prevenção de incidentes e fortalecimento da cultura de segurança da informação no setor público.

    A iniciativa ocorre em um momento em que o Ministério da Saúde administra um dos maiores ecossistemas digitais da administração pública brasileira, com milhões de dados e informações de saúde que precisam ser protegidos para garantir a continuidade dos serviços do SUS.

    Entre os temas abordados estão riscos cibernéticos, proteção de dados pessoais, boas práticas de segurança digital e o papel dos gestores na construção de uma cultura institucional de proteção da informação. O evento também dialoga com normas e recomendações nacionais, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a Política Nacional de Segurança da Informação, a Estratégia Nacional de Cibersegurança e orientações do Tribunal de Contas da União (TCU).

    O seminário é voltado para servidores e colaboradores do Ministério da Saúde, gestores do SUS, profissionais das áreas técnicas e administrativas e parceiros que utilizam sistemas e informações institucionais.

    O objetivo é sensibilizar os participantes sobre os riscos da segurança da informação, promover decisões responsáveis sobre o uso e compartilhamento de dados e fortalecer uma cultura de proteção das informações públicas em saúde.

    INSCREVA-SE

    Segurança da Informação: proteger dados é cuidar de vidas


    Acompanhe a programação detalhada

    08h30 – 10h00 | Abertura institucional

    A abertura contará com autoridades do Ministério da Saúde e de instituições parceiras, que irão destacar a importância da segurança da informação para garantir a confiabilidade dos dados e a continuidade dos serviços de saúde.

    Participam da mesa de abertura:

    • Adriano Massuda, secretário executivo do Ministério da Saúde
    • Ana Estela Haddad, secretária de Informação e Saúde Digital (Seidigi/MS)
    • André Luiz Bandeira Molina, secretário de Segurança da Informação e Cibernética do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI)

    Também participam representantes da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), Conass, Conasems, Secretaria de Governo Digital, Tribunal de Contas da União (TCU), Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e Conselho Nacional de Saúde (CNS).


    10h00 – 11h15 | Painel 1

    Segurança da Informação como pilar da boa gestão pública em saúde

    O painel discutirá como incidentes digitais podem impactar os serviços de saúde e a credibilidade das instituições públicas, além da responsabilidade dos gestores na proteção dos dados.

    Participantes:

    • Camilo Mussi – Subsecretário de TI do Ministério da Agricultura
    • Romário Cesar Almeida – CGSI/GSI
    • Gestor estadual ou municipal (convidado)

    Moderação: Paula Xavier, diretora do DATASUS.


    11h15 – 12h35 | Painel 2

    Como evitar armadilhas virtuais: da suspeita à ação

    Especialistas vão abordar ameaças digitais como engenharia social, fraudes e golpes virtuais, além de discutir como identificar e responder a incidentes de segurança.

    Participantes:

    • Marcelo de Sá – Coordenador de Segurança da Informação do DATASUS
    • Simone Ferreira – Polícia Civil do Distrito Federal
    • Nina Santos – Secretaria de Comunicação da Presidência da República
    • Gestor estadual ou municipal (convidado)

    Moderação: Danielle Ayres, diretora de Segurança da Informação do GSI.


    12h35 – 14h00 | Intervalo para almoço


    14h00 – 15h30 | Painel 3

    Privacidade e confiança nos dados de saúde: cuidar dos dados também é cuidar das pessoas

    O debate tratará da importância da proteção de dados sensíveis de saúde e de como a gestão adequada das informações fortalece a confiança da população nos serviços públicos.

    Participantes:

    • Loriza Andrade Vaz de Melo – Secretaria de Governo Digital
    • Ana Frazão – Universidade de Brasília
    • Caitlin Mulholland – PUC-Rio
    • Nicolo Zingales – FGV Direito Rio
    • Gestor estadual ou municipal (convidado)

    Moderação: Adriana Marques, encarregada pelo tratamento de dados pessoais do Ministério da Saúde.


    15h30 – 16h50 | Painel 4

    Incidentes de segurança: impactos e lições aprendidas

    O painel trará relatos e análises de incidentes cibernéticos que afetaram instituições públicas, destacando aprendizados e estratégias de resposta e continuidade dos serviços.

    Participantes:

    • Carlos Henrique Martins – GSI/INCA
    • Cinthia Tufaile – Hospital da Criança de Brasília
    • Leandro Ferreira – Superior Tribunal de Justiça
    • Gestor estadual ou municipal (convidado)

    Moderação: Marcelo de Sá, DATASUS.


    16h50 – 18h00 | Painel 5

    O papel do gestor na construção da cultura de segurança da informação

    O último painel discutirá como a liderança pode fortalecer a cultura institucional de proteção de dados e segurança digital no setor público.

    Participantes:

    • Ana Estela Haddad – Secretária de Informação e Saúde Digital
    • Adriano Massuda – Secretário Executivo do Ministério da Saúde
    • Diego Andrade – Auditor do Tribunal de Contas da União
    • André Luiz Bandeira Molina – GSI

    18h00 – 18h10 | Encerramento

    Encerramento com fala final da secretária Ana Estela Haddad.